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Quem disse que um citadino elétrico não pode fazer drift? A Geely E2 foi para a pista

A Geely encontrou uma forma pouco habitual de mostrar que um pequeno elétrico também pode ser divertido. Durante o Festival Interlagos 2026, no Brasil, a marca apresentou o E2 Street e o E2 Track, dois conceitos que levam o compacto de tração traseira para um território bem diferente daquele para que foi originalmente pensado.

Catarina Resende
Catarina Resende
Quem disse que um citadino elétrico não pode fazer drift? A Geely E2 foi para a pista

Conhecido como EX2 no mercado brasileiro, o modelo assume na Europa a designação E2. E a sua configuração mecânica ajuda a perceber por que razão foi escolhido para esta experiência: tem tração traseira, suspensão independente nas quatro rodas e um centro de gravidade baixo.

De pequeno elétrico urbano a brinquedo de pista

O E2 Track é a versão que levou a brincadeira mais a sério. A Geely recorreu à configuração de tração traseira do modelo e decidiu explorar uma característica que normalmente não associamos a pequenos elétricos: a capacidade de proporcionar alguma diversão ao volante.

Para isso, a suspensão foi recalibrada e foram instaladas jantes de 17 polegadas com pneus 225/45. Mas a preparação não ficou pelo exterior. Lá dentro, os bancos originais desapareceram e parte dos revestimentos foi retirada para poupar peso. No seu lugar surgiram bancos concha fixos e uma meia-gaiola de proteção, deixando bem claro que este E2 não foi pensado para transportar compras do supermercado. E depois há o detalhe que explica praticamente tudo: um travão de mão hidráulico.

Os controlos de tração e estabilidade também foram desligados, permitindo ao condutor explorar a traseira do pequeno elétrico e fazer aquilo que provavelmente nunca esteve no primeiro rascunho da lista de equipamentos do E2: drift.

Galp
Galp
Um elétrico que quer andar de lado
Quem disse que um citadino elétrico não pode fazer drift? A Geely E2 foi para a pista

A escolha do E2 para esta experiência não é assim tão descabida quanto parece. O pequeno modelo tem tração traseira, suspensão independente nas quatro rodas, travões de disco e um centro de gravidade baixo. Características que, num automóvel desenvolvido exclusivamente para a eficiência, poderiam passar despercebidas. Mas colocando-lhe uma suspensão preparada, retirando algum peso, desligando os sistemas que tentam manter tudo sob controlo e acrescentando um travão de mão hidráulico... De repente, temos um E2 com outras ambições.

É claro que isto não significa que qualquer E2 de série esteja pronto para entrar num circuito e começar a desenhar círculos de borracha. O Track é um exercício desenvolvido especificamente para utilização em pista e demonstrações. Mas demonstra que há mais possibilidades para um pequeno elétrico do que simplesmente ser eficiente, silencioso e fácil de estacionar.

E se preferires algo menos radical?

Para quem não pretende transformar o E2 num aspirante a piloto de drift, existe o E2 Street.

A fórmula é bem mais civilizada: suspensão modificada e rebaixada, jantes de 17 polegadas, pneus 225/45 de baixa resistência ao rolamento e um habitáculo com bancos revestidos em couro e Alcantara. Aqui, a ideia passa por mostrar uma preparação que poderia ser mais facilmente adaptada a um automóvel de estrada, sem levar a transformação ao extremo do Track. É, portanto, a diferença entre dizer “quero que o meu E2 pareça mais desportivo” e “quero que o meu E2 deixe de gostar de andar direito”.

Por enquanto, fica pela demonstração

Apesar do entusiasmo que estes dois conceitos podem despertar, há uma coisa importante a esclarecer: não estamos perante novas versões de produção do E2.

O Street e o Track foram criados para o Festival Interlagos e servem sobretudo para mostrar o potencial de personalização e o lado mais divertido do pequeno elétrico. Ainda assim, a ideia é curiosa. Num mercado onde os elétricos são muitas vezes apresentados através de números de autonomia, carregamento e eficiência, a Geely decidiu falar de outra coisa: diversão.

E talvez seja precisamente isso que torna o E2 Track tão interessante. Porque um pequeno elétrico de tração traseira a fazer drift não era propriamente aquilo que esperávamos ver no catálogo de um citadino. Mas agora que vimos... queremos saber até onde conseguiria ir.

