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Ensaio BYD Atto 3. É TUDO uma questão de tempo

Todos a bordo para mais um ensaio do Guia do Automóvel e, desta vez, conduzimos o BYD Atto 3 por tempo suficiente para perceber que é tudo uma questão de tempo.

Catarina Resende
Catarina Resende
Ensaio BYD Atto 3. É TUDO uma questão de tempo

A BYD é líder mundial em soluções de mobilidade elétrica (EV e PHEV). A empresa internacional cuja sigla significa “Build Your Dreams” (Constrói os teus sonhos) está focada na inovação tecnológica e comprometida com o desenvolvimento sustentável. Esta é a única empresa do mundo a dominar as tecnologias centrais dos veículos elétricos, tais como baterias, motores, controladores eletrónicos e chips semicondutores.

Os primeiros modelos chegaram a Portugal em maio deste ano e, desde então, os compradores podem adquirir o BYD TANG, o BYD HAN e o BYD Atto 3, o SUV do qual vamos falar neste artigo.

BYD Atto 3 Design

Conduzir o BYD Atto 3 é, logo à partida, um motivo de entusiasmo pela novidade, ainda que existam preconceitos que tentem, a todo o custo, quebrar essa energia. Mesmo estando disposta a conhecer e a deixar-me convencer por este elétrico não posso deixar de recordar comentários dos nossos leitores, como: “Chineses nem parafusos quanto mais carros…”. E recordo-os para agora dizer que tudo é uma questão de tempo. E já vão entender tudo. Traseira O exterior. O aspeto menos notável

O exterior do BYD Atto 3 não vai espantar ninguém nem pela positiva, nem pela negativa. O SUV tem uma aparência familiar, não só por ser apropriado para famílias mas também por ser semelhante a outros modelos. O responsável é Wolfgang Egger, ex-designer da Alfa Romeo e da Audi, que deixou toda a criatividade e fator “Uau” para o interior do Atto 3.

Xpeng G9
Xpeng G9
No interior, a criatividade.
Ensaio BYD Atto 3. É TUDO uma questão de tempo

É ao entrar no BYD Atto 3 que o entusiasmo realmente surge e há até uma criança interior que desperta para ver e “brincar”. Numa vista geral do habitáculo destacam-se as combinações de cores, texturas, linhas e materiais que dão a sensação que há muita coisa a acontecer mas ao mesmo tempo tudo está em sintonia. Completamente fora do tradicional, estão os manípulos das portas que trazem a pergunta “como é que eu abro isto?” incluída, as saídas de ar e, claro, as famosas “cordas de guitarra” nos compartimentos das portas, que funcionam mesmo! Não menos criativo é o ecrã tátil de 15.6 polegadas que gira para que possa optar entre uma disposição vertical ou horizontal. Maçaneta É no habitáculo que a questão do tempo que vos falava melhor se ilustra. Isto porque a qualidade dos materiais utilizados é razoável e está ao nível da maioria das marcas generalistas a que estamos habituados, porém, tenho algumas questões acerca da durabilidade e resistência dos materiais ao longo dos anos. Além disso, todos estes elementos diferenciadores podem ter efeitos bastante distintos: podem manter-se frescos e divertidos por muito tempo, como também se podem tornar aborrecidos e inúteis numa questão de pouco tempo. (Aqui só entre nós, já pensaram o que seria uma viagem de 2 horas com duas crianças a tocar guitarra nas portas?) Guitarra Factos que não carecem de argumentos passam pela luz natural a bordo fornecido pelo teto panorâmico com abertura elétrica e o conforto dos bancos em pele vegan com um design desportivo. O espaço a bordo é mais do que suficiente para garantir conforto tanto nos bancos dianteiros como traseiros. A bagageira possui 440 litros de capacidade, extensível a mais de 1300 litros uma vez rebatidos os bancos. Experiência de Condução

Apertem os cintos porque estamos prestes a pressionar o “Start” nesta experiência de conduzir o BYD Atto 3. Se tivesse que descrever esta experiência em três palavras escolheria facilmente: conforto, praticidade e eficiência. O Atto3 preenche com distinção os critérios de um elétrico SUV que se preze. A posição de condução alta é presenteada por uma resposta da direção ótima e uma suspensão como poucos elétricos apresentam. Os 204 cavalos de potência e 310 Nm de binário sentem-se sobretudo no modo Sport, ainda que o modo normal seja também ágil e rápido. Para chegar dos 0 aos 100 km/h este modelo precisa de 7.2 segundos, atingindo uma velocidade máxima de 160 km/h. Não são valores impressionantes mas uma condução de dia-a-dia, com a família, não é bem a mesma coisa que uma corrida na pista. Por isso, vamos com calma...

O Atto 3 é equipado com a Blade Battery de 60 kWh, que permite uma autonomia de 420 km (WLTP). E falando em autonomia, é impossível não destacar a eficiência deste SUV. Julgo que foi a primeira vez que, sem esforço nenhum, registei uma média de consumo inferior ao anunciado pela marca. A BYD aponta para 15,6 kWh/100 km mas os meus registos apontam para valores entre os 13.6kWh e os 14.7kWh. Impressionante! BYD Conclusão Final. É uma questão de tempo

É tudo uma questão de tempo. Tempo para a BYD ser reconhecida em Portugal, tempo para os clientes conhecerem o Atto 3, tempo para provar que os carros chineses são tão ou mais válidos do que muitos modelos a que estamos habituados. Por outro lado, poderá ser uma questão de tempo até muitos dos materiais mostrarem desgaste, tempo até alguns elementos deixarem de ser divertidos… Mas isso não acontece com tantas outras marcas que conhecemos?

O preconceito nunca levou a lado nenhum, já a BYD pode levá-lo longe.

