Ensaio MX-30 | Ao volante da elétrico-revolução Mazda
O Mazda MX-30 é uma adição intrigante ao mercado de elétricos, oferecendo uma combinação única de design, tecnologia e sustentabilidade. Vamos a mais uma viagem juntos?

O Mazda MX-30 não é uma novidade no mercado, aliás, foi lançado em 2020 para responder à crescente procura de veículos elétricos no mercado automóvel e, desde então, tem-se inovado e superado para se manter atrativo num mercado que está cada vez mais preenchido. E a pergunta que não quer calar é: será que consegue?
O Guia do Automóvel conduziu o Mazda MX-30 e-Skyactiv (145 cv) Makoto + Urban Expression para tirar a dúvida e descobrir se ainda faz sentido adquirir este elétrico. (Sem querer dar spoiler, este é um elétrico que ainda surpreende. Esperem para ver/ler).
O design do MX-30 é ousado e distinto, destacando-se pela sua carroçaria compacta e pelas portas traseiras com abertura inversa, que conferem ao veículo uma personalidade única. Sim, este é um dos poucos carros que têm este tipo de abertura de portas e se para alguns esta é uma característica atrativa para outros pode revelar-se condicionante, uma vez que não existe o espaço “normal” para a entrada os bancos traseiros. Se o banco traseiro estiver destinado a crianças não haverá grande constrangimento, porém, se este for um veículo para transporte de adultos… bem, é melhor experimentarem!
Para facilitar as entradas e saídas do banco traseiro, a Mazda colocou um comando de ajuste dos bancos dianteiros nas costas dos mesmos... Resta que os passageiros tenham censo para não ajustarem o banco do condutor sem ser solicitado!
No interior, os materiais de qualidade e a atenção aos detalhes criam um ambiente premium discreto e claramente sustentável. Destaque para a utilização da cortiça castanha-escura na consola e em detalhes das portas.
A tecnologia também está na vanguarda do MX-30, com um sistema de infotainment intuitivo e suporte para Android Auto e Apple CarPlay. Além disso, o veículo inclui recursos de segurança modernos para proporcionar tranquilidade aos condutores. Nesta versão Makoto sobressai o volante aquecido e um monitor de visão 360º. É importante referir que todos os comandos são intuitivos e ergonómicos.
A consola suspensa permite espaço para mais arrumação e contribui para um ambiente mais clean e aberto, a única contrapartida é que ligar um fio USB exige um bocadinho de ginástica.
Um extra que a versão ensaiada inclui é o sistema de som topo de gama da Bose de 12 colunas que garante um desempenho sonoro de qualidade. E por falar em som, é a ausência dele que reina ao conduzir este elétrico. Ah, que tranquilidade… e conforto! Este é um carro bastante prazeroso e, acima de tudo, confortável de conduzir.
Isto significa que, em termos de desempenho elétrico, o MX-30 oferece uma experiência de condução suave e silenciosa, com um motor elétrico que fornece uma aceleração instantânea. Embora a autonomia possa ser considerada limitada em comparação com alguns concorrentes, é mais do que suficiente para as necessidades diárias de condução na cidade.
O Mazda MX-30 apresenta uma autonomia de 200km ou 265 em ambiente urbano (valores combinados, WLTP) e um consumo energético anunciado de 17.9 kWh/100km.
Em termos de motorização, está equipado com um motor AC Síncrono, elétrico e-Skyactiv com uma bateria de iões de lítio de 35.5 kWh. A potência máxima corresponde a 145 cv e o binário a 270.9 Nm. Isto permite que o elétrico acelere dos 0 aos 100 km/h em 9.7 segundos.
Em suma, este pode não ser o elétrico com maior potência, maior autonomia ou maior rapidez, porém, é um dos elétricos mais confortáveis de se conduzir e com características de design distintivas. A qualidade dos materiais e da construção do veículo oferece viagens prazerosas seja a conduzir, seja no banco do passageiro.
Porém, os principais aspetos menos positivos passam pelo preço e a autonomia fazem com que esteja desajustado ao mercado e em ligeira desvantagem perante a concorrência.
O que mais gostamos:
Design distinto;
Prazer de condução (conforto);
Qualidade dos materiais no interior.
O que menos gostamos:
Preço;
Abertura de portas pouco prática;
Autonomia, comparativamente à concorrência.






