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Honda e: regresso ao Futuro

Não devemos estar longe da verdade se afirmarmos que o filme de ficção científica Regresso ao Futuro, de 1985, deve ser dos mais usados em títulos de artigos jornalísticos e ainda mais de notícias ligadas ao setor automóvel. No caso do Honda e, o novo modelo 100% elétrico da marca japonesa que, já se encontra disponível para comercialização em Portugal, e que o GUIA DO AUTOMÓVEL foi dos primeiro órgãos de comunicação social nacionais a ter oportunidade de conduzir, esse epíteto encaixa como uma luva.

Aquiles Pinto
Aquiles Pinto
Honda e: regresso ao Futuro

Contacto com o Honda e

O Honda e reflete o compromisso da marca na eletrificação de 100% da sua gama automóvel na Europa até 2025. Surgiu pela primeira vez como protótipo em 2017, nessa altura denominado Urban EV. Seguiu-se a versão de pré-produção, mostrada no Salão Automóvel de Genebra de 2019, e a versão de produção, que foi estreada mais tarde nesse mesmo ano, no Salão Automóvel de Frankfurt. O citadino é proposto em dois níveis de equipamento e potências. O Honda e debita 136 cv e o Honda e Advance 154 cv (ambos com binário de 315 Nm). O Honda e Advance acelera dos zero aos 100 km/h em 8,3 segundos. Já a versão de entrada cumpre a mesma distância em 9 segundos. Em ambos os casos, a velocidade máxima está limitada a 145 km/h. A bateria de 35,5 kWh é, de acordo com a marca japonesa, uma das mais compactas da sua categoria e oferece uma autonomia WLTP de até 222 km (210 na versão Advance). O carregamento rápido permite recarregar até 80% da capacidade da bateria em 30 minutos. É possível, além disso, carregar o carro em 4,1 horas num carregador de 7,4 kW.

Retrofuturismo em todo o lado

Tivemos oportunidade de conduzir a versão de entrada Honda e. O design é excelente. Não nos recordamos de andar num carro que chamasse tanto à atenção. Além de um design que une o retro (do Honda 600) ao contemporâneo que tanto agrada ao público (veja-se o Volkswagen Beetle e, sobretudo, o Mini e o Fiat 500), há pormenores de design que agradam, como as óticas frontais e traseiras, a ausência de aros nos vidros de portas frontais e traseiras (ao estilo coupé) ou os puxadores das portas. Esse ambiente retrofuturista prolonga-se no habitáculo. O tablier é preenchido por um total de cinco ecrãs. Ao de odómetro juntam-se dois com o sistema de navegação e o sistema de infotainment (que inclui a navegação). Estão, além disso, nas extremidades os dois ecrãs dos espelhos por câmara. Estes espelhos são uma solução interessante, embora requeiram alguma habituação por os visores estarem dentro do carro. No caso do lado do condutor, a mão esquerda pode, mesmo, prejudicar a visibilidade. Tal como o exterior, o interior deste Honda é bastante fiel ao concept-car revelado em 2017. O acabamento em efeito madeira do tablier conjuga na perfeição a fusão temporal que a marca quis dar ao carro. Na tecnologia, o difícil é destacar um exemplo. Além dos já referidos espelhos, realce ainda para a possibilidade de abertura através da chave digital numa app desenvolvida para o efeito ou para o sistema de estacionamento automático, além do HONDA SENSING. Este último que inclui três novas funções, o Lead Car Departure Notification System (que notifica o condutor quando o carro da frente arranca), o Collision Mitigation Throttle Control (impede acelerações repentinas em marcha-atrás ou no arranque, caso haja um obstáculo no caminho) e o Low Speed Brake Function (aplica a travagem de emergência na condução a baixa velocidade).

Galp
Galp
As extremidades do tablier passam a receber os "espelhos retrovisores" por câmara.
Honda e: regresso ao Futuro

Citadino em versão “Formula E”

Também o espaço bom para um modelo com apenas 3895 mm de comprimento. A bagageira tem 171 litros de capacidade (861 litros com o banco traseiro rebatido e carregado até ao tejadilho). O raio de viragem de 4,3 m e as dimensões exteriores não enganam e revelam o espírito citadino deste Honda e. No entanto, o comportamento também agrada e a diversão também pode ser uma realidade muito presente. Com tração às rodas traseiras e 136 cv disponíveis o modelo faz gala da boa distribuição de peso típica dos elétricos (devido ao efeito de lastro dado pelas baterias) e apimenta do “verde” do conjunto, mais parecendo um kart em versão Fórmula E.

Preço não convida

Os preços do Honda e em Portugal variam entre 36 000,00€ (versão de entrada, que guiámos) e 38 500,00€ (o Advance). Como campanha de lançamento, está disponível com uma renda mensal de 299,00€ com financiamento. O modelo tem garantia de sete anos sem limite de km e oito anos ou 160 mil km de garantia da bateria. O PVP acaba por ser elevado para a autonomia que o modelo. Se fizesse 400 km ainda se aceitava, mas os cerca de 200 km são curtos. Paga-se a tecnologia, o design e o posicionamento premium. Face a marcas premium não é assim tão desajustado. Face aos generalistas, está acima. Acreditamos que os grandes concorrentes deste e serão modelos como o Mini Electric, o Smart Forfour ou novo 500 (apenas disponível com motor elétrico).

