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Stellantis pretende colocar DS no patamar da Bentley

A Stellantis revelou planos para transformar a DS Automobiles numa marca de luxo, capaz de competir com Bentley e Rolls-Royce. O objetivo é apostar na exclusividade e na qualidade dos modelos ao longo dos próximos 10 a 20 anos.

Catarina Resende
Catarina Resende
Stellantis pretende colocar DS no patamar da Bentley

No Salão Automóvel de Bruxelas de 2025, Thierry Métroz, diretor de design da DS Automobiles, revelou a ambição audaciosa da marca francesa de alcançar o nível de luxo de marcas como Bentley e Rolls-Royce. Atualmente posicionada como uma marca "premium", a DS pretende elevar-se a um patamar superior, inspirando-se no prestígio de nomes como Louis Vuitton no setor da moda.

Criada pela Citroën em 2009 e tornada independente em 2014, a DS integra o grupo Stellantis desde a fusão entre a PSA e a FCA, em 2021. Apesar de ter registado uma modesta quota de mercado de 0,3% na Europa em 2024, com uma redução de 22,4% nas vendas face ao ano anterior, Métroz sublinhou que o objetivo não é competir em volume, mas antes em exclusividade e qualidade.

Galp
Galp
A estratégia da DS passa por investir em materiais e designs de topo, com destaque para o modelo N°8, que promete um interior sofisticado e distinto.
Stellantis pretende colocar DS no patamar da Bentley

Métroz enfatizou que a marca evitará imitar outros fabricantes, apostando antes na originalidade para se destacar no mercado de luxo.

No entanto, esta transformação não será imediata. Métroz estima que o processo poderá demorar entre 10 a 20 anos, realçando a necessidade de paciência e compromisso a longo prazo. Este desafio torna-se ainda mais complexo, tendo em conta a pressão por resultados financeiros no seio da Stellantis, cujo ex-CEO, Carlos Tavares, reiterou que marcas que não gerem lucros podem ser encerradas.

Outro tema abordado por Métroz foi a concorrência de marcas chinesas, que têm seguido estratégias de imitação de fabricantes ocidentais, como a Tesla e a Porsche. A DS, segundo o responsável, quer evitar esse caminho e criar algo único, ainda que continue a aproveitar plataformas partilhadas com outros veículos da Stellantis para otimizar custos.

Embora o objetivo de competir com ícones como Bentley e Rolls-Royce seja ambicioso, a DS acredita que poderá redefinir o conceito de luxo automóvel francês.

A Stellantis parece determinada em apostar no futuro da DS , e o mercado estará atento para ver se esta promessa de luxo se concretizará num sucesso tangível.

Stellantis pretende colocar DS no patamar da Bentley

A Stellantis revelou planos para transformar a DS Automobiles numa marca de luxo, capaz de competir com Bentley e Rolls-Royce. O objetivo é apostar na exclusividade e na qualidade dos modelos ao longo dos próximos 10 a 20 anos.

Catarina Resende
Catarina Resende
Stellantis pretende colocar DS no patamar da Bentley

No Salão Automóvel de Bruxelas de 2025, Thierry Métroz, diretor de design da DS Automobiles, revelou a ambição audaciosa da marca francesa de alcançar o nível de luxo de marcas como Bentley e Rolls-Royce. Atualmente posicionada como uma marca "premium", a DS pretende elevar-se a um patamar superior, inspirando-se no prestígio de nomes como Louis Vuitton no setor da moda.

Criada pela Citroën em 2009 e tornada independente em 2014, a DS integra o grupo Stellantis desde a fusão entre a PSA e a FCA, em 2021. Apesar de ter registado uma modesta quota de mercado de 0,3% na Europa em 2024, com uma redução de 22,4% nas vendas face ao ano anterior, Métroz sublinhou que o objetivo não é competir em volume, mas antes em exclusividade e qualidade.

Galp
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A estratégia da DS passa por investir em materiais e designs de topo, com destaque para o modelo N°8, que promete um interior sofisticado e distinto.
Stellantis pretende colocar DS no patamar da Bentley

Métroz enfatizou que a marca evitará imitar outros fabricantes, apostando antes na originalidade para se destacar no mercado de luxo.

No entanto, esta transformação não será imediata. Métroz estima que o processo poderá demorar entre 10 a 20 anos, realçando a necessidade de paciência e compromisso a longo prazo. Este desafio torna-se ainda mais complexo, tendo em conta a pressão por resultados financeiros no seio da Stellantis, cujo ex-CEO, Carlos Tavares, reiterou que marcas que não gerem lucros podem ser encerradas.

Outro tema abordado por Métroz foi a concorrência de marcas chinesas, que têm seguido estratégias de imitação de fabricantes ocidentais, como a Tesla e a Porsche. A DS, segundo o responsável, quer evitar esse caminho e criar algo único, ainda que continue a aproveitar plataformas partilhadas com outros veículos da Stellantis para otimizar custos.

Embora o objetivo de competir com ícones como Bentley e Rolls-Royce seja ambicioso, a DS acredita que poderá redefinir o conceito de luxo automóvel francês.

A Stellantis parece determinada em apostar no futuro da DS , e o mercado estará atento para ver se esta promessa de luxo se concretizará num sucesso tangível.