Lento regresso à normalidade do trânsito
O regresso à normalidade do trânsito nas cidades portuguesas no período posterior ao confinamento devido à Covid-19 está a ocorrer, mas em marcha lenta, de acordo com os dados do TomTom Traffic Index.

A plataforma, que disponibiliza informação sobre o congestionamento de tráfego urbano, em tempo real, em 416 cidades do mundo, revela que na semana de regresso às aulas no nosso país (14 a 18 de setembro), o congestionamento em Lisboa em relação ao ano passado foi (tomando como dia 14) 32% inferior. Nas restantes cidades portuguesas, os dados do índice apontam para diferenciais inferiores (Funchal 31%, Coimbra 26%, Porto 26% e Braga 23%), mas ainda assim dignos de nota. Em Lisboa, no período de confinamento, de 14 de março a 18 de junho, o índice de tráfego nunca ultrapassou os 15%. Isso significa que, numa hora de viagem realizada nesse período, o condutor nunca demorou mais nove minutos do que perderia numa situação de trânsito totalmente fluído. O dia com menos congestionamento na capital portuguesa foi, de acordo com o TomTom Traffic Index, a sexta-feira de 24 de abril, onde o índice registou uma diminuição de 80% na taxa de congestionamento face ao mesmo dia de 2019. Essa foi, de resto, a tendência nas várias cidades portuguesas analisadas pelo índice. No Porto teve houve uma quebra de 75% e Funchal, Braga e Coimbra registaram uma diferença de 68%, 67% e 59%, respetivamente, em relação ao dia em análise do ano passado.
“É necessário encontrar soluções de forma a amenizar o frenesim do trânsito e reduzir as filas”, indica Vincent Martinier, diretor de comunicação da TomTom para o Sul da Europa.
“Soluções para amenizar trânsito”
“As mudanças que têm vindo a ocorrer durante os últimos meses podem ser realmente importantes para ajudar os decisores a mudarem o paradigma da mobilidade nas cidades”, indica Vincent Martinier, diretor de comunicação da TomTom do Sul da Europa. “É necessário encontrar soluções de forma a amenizar o frenesim do trânsito e reduzir as filas. Mas a implementação do teletrabalho, mesmo que parcial, pode mudar o estilo de vida das pessoas e democratizar a forma como nos movemos. Também a flexibilidade dos horários de trabalho pode ajudar a quebrar as horas de ponta, já que, no passado, a maioria dos condutores fazia deslocações nos mesmos períodos do dia, congestionado fortemente o fluxo de trânsito. Para os trabalhadores que têm essa facilidade, sair mais cedo de casa e regressar também antes do normal, pode significar uma redução significativa do tempo passado em viagem”, acrescenta Martinier. O desfasamento dos horários para “diluição” das horas de ponta é, com efeito, para a TomTom, uma ferramenta para reduzir o tráfego viário. A empresa dá como exemplo o pré-pandemia em Lisboa, onde a taxa de congestionamento média às 8h00 da manhã era de cerca de 66%, o que significa que numa viagem total de uma hora, o tempo perdido no trânsito ascende a 40 minutos. Contudo, a mesma viagem efetuada uma hora mais cedo, pode reduzir o tempo nas filas para apenas 17 minutos. No período da tarde, a tendência é igual. Se o condutor sair do emprego às 18h00, provavelmente passará um tempo adicional de cerca de 53 minutos no pára-arranca. Se sair uma hora antes, esse valor desce para 37 minutos.





