Mercado chinês aponta para 32 milhões de veículos até 2026, com forte peso dos elétricos
A China definiu uma nova meta para a indústria automóvel. Até ao final de 2026, o país pretende comercializar mais de 32 milhões de veículos, sendo que quase metade deverão ser elétricos.

Este anúncio reforça a estratégia de Pequim em utilizar a mobilidade elétrica como motor de crescimento económico e tecnológico. O setor é encarado como prioridade nacional, tanto para garantir inovação interna como para ampliar a presença das construtoras chinesas no exterior.
Para acelerar o mercado doméstico, o governo chinês prevê projetos em 25 cidades. Entre as medidas estão a aquisição de 700 mil veículos para transporte público, benefícios fiscais, crédito facilitado e a expansão da rede de carregamento, incluindo em zonas rurais. Estão igualmente previstos investimentos em frotas conectadas e veículos autónomos de nível 3, reforçando a digitalização do setor.
O plano destina recursos significativos à investigação em baterias de nova geração, semicondutores e inteligência artificial, além da criação de normas técnicas mais exigentes para veículos e sistemas de condução autónoma. Esta aposta deverá reforçar marcas como a BYD, Nio, Xpeng, MG e Changan, que já estão a expandir-se em mercados internacionais.
Apesar do otimismo, o governo chinês reconhece riscos associados ao protecionismo noutros países, que pode limitar as exportações. Para mitigar esses efeitos, bancos e seguradoras nacionais irão disponibilizar apoio financeiro e mecanismos de proteção às empresas do setor.
Mais do que uma meta de vendas, o projeto representa a aposta da China em transformar a sua indústria automóvel numa referência mundial de inovação e sustentabilidade, consolidando o país como ator central na transição global para a mobilidade elétrica.




