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Esta é a "first dance" do DS Nº7, o novo SUV com 740 km de autonomia

A DS revelou o seu mais recente trunfo para o segmento dos SUV premium compactos: o novo DS Nº7. Desenvolvido sobre a arquitetura global STLA Medium, este modelo herda o posicionamento do bem-sucedido DS 7. Focado em proporcionar uma experiência de viagem digna de uma primeira classe, o modelo faz da eficiência energética a sua maior bandeira. A grande novidade surge na versão elétrica FWD Long Range, cuja autonomia homologada atinge a fasquia recorde de 740 quilómetros.

Catarina Resende
Catarina Resende
Esta é a "first dance" do DS Nº7, o novo SUV com 740 km de autonomia

Design exterior focado nos números da aerodinâmica

O design exterior do DS Nº7 foi estruturado para cortar o vento com o menor esforço possível. Embora mantenha a largura de 1,90 metros e a altura de 1,63 metros do modelo anterior, o comprimento total cresceu sete centímetros, fixando-se nos 4,66 metros. Este ganho traduz-se numa distância entre eixos de 2,79 metros (mais cinco centímetros), com as cavas das rodas a receberem jantes que vão das 19 às 21 polegadas.

A silhueta do tejadilho, que vai buscar referências ao protótipo DS AERO SPORT LOUNGE, desce de forma gradual até ao spoiler traseiro para garantir um coeficiente aerodinâmico de 0,26 Cx. Na frente, a identidade visual segue as pisadas do modelo DS Nº8 através dos filamentos de luz verticais e de uma grelha frontal iluminada. Para a carroçaria existem seis cores disponíveis, incluindo o novo Verde Silk, que podem ser associadas a uma pintura bicolor que cobre o capô e o tejadilho.

Motorizações, baterias e a promessa de não criar raízes nos postos

Debixo do capô, a DS montou um autêntico menu multienergias. Se ainda não quer dar o salto para as tomadas, a porta de entrada faz-se com o DS Nº7 HYBRID de 145 cavalos, que combina um motor 1.2 turbo de três cilindros com um pequeno motor elétrico de 21 kW integrado na caixa automática de seis velocidades. Recarrega-se sozinho nas travagens e permite fazer cerca de metade dos trajetos urbanos sem gastar uma gota de gasolina.

Mas o verdadeiro protagonista é o catálogo 100% elétrico E-TENSE, dividido em três sabores:

  • E-TENSE FWD (230 cv): A versão de acesso com uma bateria de 73,7 kWh para até 543 km de autonomia. Tem um pico temporário de 260 cv graças à função boost.

  • E-TENSE FWD Long Range (245 cv): O maratonista da gama. Junta uma bateria gigante de 97,2 kWh (feita em França) para alcançar o recorde de 740 km de autonomia WLTP. Sob aceleração forte, o boost estica a potência aos 280 cv.

  • E-TENSE AWD Long Range (350 cv): Com a mesma bateria de 97,2 kWh, junta dois motores elétricos para dar tração às quatro rodas e um boost que dispara a potência para os 375 cv. Cumpre o tradicional arranque dos 0 aos 100 km/h em 5,4 segundos, oferecendo uma autonomia de 679 km.

Em questões de carregamento, o sistema tolera picos de carga rápida que mantêm 160 kW estáveis entre os 20% e os 55% da bateria, o que significa recuperar 190 km em escassos 10 minutos. Se a bateria for pré-aquecida pelo sistema de navegação, a passagem dos 20% aos 80% faz-se em 27 minutos. Há ainda tecnologia V2L (Vehicle-to-Load), transformando o SUV numa autêntica powerbank com rodas, capaz de fornecer energia a uma trotinete ou ao vosso portátil através de uma ficha de 230V.

Galp
Galp
Espaço a bordo e o ambiente "Haute Couture"
Esta é a "first dance" do DS Nº7, o novo SUV com 740 km de autonomia

Por dentro, a DS fez o que sabe fazer melhor: aplicar o requinte francês sem cair no exagero. Há cinco ambientes interiores à escolha, recheados de materiais macios, pele Nappa com o típico padrão em bracelete de relógio e Alcantara com 68% de componentes reciclados. O isolamento acústico foi levado tão a sério, com vidros laminados de dupla camada nas quatro portas, que viajar no elétrico parece uma experiência de privação sensorial, o que é excelente para desfrutar das 14 colunas do sistema de som Focal de 690 W.

