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De Tomaso P72: o supercarro artesanal que revive uma lenda chega às ruas

Após seis anos de expectativa desde a sua revelação como protótipo, o De Tomaso P72 está finalmente pronto para circular. A marca italiana confirmou que as primeiras entregas do modelo de produção terão início ainda em 2025.

Catarina Resende
Catarina Resende
De Tomaso P72: o supercarro artesanal que revive uma lenda chega às ruas

Mais do que um simples supercarro, o P72 representa uma ode à engenharia clássica, ao design escultural e à condução analógica, uma abordagem rara num mercado cada vez mais dominado por telas, modos de condução e assistências eletrónicas.

O coração do P72 é um motor V8 5.0 litros superalimentado, desenvolvido exclusivamente para este modelo, mas baseado no conhecido Ford Coyote, a mesma arquitetura utilizada no Mustang. A preparação foi feita pela Roush Performance, especialista americana em motores de alta performance.

O De Tomaso entrega 700 cavalos de potência e 818 Nm de binário, acoplado a uma transmissão manual de 6 velocidades. Toda essa força é direcionada exclusivamente para o eixo traseiro, proporcionando uma condução envolvente e puramente analógica.

De Tomaso afirma que o P72 não foi desenhado para perseguições de velocidade máxima, mas sim para oferecer uma experiência de condução visceral, envolvente e sensorial, algo que os supercarros modernos tendem a abandonar.

Chassi e engenharia ao mais alto nível

O P72 utiliza um monocoque de fibra de carbono altamente sofisticado, desenvolvido com as mesmas técnicas usadas em carros de competição da categoria LMP (Le Mans Prototype). A estrutura, incluindo subchassis dianteiro e traseiro, é moldada como uma única peça, sem colagens ou soldas, aumentando a rigidez e a segurança.

Além disso, a suspensão tipo pushrod (mais comum em carros de Fórmula 1) é combinada com amortecedores ajustáveis manualmente em três vias, permitindo afinações precisas conforme o tipo de estrada e o estilo de condução do piloto.

Xpeng G9
Xpeng G9
O habitáculo é um exercício de minimalismo luxuoso. Sem ecrãs, sem assistentes eletrónicos e sem modos de condução.
De Tomaso P72: o supercarro artesanal que revive uma lenda chega às ruas

O interior do De Tomaso P72 destaca-se por um painel de instrumentos totalmente analógico, com mostradores em alumínio usinado e um requintado acabamento em ouro rosa. Os revestimentos combinam couro branco costurado à mão com fibra de carbono aparente, refletindo a atenção ao detalhe e à tradição artesanal. A alavanca de mudanças exposta reforça o caráter mecânico e puro do modelo. A ausência de ecrãs ou tecnologia digital é uma escolha deliberada da marca, cujo objetivo é "conectar o condutor à máquina", evocando a experiência sensorial dos grandes clássicos.

Produção e exclusividade

A De Tomaso não divulgou quantas unidades do P72 serão produzidas, mas tudo indica que será uma produção muito limitada. O preço oficial também não foi revelado, mas espera-se que ultrapasse facilmente os 600.000 euros, podendo chegar à casa dos sete dígitos, dependendo das especificações e personalizações.

“O P72 é a nossa promessa de reviver fielmente uma marca histórica,” disse o CEO Norman Choi. “Este primeiro veículo de produção incorpora tudo o que defendemos: uma alma mecânica, uma beleza intemporal e uma experiência de condução que vai além das convenções modernas.”

Num mundo onde a eletrificação e a automatização dominam a indústria automóvel, o De Tomaso P72 surge como uma resistência estética e filosófica. É uma máquina para os puristas, para quem valoriza o design artesanal, o prazer da condução analógica e a exclusividade autêntica.

Este não é apenas o regresso de um modelo: é o renascimento de um espírito perdido no tempo.

De Tomaso P72: o supercarro artesanal que revive uma lenda chega às ruas

Após seis anos de expectativa desde a sua revelação como protótipo, o De Tomaso P72 está finalmente pronto para circular. A marca italiana confirmou que as primeiras entregas do modelo de produção terão início ainda em 2025.

Catarina Resende
Catarina Resende
De Tomaso P72: o supercarro artesanal que revive uma lenda chega às ruas

Mais do que um simples supercarro, o P72 representa uma ode à engenharia clássica, ao design escultural e à condução analógica, uma abordagem rara num mercado cada vez mais dominado por telas, modos de condução e assistências eletrónicas.

O coração do P72 é um motor V8 5.0 litros superalimentado, desenvolvido exclusivamente para este modelo, mas baseado no conhecido Ford Coyote, a mesma arquitetura utilizada no Mustang. A preparação foi feita pela Roush Performance, especialista americana em motores de alta performance.

O De Tomaso entrega 700 cavalos de potência e 818 Nm de binário, acoplado a uma transmissão manual de 6 velocidades. Toda essa força é direcionada exclusivamente para o eixo traseiro, proporcionando uma condução envolvente e puramente analógica.

De Tomaso afirma que o P72 não foi desenhado para perseguições de velocidade máxima, mas sim para oferecer uma experiência de condução visceral, envolvente e sensorial, algo que os supercarros modernos tendem a abandonar.

Chassi e engenharia ao mais alto nível

O P72 utiliza um monocoque de fibra de carbono altamente sofisticado, desenvolvido com as mesmas técnicas usadas em carros de competição da categoria LMP (Le Mans Prototype). A estrutura, incluindo subchassis dianteiro e traseiro, é moldada como uma única peça, sem colagens ou soldas, aumentando a rigidez e a segurança.

Além disso, a suspensão tipo pushrod (mais comum em carros de Fórmula 1) é combinada com amortecedores ajustáveis manualmente em três vias, permitindo afinações precisas conforme o tipo de estrada e o estilo de condução do piloto.

Xpeng G9
Xpeng G9
O habitáculo é um exercício de minimalismo luxuoso. Sem ecrãs, sem assistentes eletrónicos e sem modos de condução.
De Tomaso P72: o supercarro artesanal que revive uma lenda chega às ruas

O interior do De Tomaso P72 destaca-se por um painel de instrumentos totalmente analógico, com mostradores em alumínio usinado e um requintado acabamento em ouro rosa. Os revestimentos combinam couro branco costurado à mão com fibra de carbono aparente, refletindo a atenção ao detalhe e à tradição artesanal. A alavanca de mudanças exposta reforça o caráter mecânico e puro do modelo. A ausência de ecrãs ou tecnologia digital é uma escolha deliberada da marca, cujo objetivo é "conectar o condutor à máquina", evocando a experiência sensorial dos grandes clássicos.

Produção e exclusividade

A De Tomaso não divulgou quantas unidades do P72 serão produzidas, mas tudo indica que será uma produção muito limitada. O preço oficial também não foi revelado, mas espera-se que ultrapasse facilmente os 600.000 euros, podendo chegar à casa dos sete dígitos, dependendo das especificações e personalizações.

“O P72 é a nossa promessa de reviver fielmente uma marca histórica,” disse o CEO Norman Choi. “Este primeiro veículo de produção incorpora tudo o que defendemos: uma alma mecânica, uma beleza intemporal e uma experiência de condução que vai além das convenções modernas.”

Num mundo onde a eletrificação e a automatização dominam a indústria automóvel, o De Tomaso P72 surge como uma resistência estética e filosófica. É uma máquina para os puristas, para quem valoriza o design artesanal, o prazer da condução analógica e a exclusividade autêntica.

Este não é apenas o regresso de um modelo: é o renascimento de um espírito perdido no tempo.