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Volvo assinala aniversário do cinto milagreiro

Santos da casa podem não fazer milagres, mas o cinto da Volvo, sim. Cumpriram-se, a 13 de agosto último, 61 anos que a marca sueca deu a conhecer ao mundo o cinto de segurança de três pontos. Ainda hoje se mantém como o melhor garante de segurança a quem viaja em automóveis.

Aquiles Pinto
Aquiles Pinto
Volvo assinala aniversário do cinto milagreiro

O dispositivo chegou em 1959, no Volvo PV544, tendo, no mercado nórdico também o modelo P120 (Amazon) recebido a tecnologia inventada pelo engenheiro da Volvo Nils Bohlin (1920-2002) logo numa primeira fase. Entretanto, em julho de 1962, o United States Patent Office atribuiu a patente nº 3043625 pelo design do equipamento, que, face ao cinto de dois pontos (horizontal), já usado, um cinto diagonal, formando um “V”, ambos fixados num ponto baixo. A invenção foi patenteada de forma aberta o que significava que estava totalmente disponível para quem a quisesse utilizar, o que permitiu uma generalização que dura até hoje. O lançamento da tecnologia fora do mercado nórdico ocorreria 1963.

Galp
Galp
A versão de três pontos de apoio foi apresentada em 1959 no modelo PV544.
Volvo assinala aniversário do cinto milagreiro

Dúvidas iniciais e um milhão de vidas salvas

Contudo, o sucesso do cinto de segurança de três pontos não foi imediato. Com efeito, muitas pessoas, incluindo jornalistas da especialidade, que o consideraram um empecilho à liberdade individual e preferiam opções já existentes. O cinto de segurança (de dois pontos) já era oferecido como opcional (Nash, em 1949, e Ford, em 1955) ou de série (Saab, em 1958). Assim, a Volvo teve de “penar” para demonstrar os benefícios do cinto de três pontos. No entanto, se logo no lançamento da tecnologia os testes efetuados apontavam nesse sentido, foi em 1967 que todas as dúvidas seriam, em definitivo, retiradas. O construtor sueco apresentou nesse ano, numa conferência de segurança rodoviária nos Estados Unidos, o estudo “28 000 Accident Report”, produzido com base nos dados recolhidos na Suécia relativos a todas as colisões ocorridas no ano anterior naquele país com veículos Volvo . A conclusão foi que o uso do cinto de segurança salvava vidas e reduzia a gravidade das lesões entre 50%-60%. As contas da Volvo estimam que mais de um milhão de vidas foram salvas por o construtor ter renunciado aos seus direitos de patente. A nível global, a sua utilização difere muito de país para país. Nos EUA, é estimado que cada aumento na percentagem de utilização seja capaz de salvar 270 vidas por ano. Em África, na Ásia e na América do Sul, regiões onde a percentagem de utilização automóvel tem vindo também a aumentar, o potencial do dispositivo é enorme.

Volvo assinala aniversário do cinto milagreiro

Santos da casa podem não fazer milagres, mas o cinto da Volvo, sim. Cumpriram-se, a 13 de agosto último, 61 anos que a marca sueca deu a conhecer ao mundo o cinto de segurança de três pontos. Ainda hoje se mantém como o melhor garante de segurança a quem viaja em automóveis.

Aquiles Pinto
Aquiles Pinto
Volvo assinala aniversário do cinto milagreiro

O dispositivo chegou em 1959, no Volvo PV544, tendo, no mercado nórdico também o modelo P120 (Amazon) recebido a tecnologia inventada pelo engenheiro da Volvo Nils Bohlin (1920-2002) logo numa primeira fase. Entretanto, em julho de 1962, o United States Patent Office atribuiu a patente nº 3043625 pelo design do equipamento, que, face ao cinto de dois pontos (horizontal), já usado, um cinto diagonal, formando um “V”, ambos fixados num ponto baixo. A invenção foi patenteada de forma aberta o que significava que estava totalmente disponível para quem a quisesse utilizar, o que permitiu uma generalização que dura até hoje. O lançamento da tecnologia fora do mercado nórdico ocorreria 1963.

Xpeng G9
Xpeng G9
A versão de três pontos de apoio foi apresentada em 1959 no modelo PV544.
Volvo assinala aniversário do cinto milagreiro

Dúvidas iniciais e um milhão de vidas salvas

Contudo, o sucesso do cinto de segurança de três pontos não foi imediato. Com efeito, muitas pessoas, incluindo jornalistas da especialidade, que o consideraram um empecilho à liberdade individual e preferiam opções já existentes. O cinto de segurança (de dois pontos) já era oferecido como opcional (Nash, em 1949, e Ford, em 1955) ou de série (Saab, em 1958). Assim, a Volvo teve de “penar” para demonstrar os benefícios do cinto de três pontos. No entanto, se logo no lançamento da tecnologia os testes efetuados apontavam nesse sentido, foi em 1967 que todas as dúvidas seriam, em definitivo, retiradas. O construtor sueco apresentou nesse ano, numa conferência de segurança rodoviária nos Estados Unidos, o estudo “28 000 Accident Report”, produzido com base nos dados recolhidos na Suécia relativos a todas as colisões ocorridas no ano anterior naquele país com veículos Volvo . A conclusão foi que o uso do cinto de segurança salvava vidas e reduzia a gravidade das lesões entre 50%-60%. As contas da Volvo estimam que mais de um milhão de vidas foram salvas por o construtor ter renunciado aos seus direitos de patente. A nível global, a sua utilização difere muito de país para país. Nos EUA, é estimado que cada aumento na percentagem de utilização seja capaz de salvar 270 vidas por ano. Em África, na Ásia e na América do Sul, regiões onde a percentagem de utilização automóvel tem vindo também a aumentar, o potencial do dispositivo é enorme.