Os bancos da frente tratam o condutor por "senhor", oferecendo massagem, ventilação e o sistema DS Neck Warmer, que sopra ar quente diretamente para o pescoço (uma excelente ideia para poupar a bateria ao não ligar o ar condicionado do carro no máximo). E para que os passageiros de trás não fiquem com a sensação de terem sido esquecidos na classe económica:

  • As portas traseiras são maiores, aumentando a visibilidade e a área vidrada lateral em 30%.

  • O tejadilho panorâmico em vidro cresceu 40%, oferecendo mais 50 mm de espaço livre para a cabeça. A bagageira tem uma capacidade entre 500 litros (no AWD) e 560 litros (no FWD), contando com um piso ajustável que anula o degrau de carga quando rebatemos os bancos.

Tecnologia útil (e inteligência artificial na conversa)

No centro do painel de instrumentos surgem dois ecrãs: um de 10 polegadas para o condutor e o ecrã tátil de 16 polegadas do sistema DS IRIS SYSTEM 2.0.

O arsenal de ajudas à condução inclui os faróis adaptativos DS PIXELVISION (que esticam o feixe de luz até uns impressionantes 520 metros e desviam os máximos dos outros condutores), condução semiautónoma de nível 2 DS DRIVE ASSIST 2.0 que ajusta a velocidade de forma preditiva antes das curvas ou rotundas, e o sistema de visão noturna por infravermelhos DS NIGHT VISION. Este último projeta no painel os peões ou animais detetados na escuridão até 300 metros de distância, uma tecnologia rara neste segmento.

Ao volante em Nice: Entre curvas apertadas, tapetes rolantes e testes na escuridão

Fomos até Nice para a apresentação internacional à imprensa e as estradas da Côte d'Azur serviram de palco perfeito para testar as duas filosofias do SUV. A nossa jornada começou aos comandos do elétrico E-TENSE, onde o DS Nº7 mostrou que o seu foco absoluto é o bem-estar, digno de primeira classe. A performance não é daquelas de nos deixar colados ao banco com surpresa, e os diferentes modos de condução não transformam o carro radicalmente, mas a entrega de potência é feita de forma linear, previsível e muito progressiva, priorizando sempre o conforto de quem vai a bordo. O grande segredo deste comportamento dinâmico é a suspensão DS ACTIVE SCAN: através de uma câmara no para-brisas, o carro "lê" o asfalto milissegundos antes de passar por ele e ajusta cada amortecedor individualmente. O resultado prático? As irregularidades e as bandas sonoras das estradas francesas pareceram desaparecer, transformando o asfalto num autêntico tapete rolante. Aliás, o isolamento acústico é tão eficaz que, combinado com a qualidade do sistema de som Focal, o habitáculo transforma-se numa bolha de sossego. Nas descidas mais acentuadas em direção à costa, a função One Pedal e as patilhas no volante funcionaram na perfeição, ajudando a gerir a regeneração de energia sem termos de andar sempre a pisar o travão.

Depois do elétrico, passámos para o volante do mild hybrid de 145 cv. O modelo revelou-se ágil nas transições urbanas, gerindo com suavidade a passagem entre o motor a combustão e a unidade elétrica, embora sem o refinamento e o silêncio absoluto do seu irmão a bateria.

Como durante o dia a luz intensa de Nice não nos permitiu avaliar as tecnologias de iluminação e segurança, voltámos à estrada à noite. Na ausência de javalis ou raposas à solta na berma da estrada, decidimos ser nós as cobaias: saltámos para a frente do carro para testar o sistema DS NIGHT VISION. O veredito? Funcionou impecavelmente. A resolução da câmara de infravermelhos no painel de instrumentos é surpreendentemente boa e o sistema detetou e destacou a pessoa num piscar de olhos, provando que a tecnologia está lá para quando o olho humano falha na escuridão.

Mercado e preços para Portugal

Com uma cadeia de produção fortemente europeia, motores e baterias feitos em França, mas montagem final assegurada em Melfi, Itália, o DS Nº7 já tem a tabela de preços de entrada definida para o mercado português. Os valores começam nos 45.500€ e podes consultar todas as versões, aqui.