Honda e: regresso ao Futuro

Não devemos estar longe da verdade se afirmarmos que o filme de ficção científica Regresso ao Futuro, de 1985, deve ser dos mais usados em títulos de artigos jornalísticos e ainda mais de notícias ligadas ao setor automóvel. No caso do Honda e, o novo modelo 100% elétrico da marca japonesa que, já se encontra disponível para comercialização em Portugal, e que o GUIA DO AUTOMÓVEL foi dos primeiro órgãos de comunicação social nacionais a ter oportunidade de conduzir, esse epíteto encaixa como uma luva.

Aquiles Pinto
Aquiles Pinto
Honda e: regresso ao Futuro

Contacto com o Honda e

O Honda e reflete o compromisso da marca na eletrificação de 100% da sua gama automóvel na Europa até 2025. Surgiu pela primeira vez como protótipo em 2017, nessa altura denominado Urban EV. Seguiu-se a versão de pré-produção, mostrada no Salão Automóvel de Genebra de 2019, e a versão de produção, que foi estreada mais tarde nesse mesmo ano, no Salão Automóvel de Frankfurt. O citadino é proposto em dois níveis de equipamento e potências. O Honda e debita 136 cv e o Honda e Advance 154 cv (ambos com binário de 315 Nm). O Honda e Advance acelera dos zero aos 100 km/h em 8,3 segundos. Já a versão de entrada cumpre a mesma distância em 9 segundos. Em ambos os casos, a velocidade máxima está limitada a 145 km/h. A bateria de 35,5 kWh é, de acordo com a marca japonesa, uma das mais compactas da sua categoria e oferece uma autonomia WLTP de até 222 km (210 na versão Advance). O carregamento rápido permite recarregar até 80% da capacidade da bateria em 30 minutos. É possível, além disso, carregar o carro em 4,1 horas num carregador de 7,4 kW.

Retrofuturismo em todo o lado

Tivemos oportunidade de conduzir a versão de entrada Honda e. O design é excelente. Não nos recordamos de andar num carro que chamasse tanto à atenção. Além de um design que une o retro (do Honda 600) ao contemporâneo que tanto agrada ao público (veja-se o Volkswagen Beetle e, sobretudo, o Mini e o Fiat 500), há pormenores de design que agradam, como as óticas frontais e traseiras, a ausência de aros nos vidros de portas frontais e traseiras (ao estilo coupé) ou os puxadores das portas. Esse ambiente retrofuturista prolonga-se no habitáculo. O tablier é preenchido por um total de cinco ecrãs. Ao de odómetro juntam-se dois com o sistema de navegação e o sistema de infotainment (que inclui a navegação). Estão, além disso, nas extremidades os dois ecrãs dos espelhos por câmara. Estes espelhos são uma solução interessante, embora requeiram alguma habituação por os visores estarem dentro do carro. No caso do lado do condutor, a mão esquerda pode, mesmo, prejudicar a visibilidade. Tal como o exterior, o interior deste Honda é bastante fiel ao concept-car revelado em 2017. O acabamento em efeito madeira do tablier conjuga na perfeição a fusão temporal que a marca quis dar ao carro. Na tecnologia, o difícil é destacar um exemplo. Além dos já referidos espelhos, realce ainda para a possibilidade de abertura através da chave digital numa app desenvolvida para o efeito ou para o sistema de estacionamento automático, além do HONDA SENSING. Este último que inclui três novas funções, o Lead Car Departure Notification System (que notifica o condutor quando o carro da frente arranca), o Collision Mitigation Throttle Control (impede acelerações repentinas em marcha-atrás ou no arranque, caso haja um obstáculo no caminho) e o Low Speed Brake Function (aplica a travagem de emergência na condução a baixa velocidade).

Galp
Galp
As extremidades do tablier passam a receber os "espelhos retrovisores" por câmara.
Honda e: regresso ao Futuro

Citadino em versão “Formula E”

Também o espaço bom para um modelo com apenas 3895 mm de comprimento. A bagageira tem 171 litros de capacidade (861 litros com o banco traseiro rebatido e carregado até ao tejadilho). O raio de viragem de 4,3 m e as dimensões exteriores não enganam e revelam o espírito citadino deste Honda e. No entanto, o comportamento também agrada e a diversão também pode ser uma realidade muito presente. Com tração às rodas traseiras e 136 cv disponíveis o modelo faz gala da boa distribuição de peso típica dos elétricos (devido ao efeito de lastro dado pelas baterias) e apimenta do “verde” do conjunto, mais parecendo um kart em versão Fórmula E.

Preço não convida

Os preços do Honda e em Portugal variam entre 36 000,00€ (versão de entrada, que guiámos) e 38 500,00€ (o Advance). Como campanha de lançamento, está disponível com uma renda mensal de 299,00€ com financiamento. O modelo tem garantia de sete anos sem limite de km e oito anos ou 160 mil km de garantia da bateria. O PVP acaba por ser elevado para a autonomia que o modelo. Se fizesse 400 km ainda se aceitava, mas os cerca de 200 km são curtos. Paga-se a tecnologia, o design e o posicionamento premium. Face a marcas premium não é assim tão desajustado. Face aos generalistas, está acima. Acreditamos que os grandes concorrentes deste e serão modelos como o Mini Electric, o Smart Forfour ou novo 500 (apenas disponível com motor elétrico).