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Haja Luce! O primeiro Ferrari elétrico acende uma nova era em Maranello

A Ferrari confirmou oficialmente que o seu primeiro automóvel totalmente elétrico se chamará Luce e revelou agora aquele que é considerado um dos elementos mais marcantes do projeto: o interior, desenvolvido pelo estúdio LoveFrom, liderado por Sir Jony Ive, antigo responsável máximo pelo design da Apple.

Catarina Resende
Catarina Resende
Haja Luce! O primeiro Ferrari elétrico acende uma nova era em Maranello

A apresentação do habitáculo corresponde à segunda fase de um lançamento planeado em três etapas para o primeiro Ferrari elétrico da história. O exterior do modelo só será conhecido em maio, mas a marca italiana assume que a transformação introduzida no interior e na interface homem-máquina (HMI) é, por si só, um marco estratégico.

Jony Ive, figura central na criação de produtos como o iPhone, o MacBook ou o Apple Watch, deixou a Apple em 2019 para fundar a LoveFrom. Amigo de longa data de John Elkann, presidente executivo da Ferrari, Ive aceitou o desafio de aplicar a sua filosofia de design ao universo automóvel, acompanhado pelo designer Marc Newson. O resultado é um interior que procura conciliar tecnologia avançada com princípios clássicos de ergonomia e condução.

Xpeng G9
Xpeng G9
Segundo os responsáveis do projeto, o ponto de partida foi a ideia de criar uma interface física e envolvente, combinando o melhor dos instrumentos analógicos com soluções digitais modernas.
Haja Luce! O primeiro Ferrari elétrico acende uma nova era em Maranello

O painel de instrumentos e o volante, intimamente ligados, concentram os elementos essenciais para a condução, enquanto todas as funções secundárias surgem como complemento dessa experiência. Ao contrário da tendência dominante no setor, a Ferrari e a LoveFrom optaram por privilegiar controlos físicos e mecânicos, considerados mais intuitivos e duradouros.

O habitáculo destaca-se também pela atenção extrema aos materiais e à construção. Não há plástico visível, predominando o alumínio anodizado, maquinado a partir de blocos maciços através de processos CNC de alta precisão. Mesmo componentes não visíveis foram concebidos com o mesmo nível de detalhe. O painel de instrumentos, com 12,86 polegadas, apresenta um desenho escultórico, com cantos arredondados e tolerâncias milimétricas.

O volante, fabricado com uma liga de alumínio 100% reciclada, integra vários comandos: à direita, um seletor para os modos do sistema de propulsão elétrica (Range, Tour e Performance) e, à esquerda, uma versão reinterpretada do tradicional manettino da Ferrari, dedicada à afinação do chassis. As patilhas atrás do volante assumem novas funções num contexto elétrico, controlando a entrega de binário e a regeneração da travagem.

Os instrumentos digitais recorrem a tecnologia OLED fornecida pela Samsung, permitindo elevados níveis de contraste e um efeito de profundidade visual. A inspiração estética remete para instrumentos clássicos da Ferrari, com ponteiros físicos em alumínio iluminados por LEDs. O objetivo, segundo os criadores, é reduzir a carga cognitiva do condutor sem abdicar de uma identidade visual forte.

No centro do tablier encontra-se um ecrã de 10,12 polegadas montado num sistema esférico que permite orientá-lo para o condutor ou para o passageiro. A Ferrari introduziu ainda um apoio para a mão, de forma a facilitar a utilização do ecrã em andamento, e manteve comandos físicos dedicados para a climatização. Um painel superior, inspirado na aviação, concentra funções adicionais, incluindo o controlo de lançamento.

A Ferrari ainda não revelou o preço do Luce, nem confirmou os volumes de produção. Sabe-se apenas que o modelo ultrapassa os 1.000 cavalos de potência e que se posicionará no segmento de ultra-alto desempenho elétrico, um mercado ainda em consolidação. Para a marca, o interior representa uma proposta diferenciadora clara. John Elkann explicou que o nome Luce foi escolhido por simbolizar algo mais amplo do que a simples eletrificação. “Não se trata apenas de um Ferrari elétrico, mas de um conceito que vai além da tecnologia”, afirmou. Já o diretor de design da Ferrari, Flavio Manzoni, sublinhou o caráter “humano e holístico” da colaboração com a LoveFrom.

Com o Luce, a Ferrari entra numa nova era da sua história, procurando conciliar inovação tecnológica, identidade emocional e intemporalidade num contexto elétrico. A revelação do exterior, prevista para os próximos meses, completará a visão de um dos projetos mais ambiciosos alguma vez assumidos pela marca de Maranello.