Esta é a "first dance" do DS Nº7, o novo SUV com 740 km de autonomia

A DS revelou o seu mais recente trunfo para o segmento dos SUV premium compactos: o novo DS Nº7. Desenvolvido sobre a arquitetura global STLA Medium, este modelo herda o posicionamento do bem-sucedido DS 7. Focado em proporcionar uma experiência de viagem digna de uma primeira classe, o modelo faz da eficiência energética a sua maior bandeira. A grande novidade surge na versão elétrica FWD Long Range, cuja autonomia homologada atinge a fasquia recorde de 740 quilómetros.

Catarina Resende
Catarina Resende
Esta é a "first dance" do DS Nº7, o novo SUV com 740 km de autonomia

Design exterior focado nos números da aerodinâmica

O design exterior do DS Nº7 foi estruturado para cortar o vento com o menor esforço possível. Embora mantenha a largura de 1,90 metros e a altura de 1,63 metros do modelo anterior, o comprimento total cresceu sete centímetros, fixando-se nos 4,66 metros. Este ganho traduz-se numa distância entre eixos de 2,79 metros (mais cinco centímetros), com as cavas das rodas a receberem jantes que vão das 19 às 21 polegadas.

A silhueta do tejadilho, que vai buscar referências ao protótipo DS AERO SPORT LOUNGE, desce de forma gradual até ao spoiler traseiro para garantir um coeficiente aerodinâmico de 0,26 Cx. Na frente, a identidade visual segue as pisadas do modelo DS Nº8 através dos filamentos de luz verticais e de uma grelha frontal iluminada. Para a carroçaria existem seis cores disponíveis, incluindo o novo Verde Silk, que podem ser associadas a uma pintura bicolor que cobre o capô e o tejadilho.

Motorizações, baterias e a promessa de não criar raízes nos postos

Debixo do capô, a DS montou um autêntico menu multienergias. Se ainda não quer dar o salto para as tomadas, a porta de entrada faz-se com o DS Nº7 HYBRID de 145 cavalos, que combina um motor 1.2 turbo de três cilindros com um pequeno motor elétrico de 21 kW integrado na caixa automática de seis velocidades. Recarrega-se sozinho nas travagens e permite fazer cerca de metade dos trajetos urbanos sem gastar uma gota de gasolina.

Mas o verdadeiro protagonista é o catálogo 100% elétrico E-TENSE, dividido em três sabores:

  • E-TENSE FWD (230 cv): A versão de acesso com uma bateria de 73,7 kWh para até 543 km de autonomia. Tem um pico temporário de 260 cv graças à função boost.

  • E-TENSE FWD Long Range (245 cv): O maratonista da gama. Junta uma bateria gigante de 97,2 kWh (feita em França) para alcançar o recorde de 740 km de autonomia WLTP. Sob aceleração forte, o boost estica a potência aos 280 cv.

  • E-TENSE AWD Long Range (350 cv): Com a mesma bateria de 97,2 kWh, junta dois motores elétricos para dar tração às quatro rodas e um boost que dispara a potência para os 375 cv. Cumpre o tradicional arranque dos 0 aos 100 km/h em 5,4 segundos, oferecendo uma autonomia de 679 km.

Em questões de carregamento, o sistema tolera picos de carga rápida que mantêm 160 kW estáveis entre os 20% e os 55% da bateria, o que significa recuperar 190 km em escassos 10 minutos. Se a bateria for pré-aquecida pelo sistema de navegação, a passagem dos 20% aos 80% faz-se em 27 minutos. Há ainda tecnologia V2L (Vehicle-to-Load), transformando o SUV numa autêntica powerbank com rodas, capaz de fornecer energia a uma trotinete ou ao vosso portátil através de uma ficha de 230V.

Galp
Galp
Espaço a bordo e o ambiente "Haute Couture"
Esta é a "first dance" do DS Nº7, o novo SUV com 740 km de autonomia

Por dentro, a DS fez o que sabe fazer melhor: aplicar o requinte francês sem cair no exagero. Há cinco ambientes interiores à escolha, recheados de materiais macios, pele Nappa com o típico padrão em bracelete de relógio e Alcantara com 68% de componentes reciclados. O isolamento acústico foi levado tão a sério, com vidros laminados de dupla camada nas quatro portas, que viajar no elétrico parece uma experiência de privação sensorial, o que é excelente para desfrutar das 14 colunas do sistema de som Focal de 690 W.

