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Nissan despede-se do R35 GT-R, mas garante futuro ao mito

A Nissan assinalou esta terça-feira, 26 de agosto, o fim da produção do lendário R35 GT-R, marcando o fim de um ciclo de 18 anos que tornou o modelo num ícone mundial de performance.

Catarina Resende
Catarina Resende
Nissan despede-se do R35 GT-R, mas garante futuro ao mito

O último exemplar a sair da linha de produção da fábrica de Tochigi, situada a 100 km a norte de Tóquio, foi uma versão Premium T-Spec pintada em Midnight Purple, destinada a um cliente japonês.

Desde o lançamento em 2007, foram produzidas aproximadamente 48 mil unidades. Durante quase duas décadas, o R35 consolidou-se como uma referência no segmento dos superdesportivos, graças ao motor V6 biturbo VR38DETT, ao sistema de tração integral ATTESA ET-S e a soluções aerodinâmicas inovadoras.

Cada motor foi montado manualmente por um grupo de mestres artesãos da Nissan, conhecidos como Takumi, cujo nome ficou gravado em placas aplicadas em cada unidade.

Galp
Galp
A evolução do modelo foi constante, sem recorrer a uma renovação radical de meio de ciclo.
Nissan despede-se do R35 GT-R, mas garante futuro ao mito

Ao longo dos anos, a potência aumentou de 480 cv para 570 cv nas versões convencionais, atingindo os 600 cv nas edições NISMO, preparadas com tecnologia derivada da competição.

O legado nas pistas

O R35 GT-R somou títulos em competições de renome, incluindo vitórias no campeonato japonês SUPER GT, no Blancpain GT Series e nas 12 Horas de Bathurst. Em paralelo, destacou-se nos circuitos mais exigentes do mundo: no Nürburgring Nordschleife, na Alemanha, reduziu sucessivamente os tempos por volta, chegando aos 7 minutos e 8.679 segundos em 2013, com a versão NISMO. O modelo também conquistou recordes mais ousados, como o do drift mais rápido do mundo, registado no Dubai em 2016, atingindo 304,96 km/h a 30 graus de inclinação.

Um futuro no horizonte

Ivan Espinosa, presidente e CEO da Nissan, sublinhou que o fim do R35 não significa o adeus ao GT-R: “Após 18 anos notáveis, o R35 GT-R deixa uma marca duradoura na história automóvel. A sua herança é prova da paixão da nossa equipa e da lealdade dos clientes em todo o mundo. Este não é um adeus definitivo. A nossa meta é fazer regressar o GT-R numa nova geração.”

A marca não revelou ainda planos concretos para o sucessor, mas confirmou estar a trabalhar numa reinterpretação do conceito, com o objetivo de manter o ADN do GT-R enquanto símbolo de inovação e desempenho.

Nissan despede-se do R35 GT-R, mas garante futuro ao mito

A Nissan assinalou esta terça-feira, 26 de agosto, o fim da produção do lendário R35 GT-R, marcando o fim de um ciclo de 18 anos que tornou o modelo num ícone mundial de performance.

Catarina Resende
Catarina Resende
Nissan despede-se do R35 GT-R, mas garante futuro ao mito

O último exemplar a sair da linha de produção da fábrica de Tochigi, situada a 100 km a norte de Tóquio, foi uma versão Premium T-Spec pintada em Midnight Purple, destinada a um cliente japonês.

Desde o lançamento em 2007, foram produzidas aproximadamente 48 mil unidades. Durante quase duas décadas, o R35 consolidou-se como uma referência no segmento dos superdesportivos, graças ao motor V6 biturbo VR38DETT, ao sistema de tração integral ATTESA ET-S e a soluções aerodinâmicas inovadoras.

Cada motor foi montado manualmente por um grupo de mestres artesãos da Nissan, conhecidos como Takumi, cujo nome ficou gravado em placas aplicadas em cada unidade.

Xpeng G9
Xpeng G9
A evolução do modelo foi constante, sem recorrer a uma renovação radical de meio de ciclo.
Nissan despede-se do R35 GT-R, mas garante futuro ao mito

Ao longo dos anos, a potência aumentou de 480 cv para 570 cv nas versões convencionais, atingindo os 600 cv nas edições NISMO, preparadas com tecnologia derivada da competição.

O legado nas pistas

O R35 GT-R somou títulos em competições de renome, incluindo vitórias no campeonato japonês SUPER GT, no Blancpain GT Series e nas 12 Horas de Bathurst. Em paralelo, destacou-se nos circuitos mais exigentes do mundo: no Nürburgring Nordschleife, na Alemanha, reduziu sucessivamente os tempos por volta, chegando aos 7 minutos e 8.679 segundos em 2013, com a versão NISMO. O modelo também conquistou recordes mais ousados, como o do drift mais rápido do mundo, registado no Dubai em 2016, atingindo 304,96 km/h a 30 graus de inclinação.

Um futuro no horizonte

Ivan Espinosa, presidente e CEO da Nissan, sublinhou que o fim do R35 não significa o adeus ao GT-R: “Após 18 anos notáveis, o R35 GT-R deixa uma marca duradoura na história automóvel. A sua herança é prova da paixão da nossa equipa e da lealdade dos clientes em todo o mundo. Este não é um adeus definitivo. A nossa meta é fazer regressar o GT-R numa nova geração.”

A marca não revelou ainda planos concretos para o sucessor, mas confirmou estar a trabalhar numa reinterpretação do conceito, com o objetivo de manter o ADN do GT-R enquanto símbolo de inovação e desempenho.