Haja Luce! O primeiro Ferrari elétrico acende uma nova era em Maranello

A Ferrari confirmou oficialmente que o seu primeiro automóvel totalmente elétrico se chamará Luce e revelou agora aquele que é considerado um dos elementos mais marcantes do projeto: o interior, desenvolvido pelo estúdio LoveFrom, liderado por Sir Jony Ive, antigo responsável máximo pelo design da Apple.

Catarina Resende
Catarina Resende
Haja Luce! O primeiro Ferrari elétrico acende uma nova era em Maranello

A apresentação do habitáculo corresponde à segunda fase de um lançamento planeado em três etapas para o primeiro Ferrari elétrico da história. O exterior do modelo só será conhecido em maio, mas a marca italiana assume que a transformação introduzida no interior e na interface homem-máquina (HMI) é, por si só, um marco estratégico.

Jony Ive, figura central na criação de produtos como o iPhone, o MacBook ou o Apple Watch, deixou a Apple em 2019 para fundar a LoveFrom. Amigo de longa data de John Elkann, presidente executivo da Ferrari, Ive aceitou o desafio de aplicar a sua filosofia de design ao universo automóvel, acompanhado pelo designer Marc Newson. O resultado é um interior que procura conciliar tecnologia avançada com princípios clássicos de ergonomia e condução.

Xpeng G9
Xpeng G9
Segundo os responsáveis do projeto, o ponto de partida foi a ideia de criar uma interface física e envolvente, combinando o melhor dos instrumentos analógicos com soluções digitais modernas.
Haja Luce! O primeiro Ferrari elétrico acende uma nova era em Maranello

O painel de instrumentos e o volante, intimamente ligados, concentram os elementos essenciais para a condução, enquanto todas as funções secundárias surgem como complemento dessa experiência. Ao contrário da tendência dominante no setor, a Ferrari e a LoveFrom optaram por privilegiar controlos físicos e mecânicos, considerados mais intuitivos e duradouros.

O habitáculo destaca-se também pela atenção extrema aos materiais e à construção. Não há plástico visível, predominando o alumínio anodizado, maquinado a partir de blocos maciços através de processos CNC de alta precisão. Mesmo componentes não visíveis foram concebidos com o mesmo nível de detalhe. O painel de instrumentos, com 12,86 polegadas, apresenta um desenho escultórico, com cantos arredondados e tolerâncias milimétricas.

O volante, fabricado com uma liga de alumínio 100% reciclada, integra vários comandos: à direita, um seletor para os modos do sistema de propulsão elétrica (Range, Tour e Performance) e, à esquerda, uma versão reinterpretada do tradicional manettino da Ferrari, dedicada à afinação do chassis. As patilhas atrás do volante assumem novas funções num contexto elétrico, controlando a entrega de binário e a regeneração da travagem.

Os instrumentos digitais recorrem a tecnologia OLED fornecida pela Samsung, permitindo elevados níveis de contraste e um efeito de profundidade visual. A inspiração estética remete para instrumentos clássicos da Ferrari, com ponteiros físicos em alumínio iluminados por LEDs. O objetivo, segundo os criadores, é reduzir a carga cognitiva do condutor sem abdicar de uma identidade visual forte.

No centro do tablier encontra-se um ecrã de 10,12 polegadas montado num sistema esférico que permite orientá-lo para o condutor ou para o passageiro. A Ferrari introduziu ainda um apoio para a mão, de forma a facilitar a utilização do ecrã em andamento, e manteve comandos físicos dedicados para a climatização. Um painel superior, inspirado na aviação, concentra funções adicionais, incluindo o controlo de lançamento.

A Ferrari ainda não revelou o preço do Luce, nem confirmou os volumes de produção. Sabe-se apenas que o modelo ultrapassa os 1.000 cavalos de potência e que se posicionará no segmento de ultra-alto desempenho elétrico, um mercado ainda em consolidação. Para a marca, o interior representa uma proposta diferenciadora clara. John Elkann explicou que o nome Luce foi escolhido por simbolizar algo mais amplo do que a simples eletrificação. “Não se trata apenas de um Ferrari elétrico, mas de um conceito que vai além da tecnologia”, afirmou. Já o diretor de design da Ferrari, Flavio Manzoni, sublinhou o caráter “humano e holístico” da colaboração com a LoveFrom.

Com o Luce, a Ferrari entra numa nova era da sua história, procurando conciliar inovação tecnológica, identidade emocional e intemporalidade num contexto elétrico. A revelação do exterior, prevista para os próximos meses, completará a visão de um dos projetos mais ambiciosos alguma vez assumidos pela marca de Maranello.