Adamastor Furia regressa a Portimão para nova fase de testes técnicos
O Adamastor Furia voltou a Portimão para testar novas soluções de refrigeração e admissão, com foco na fiabilidade e desempenho.

O Adamastor Furia, primeiro superdesportivo desenvolvido integralmente em Portugal, esteve de novo em testes no Autódromo Internacional do Algarve. Durante dois dias, a equipa da Adamastor concentrou-se em validar novas soluções técnicas nos sistemas de admissão e refrigeração do modelo, numa fase importante do seu programa de desenvolvimento.
O circuito de Portimão, conhecido pelas suas exigências técnicas e físicas, foi escolhido pela marca portuguesa por permitir uma avaliação rigorosa do comportamento dinâmico e da fiabilidade dos componentes em contexto real de pista. Segundo a Adamastor, os testes decorreram de forma positiva, com o Furia a demonstrar consistência e desempenho nas condições exigentes do traçado algarvio.
O Adamastor Furia continua em fase de desenvolvimento, com novos testes e evoluções técnicas planeadas nos próximos meses.
Nesta sessão, o foco recaiu sobretudo sobre dois elementos críticos para a performance do veículo: o sistema de refrigeração e o sistema de admissão de ar. O primeiro foi alvo de um redesenho profundo, em colaboração com a PWR, empresa especializada em soluções de arrefecimento de alta performance. As novas componentes incluem intercoolers desenvolvidos com base em tecnologia derivada da Fórmula 1, o que representa um salto significativo na sofisticação técnica do projeto.
Paralelamente, o sistema de admissão do motor V6 biturbo, fornecido pela Ford Performance, foi também revisto. As novas entradas de ar foram desenhadas para otimizar os fluxos e melhorar o rendimento do motor, que segundo a marca já apresenta margem para alcançar, de forma segura, potências até aos 750 cv em ensaios de banco dinamométrico.
Além das melhorias mecânicas, a equipa realizou ensaios aerodinâmicos com recurso à técnica de “Flow Paint”, uma ferramenta visual que permite estudar o comportamento dos fluxos de ar sobre a carroçaria. Esta abordagem é comum em projetos de competição e contribui para decisões mais precisas ao nível do design e da eficiência dinâmica.
Apesar de a performance em pista não ter sido o objetivo principal desta fase, os responsáveis técnicos da Adamastor sublinharam que o carro demonstrou progressos visíveis em termos de comportamento dinâmico, nomeadamente na travagem e inserção em curva. O engenheiro-chefe do projeto, Frederico Ribeiro, destacou a importância das melhorias já introduzidas: “Os resultados destes testes ultrapassaram as nossas previsões iniciais. As alterações ao sistema de arrefecimento revelaram-se eficazes e permitiram-nos validar várias hipóteses em condições reais”.
Durante os testes, alguns clientes convidados tiveram também a oportunidade de conhecer de perto o projeto e de realizar breves voltas ao lado da equipa de desenvolvimento, numa ação que visou reforçar a ligação entre o processo de engenharia e os futuros proprietários.
O objetivo da marca portuguesa é iniciar as entregas das primeiras unidades a clientes durante o primeiro semestre de 2026.