Ensaio BYD Atto 3. É TUDO uma questão de tempo

Todos a bordo para mais um ensaio do Guia do Automóvel e, desta vez, conduzimos o BYD Atto 3 por tempo suficiente para perceber que é tudo uma questão de tempo.

Catarina Resende
Catarina Resende
Ensaio BYD Atto 3. É TUDO uma questão de tempo

A BYD é líder mundial em soluções de mobilidade elétrica (EV e PHEV). A empresa internacional cuja sigla significa “Build Your Dreams” (Constrói os teus sonhos) está focada na inovação tecnológica e comprometida com o desenvolvimento sustentável. Esta é a única empresa do mundo a dominar as tecnologias centrais dos veículos elétricos, tais como baterias, motores, controladores eletrónicos e chips semicondutores.

Os primeiros modelos chegaram a Portugal em maio deste ano e, desde então, os compradores podem adquirir o BYD TANG, o BYD HAN e o BYD Atto 3, o SUV do qual vamos falar neste artigo.

BYD Atto 3 Design

Conduzir o BYD Atto 3 é, logo à partida, um motivo de entusiasmo pela novidade, ainda que existam preconceitos que tentem, a todo o custo, quebrar essa energia. Mesmo estando disposta a conhecer e a deixar-me convencer por este elétrico não posso deixar de recordar comentários dos nossos leitores, como: “Chineses nem parafusos quanto mais carros…”. E recordo-os para agora dizer que tudo é uma questão de tempo. E já vão entender tudo. Traseira O exterior. O aspeto menos notável

O exterior do BYD Atto 3 não vai espantar ninguém nem pela positiva, nem pela negativa. O SUV tem uma aparência familiar, não só por ser apropriado para famílias mas também por ser semelhante a outros modelos. O responsável é Wolfgang Egger, ex-designer da Alfa Romeo e da Audi, que deixou toda a criatividade e fator “Uau” para o interior do Atto 3.

Xpeng G9
Xpeng G9
No interior, a criatividade.
Ensaio BYD Atto 3. É TUDO uma questão de tempo

É ao entrar no BYD Atto 3 que o entusiasmo realmente surge e há até uma criança interior que desperta para ver e “brincar”. Numa vista geral do habitáculo destacam-se as combinações de cores, texturas, linhas e materiais que dão a sensação que há muita coisa a acontecer mas ao mesmo tempo tudo está em sintonia. Completamente fora do tradicional, estão os manípulos das portas que trazem a pergunta “como é que eu abro isto?” incluída, as saídas de ar e, claro, as famosas “cordas de guitarra” nos compartimentos das portas, que funcionam mesmo! Não menos criativo é o ecrã tátil de 15.6 polegadas que gira para que possa optar entre uma disposição vertical ou horizontal. Maçaneta É no habitáculo que a questão do tempo que vos falava melhor se ilustra. Isto porque a qualidade dos materiais utilizados é razoável e está ao nível da maioria das marcas generalistas a que estamos habituados, porém, tenho algumas questões acerca da durabilidade e resistência dos materiais ao longo dos anos. Além disso, todos estes elementos diferenciadores podem ter efeitos bastante distintos: podem manter-se frescos e divertidos por muito tempo, como também se podem tornar aborrecidos e inúteis numa questão de pouco tempo. (Aqui só entre nós, já pensaram o que seria uma viagem de 2 horas com duas crianças a tocar guitarra nas portas?) Guitarra Factos que não carecem de argumentos passam pela luz natural a bordo fornecido pelo teto panorâmico com abertura elétrica e o conforto dos bancos em pele vegan com um design desportivo. O espaço a bordo é mais do que suficiente para garantir conforto tanto nos bancos dianteiros como traseiros. A bagageira possui 440 litros de capacidade, extensível a mais de 1300 litros uma vez rebatidos os bancos. Experiência de Condução

Apertem os cintos porque estamos prestes a pressionar o “Start” nesta experiência de conduzir o BYD Atto 3. Se tivesse que descrever esta experiência em três palavras escolheria facilmente: conforto, praticidade e eficiência. O Atto3 preenche com distinção os critérios de um elétrico SUV que se preze. A posição de condução alta é presenteada por uma resposta da direção ótima e uma suspensão como poucos elétricos apresentam. Os 204 cavalos de potência e 310 Nm de binário sentem-se sobretudo no modo Sport, ainda que o modo normal seja também ágil e rápido. Para chegar dos 0 aos 100 km/h este modelo precisa de 7.2 segundos, atingindo uma velocidade máxima de 160 km/h. Não são valores impressionantes mas uma condução de dia-a-dia, com a família, não é bem a mesma coisa que uma corrida na pista. Por isso, vamos com calma...

O Atto 3 é equipado com a Blade Battery de 60 kWh, que permite uma autonomia de 420 km (WLTP). E falando em autonomia, é impossível não destacar a eficiência deste SUV. Julgo que foi a primeira vez que, sem esforço nenhum, registei uma média de consumo inferior ao anunciado pela marca. A BYD aponta para 15,6 kWh/100 km mas os meus registos apontam para valores entre os 13.6kWh e os 14.7kWh. Impressionante! BYD Conclusão Final. É uma questão de tempo

É tudo uma questão de tempo. Tempo para a BYD ser reconhecida em Portugal, tempo para os clientes conhecerem o Atto 3, tempo para provar que os carros chineses são tão ou mais válidos do que muitos modelos a que estamos habituados. Por outro lado, poderá ser uma questão de tempo até muitos dos materiais mostrarem desgaste, tempo até alguns elementos deixarem de ser divertidos… Mas isso não acontece com tantas outras marcas que conhecemos?

O preconceito nunca levou a lado nenhum, já a BYD pode levá-lo longe.