ZF revela que se vendem elétricos com falhas em prol da rapidez
O CEO da marca ZF revela que as marcas recém-chegadas ao mercado não têm a mesma expectativa em relação à qualidade dos automóveis.

Os novos players do mercado automóvel tentam alcançar o sucesso usando, sobretudo o fator tecnológico como recurso. A Tesla, NIO ou Xpeng, procuram a tecnologia mais recente e inovadora e tentam inclui-la nos seus carros o quanto antes. Essa rapidez faz com que, por vezes, a qualidade não esteja no seu exponencial máximo.
Holger Klein, CEO da ZF partilha esta ideia de que a velocidade comanda tudo, até a qualidade: "Se a sua mais recente inovação não funcionar de forma tão confiável como seria de se esperar de uma marca premium alemã, não há problema", disse Klein. "Isto acontece quando o cliente quer um determinado carro e uma determinada função e está disposto a aceitar algumas deficiências."
A ZF é a terceira maior fabricante automóvel do mundo. A marca é também bastante conhecida pelos seus modelos de transmissão automática de oito velocidades utilizados em veículos com motor de combustão interna fabricados por várias marcas, incluindo BMW, Audi, Alfa Romeo, Jeep, Volkswagen, Dodge e Rolls-Royce.
A marca com sede em Friedrichshafen desenvolve e fabrica tudo, desde airbags e cintos de segurança até sistemas avançados de assistência ao motorista e powertrains elétricos. E é precisamente analisando a diferente relação que mantém com marcas tradicionais e recém-nascidas que formulou a sua hipótese. As montadoras jovens estão pedindo mais tecnologia e mais rapidez. "Eles têm expectativas diferentes sobre a velocidade do desenvolvimento. A velocidade comanda tudo", disse Klein.
O CEO acrescentou ainda que a ZF não está disposta a alterar os processos de desenvolvimento e controlo de qualidade. Porém, admite que a rapidez dos outros fabricantes é difícil de acompanhar: "É muito desafiador acompanhar essa velocidade".
A chegada de rivais como a Tesla ou outras marcas obriga-os a alterar a forma como os automóveis são pensados. "Essa, para mim, é a beleza dos carros definidos por software. Há pessoas diferentes que participam do desenvolvimento e têm ideias diferentes", concluiu o CEO da ZF.