Os bancos da frente tratam o condutor por "senhor", oferecendo massagem, ventilação e o sistema DS Neck Warmer, que sopra ar quente diretamente para o pescoço (uma excelente ideia para poupar a bateria ao não ligar o ar condicionado do carro no máximo). E para que os passageiros de trás não fiquem com a sensação de terem sido esquecidos na classe económica:

  • As portas traseiras são maiores, aumentando a visibilidade e a área vidrada lateral em 30%.

  • O tejadilho panorâmico em vidro cresceu 40%, oferecendo mais 50 mm de espaço livre para a cabeça. A bagageira tem uma capacidade entre 500 litros (no AWD) e 560 litros (no FWD), contando com um piso ajustável que anula o degrau de carga quando rebatemos os bancos.

Tecnologia útil (e inteligência artificial na conversa)

No centro do painel de instrumentos surgem dois ecrãs: um de 10 polegadas para o condutor e o ecrã tátil de 16 polegadas do sistema DS IRIS SYSTEM 2.0.

O arsenal de ajudas à condução inclui os faróis adaptativos DS PIXELVISION (que esticam o feixe de luz até uns impressionantes 520 metros e desviam os máximos dos outros condutores), condução semiautónoma de nível 2 DS DRIVE ASSIST 2.0 que ajusta a velocidade de forma preditiva antes das curvas ou rotundas, e o sistema de visão noturna por infravermelhos DS NIGHT VISION. Este último projeta no painel os peões ou animais detetados na escuridão até 300 metros de distância, uma tecnologia rara neste segmento.

Ao volante em Nice: Entre curvas apertadas, tapetes rolantes e testes na escuridão

Fomos até Nice para a apresentação internacional à imprensa e as estradas da Côte d'Azur serviram de palco perfeito para testar as duas filosofias do SUV. A nossa jornada começou aos comandos do elétrico E-TENSE, onde o DS Nº7 mostrou que o seu foco absoluto é o bem-estar, digno de primeira classe. A performance não é daquelas de nos deixar colados ao banco com surpresa, e os diferentes modos de condução não transformam o carro radicalmente, mas a entrega de potência é feita de forma linear, previsível e muito progressiva, priorizando sempre o conforto de quem vai a bordo. O grande segredo deste comportamento dinâmico é a suspensão DS ACTIVE SCAN: através de uma câmara no para-brisas, o carro "lê" o asfalto milissegundos antes de passar por ele e ajusta cada amortecedor individualmente. O resultado prático? As irregularidades e as bandas sonoras das estradas francesas pareceram desaparecer, transformando o asfalto num autêntico tapete rolante. Aliás, o isolamento acústico é tão eficaz que, combinado com a qualidade do sistema de som Focal, o habitáculo transforma-se numa bolha de sossego. Nas descidas mais acentuadas em direção à costa, a função One Pedal e as patilhas no volante funcionaram na perfeição, ajudando a gerir a regeneração de energia sem termos de andar sempre a pisar o travão.

Depois do elétrico, passámos para o volante do mild hybrid de 145 cv. O modelo revelou-se ágil nas transições urbanas, gerindo com suavidade a passagem entre o motor a combustão e a unidade elétrica, embora sem o refinamento e o silêncio absoluto do seu irmão a bateria.

Como durante o dia a luz intensa de Nice não nos permitiu avaliar as tecnologias de iluminação e segurança, voltámos à estrada à noite. Na ausência de javalis ou raposas à solta na berma da estrada, decidimos ser nós as cobaias: saltámos para a frente do carro para testar o sistema DS NIGHT VISION. O veredito? Funcionou impecavelmente. A resolução da câmara de infravermelhos no painel de instrumentos é surpreendentemente boa e o sistema detetou e destacou a pessoa num piscar de olhos, provando que a tecnologia está lá para quando o olho humano falha na escuridão.

Mercado e preços para Portugal

Com uma cadeia de produção fortemente europeia, motores e baterias feitos em França, mas montagem final assegurada em Melfi, Itália, o DS Nº7 já tem a tabela de preços de entrada definida para o mercado português. Os valores começam nos 45.500€ e podes consultar todas as versões, aqui.