Quem disse que um citadino elétrico não pode fazer drift? A Geely E2 foi para a pista

A Geely encontrou uma forma pouco habitual de mostrar que um pequeno elétrico também pode ser divertido. Durante o Festival Interlagos 2026, no Brasil, a marca apresentou o E2 Street e o E2 Track, dois conceitos que levam o compacto de tração traseira para um território bem diferente daquele para que foi originalmente pensado.

Catarina Resende
Catarina Resende
Quem disse que um citadino elétrico não pode fazer drift? A Geely E2 foi para a pista

Conhecido como EX2 no mercado brasileiro, o modelo assume na Europa a designação E2. E a sua configuração mecânica ajuda a perceber por que razão foi escolhido para esta experiência: tem tração traseira, suspensão independente nas quatro rodas e um centro de gravidade baixo.

De pequeno elétrico urbano a brinquedo de pista

O E2 Track é a versão que levou a brincadeira mais a sério. A Geely recorreu à configuração de tração traseira do modelo e decidiu explorar uma característica que normalmente não associamos a pequenos elétricos: a capacidade de proporcionar alguma diversão ao volante.

Para isso, a suspensão foi recalibrada e foram instaladas jantes de 17 polegadas com pneus 225/45. Mas a preparação não ficou pelo exterior. Lá dentro, os bancos originais desapareceram e parte dos revestimentos foi retirada para poupar peso. No seu lugar surgiram bancos concha fixos e uma meia-gaiola de proteção, deixando bem claro que este E2 não foi pensado para transportar compras do supermercado. E depois há o detalhe que explica praticamente tudo: um travão de mão hidráulico.

Os controlos de tração e estabilidade também foram desligados, permitindo ao condutor explorar a traseira do pequeno elétrico e fazer aquilo que provavelmente nunca esteve no primeiro rascunho da lista de equipamentos do E2: drift.

Xpeng G9
Xpeng G9
Um elétrico que quer andar de lado
Quem disse que um citadino elétrico não pode fazer drift? A Geely E2 foi para a pista

A escolha do E2 para esta experiência não é assim tão descabida quanto parece. O pequeno modelo tem tração traseira, suspensão independente nas quatro rodas, travões de disco e um centro de gravidade baixo. Características que, num automóvel desenvolvido exclusivamente para a eficiência, poderiam passar despercebidas. Mas colocando-lhe uma suspensão preparada, retirando algum peso, desligando os sistemas que tentam manter tudo sob controlo e acrescentando um travão de mão hidráulico... De repente, temos um E2 com outras ambições.

É claro que isto não significa que qualquer E2 de série esteja pronto para entrar num circuito e começar a desenhar círculos de borracha. O Track é um exercício desenvolvido especificamente para utilização em pista e demonstrações. Mas demonstra que há mais possibilidades para um pequeno elétrico do que simplesmente ser eficiente, silencioso e fácil de estacionar.

E se preferires algo menos radical?

Para quem não pretende transformar o E2 num aspirante a piloto de drift, existe o E2 Street.

A fórmula é bem mais civilizada: suspensão modificada e rebaixada, jantes de 17 polegadas, pneus 225/45 de baixa resistência ao rolamento e um habitáculo com bancos revestidos em couro e Alcantara. Aqui, a ideia passa por mostrar uma preparação que poderia ser mais facilmente adaptada a um automóvel de estrada, sem levar a transformação ao extremo do Track. É, portanto, a diferença entre dizer “quero que o meu E2 pareça mais desportivo” e “quero que o meu E2 deixe de gostar de andar direito”.

Por enquanto, fica pela demonstração

Apesar do entusiasmo que estes dois conceitos podem despertar, há uma coisa importante a esclarecer: não estamos perante novas versões de produção do E2.

O Street e o Track foram criados para o Festival Interlagos e servem sobretudo para mostrar o potencial de personalização e o lado mais divertido do pequeno elétrico. Ainda assim, a ideia é curiosa. Num mercado onde os elétricos são muitas vezes apresentados através de números de autonomia, carregamento e eficiência, a Geely decidiu falar de outra coisa: diversão.

E talvez seja precisamente isso que torna o E2 Track tão interessante. Porque um pequeno elétrico de tração traseira a fazer drift não era propriamente aquilo que esperávamos ver no catálogo de um citadino. Mas agora que vimos... queremos saber até onde conseguiria ir.