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Alemanha oferece ajuda à Volkswagen mas impõe condições

O ministro da Economia alemão, Robert Habeck, anunciou hoje a disposição do governo em oferecer ajuda à Volkswagen para impedir o encerramento de fábricas na Alemanha.

Catarina Resende
Catarina Resende
Alemanha oferece ajuda à Volkswagen mas impõe condições

Durante uma visita à fábrica da Volkswagen em Emden, Habeck destacou a importância de manter as negociações coletivas dentro do quadro regular entre a empresa e os trabalhadores, mas deixou um alerta: "A maior parte das alterações têm de ser realizadas pela própria Volkswagen ", afirmou, em declarações citadas pela Reuters. O ministro indicou que, embora o governo esteja disposto a dar suporte para enviar sinais positivos ao mercado, a reestruturação da marca dependerá das decisões internas da companhia.

A medida visa conter os impactos de uma possível reestruturação da empresa, que enfrenta uma forte queda nas vendas e a pressão de se adaptar ao mercado de veículos elétricos. No entanto, Habeck foi claro ao afirmar que o apoio estatal será limitado e que a maior parte das mudanças necessárias terá que ser implementada pela própria empresa.

Xpeng G9
Xpeng G9
O futuro da Volkswagen dependerá de sua capacidade de se reinventar e sobreviver no cenário de mudança global na indústria.
Alemanha oferece ajuda à Volkswagen mas impõe condições

A situação é alarmante, já que, em setembro, a direção da Volkswagen admitiu a possibilidade de fechar fábricas na Alemanha, um movimento inédito na história de 87 anos da empresa. Arno Antlitz, diretor financeiro da Volkswagen , afirmou que o fabricante tem “um ano, talvez dois” para se adaptar à queda acentuada das vendas. A empresa prevê uma diminuição de 500 mil veículos em relação aos níveis anteriores à pandemia de Covid-19, número que pode impactar diretamente a viabilidade de duas fábricas no país.

Para enfrentar esse cenário, a Volkswagen antecipou o fim de um acordo com os sindicatos, que previa a proteção de empregos até 2029, trazendo o novo prazo para 2025. A mudança pode indicar a necessidade de cortes de pessoal, parte de um esforço mais amplo da marca para reduzir até 10 bilhões de euros em custos até 2026. Esses cortes fazem parte da transição da empresa para o mercado de veículos elétricos, uma adaptação que vem exigindo grandes investimentos.

O governo alemão reforça que está comprometido com a promoção de veículos elétricos, como destacou Habeck, mas mantém a postura de que a responsabilidade de manter a estrutura e a competitividade da Volkswagen recai sobre a empresa.

Alemanha oferece ajuda à Volkswagen mas impõe condições

O ministro da Economia alemão, Robert Habeck, anunciou hoje a disposição do governo em oferecer ajuda à Volkswagen para impedir o encerramento de fábricas na Alemanha.

Catarina Resende
Catarina Resende
Alemanha oferece ajuda à Volkswagen mas impõe condições

Durante uma visita à fábrica da Volkswagen em Emden, Habeck destacou a importância de manter as negociações coletivas dentro do quadro regular entre a empresa e os trabalhadores, mas deixou um alerta: "A maior parte das alterações têm de ser realizadas pela própria Volkswagen ", afirmou, em declarações citadas pela Reuters. O ministro indicou que, embora o governo esteja disposto a dar suporte para enviar sinais positivos ao mercado, a reestruturação da marca dependerá das decisões internas da companhia.

A medida visa conter os impactos de uma possível reestruturação da empresa, que enfrenta uma forte queda nas vendas e a pressão de se adaptar ao mercado de veículos elétricos. No entanto, Habeck foi claro ao afirmar que o apoio estatal será limitado e que a maior parte das mudanças necessárias terá que ser implementada pela própria empresa.

Galp
Galp
O futuro da Volkswagen dependerá de sua capacidade de se reinventar e sobreviver no cenário de mudança global na indústria.
Alemanha oferece ajuda à Volkswagen mas impõe condições

A situação é alarmante, já que, em setembro, a direção da Volkswagen admitiu a possibilidade de fechar fábricas na Alemanha, um movimento inédito na história de 87 anos da empresa. Arno Antlitz, diretor financeiro da Volkswagen , afirmou que o fabricante tem “um ano, talvez dois” para se adaptar à queda acentuada das vendas. A empresa prevê uma diminuição de 500 mil veículos em relação aos níveis anteriores à pandemia de Covid-19, número que pode impactar diretamente a viabilidade de duas fábricas no país.

Para enfrentar esse cenário, a Volkswagen antecipou o fim de um acordo com os sindicatos, que previa a proteção de empregos até 2029, trazendo o novo prazo para 2025. A mudança pode indicar a necessidade de cortes de pessoal, parte de um esforço mais amplo da marca para reduzir até 10 bilhões de euros em custos até 2026. Esses cortes fazem parte da transição da empresa para o mercado de veículos elétricos, uma adaptação que vem exigindo grandes investimentos.

O governo alemão reforça que está comprometido com a promoção de veículos elétricos, como destacou Habeck, mas mantém a postura de que a responsabilidade de manter a estrutura e a competitividade da Volkswagen recai sobre a empresa.