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Guia para importar um carro: Passo a passo

Lidámos com a importação de um carro e vamos agora partilhar, passo a passo, todas as fases do processo de importar um carro usado. Desde a escolha do carro, a procura, a negociação, o transporte, o pagamento, a recepção do carro em Portugal, as surpresas, a preparação e a sua legalização

Nuno Poço
Nuno Poço
Guia para importar um carro: Passo a passo

Quem já não se sentiu tentado a importar um carro? Muita gente, claro…quase o mesmo número de pessoas que sentiram receio de o fazer e muitas mais do que as que se dispuseram a iniciar o processo.

Por um lado, a ideia generalizada é a de que um carro importado nos permite ter mais por menos. Podemos ir buscar um carro melhor, investindo menos dinheiro do que num carro comprado em Portugal. Outras vezes nem sequer é uma questão do valor, mas sim da disponibilidade do carro que procuramos. Queremos comprar uma versão especial ou uma combinação de cor exterior, equipamento e estofos que pode não existir em Portugal.

Apesar do potencial das vantagens, os riscos parecem-nos também bastante mais elevados do que uma compra num stand em Portugal e nem sempre sentimos a confiança necessária para darmos início ao processo.

São várias as questões que nos inquietam: onde posso ver os carros? É um site de confiança? Compramos o carro sem ver? E se o carro não existir? Transferimos o dinheiro antes de recebermos o carro… e se o carro não chegar? E se o carro chegar a precisar de uma reparação grande, podemos devolver? E o custo do transporte?

Depois existem ainda outros problemas, menores é certo, mas que são simplesmente ingredientes adicionados para minar a nossa confiança. Como legalizo o carro? Preciso de fazer uma inspeção? Como pago os impostos?

Normalmente, estas dúvidas sugam toda a nossa energia e predisposição e fazem-nos desistir da 'aventura' ainda antes de termos começado.

Galp
Galp
Lidamos com todas as dúvidas e receios de uma importação. Agora partilhamos a nossa experiência, passo a passo.
Guia para importar um carro: Passo a passo

O Carro escolhido

Nós procurávamos um MINI Cabrio, nada de especial. Procurávamos um MINI da primeira geração com uma combinação de cores, preto exterior, estofos em pele castanho no interior. Consultámos sites Portugueses como o Stand Virtual e o Pisca-Pisca e nada. Havia MINI Cabrios, meia dúzia da primeira geração, mas tudo carros com bastante Kms, sem estofos em pele e relativamente caros. Fizemos outras pesquisas e descobrimos depois que havia uma versão especial, a Sidewalk, que tinha esses requisitos e que vinha até com mais equipamento. Por ser uma versão mais limitada, com mais equipamento, talvez mantivesse melhor o valor comercial e podia ser mais interessante. Isso ainda tornava a nossa busca mais difícil.

Era inevitável, tínhamos que alargar a nossa pesquisa a outros mercados.

Que sites devíamos consultar?

Esta foi a primeira decisão a tomar. Escolher uma plataforma com um catálogo vasto, mas principalmente que nos permitisse ter confiança na compra. Estivemos em vários sites, de proveniências diferentes e acabamos por cingir a nossa pesquisa a 2 deles que nos deram confiança suficiente para dizer: ou encontramos o carro num destes ou então não arriscamos importar um carro.

Foram eles o mobile.de e o AutScout24 .

Tanto um como o outro são sites europeus que têm um catálogo de mais de 1 milhão de carros. São plataformas bem construídas, com boa tecnologia, com stands e particulares de vários países. Estes são os sites que aconselharíamos a alguém que pretende pesquisar um carro lá fora.

A nossa pesquisa

Começamos a mexer nos filtros e a refinar a nossa pesquisa. MINI , Cabrio, ano ,kms, cor interior, cor exterior, acabamentos em pele, vendedores profissionais, acabamos com uma lista de carros pequena que podia ser gerida sem dificuldade. Poucos correspondiam à versão Sidewalk

Um dos factores principais da nossa pesquisa foi a consulta por carros vendidos por stands profissionais. Achámos mais seguro do que comprar a um particular. Contactar alguém que podia ser responsável e responsabilizado, que pudesse vender o carro com garantia e que, de facto, precisasse de manter uma ‘ficha’ limpa junto do site de vendas. Era um factor que aumentava a nossa confiança e estávamos dispostos a pagar um pouco mais por carros vendidos por profissionais.

O contacto com o vendedor e o estado da viatura

Como referimos atrás, escolhemos apenas vendedores profissionais, principalmente pela segurança e confiança que essa escolha conferia ao processo.

Entrámos em contacto com 3 vendedores por email e por WhatsApp. Recebemos resposta de 2 deles. Fizemos as perguntas da praxe: qual era o estado da viatura, se o carro tinha danos e precisava de serviço de chapa, pintura ou mecânica. Por fim, pedimos um vídeo do carro, filmando os painéis exteriores e o interior, com o carro a trabalhar, capot aberto para ouvirmos o trabalhar do motor e um vídeo com a capota a abrir e a fechar (que era automática). Chegámos à conclusão que o vídeo com o motor a trabalhar foi essencial. Nestes primeiros contactos, o vendedor pediu-nos um sinal para reservarmos a viatura. Mas antes de fazermos a transferência tinhamos ainda 1 ou 2 diligências para fazer.

Confirmações adicionais com o estado da viatura.

Depois dos contactos iniciais com o vendedor, o que fizemos foi identificar um mecânico com conhecimento da MINI para podermos partilhar o vídeo. Contactamos também uma concessão oficial para perceber se os Kms seriam reais.

Percebemos que o carro estava em bom estado e que tinha feito a assistência em concessionários oficiais até 2 anos antes. Havia um barulho no motor que dava entender que podia precisar de substituir os balanceiros…nesse caso seriam gastos cerca de 400€.

Para além desses contactos fomos confirmar as reviews que o stand tinha no Google e fizemos um pedido de um relatório online num site para perceber se o carro podia ter tido um acidente ou se estava dado como roubado em algum país da UE.

Fizemos algumas pesquisas e optámos pelo site automoli . Colocámos o chassis e …voilá! Percebemos que o carro não tinha acidentes e que não tinha sido dado como roubado. Trata-se de um relatório que tem um custo de cerca de 13€, mas que considerámos um investimento. Existem outros sites que fazem o mesmo serviço, mas este correu bem.

Na nossa opinião estes cuidados são essenciais. Falar com alguém da marca, perceber se o carro tem problemas ou um 'feitio' especial, tentar confirmar o estado e se o carro já teve acidentes são cuidados fundamentais para evitarmos surpresas.

Confirmação de impostos e os documentos para importação.

Estes eram os últimos valores que precisávamos de conhecer antes de decidirmos comprar o carro e pagar o sinal: que impostos pagaria o carro quando chegasse a Portugal e quanto custaria o nosso transporte da Alemanha para cá.

Para percebermos que impostos devíamos pagar na importação, usámos este simulador de ISV. Colocámos dados como a cilindrada, combustível, ano da viatura e emissões de CO2 e percebemos quanto teríamos que pagar de impostos.

Paralelamente, tentámos perceber que documentos teríamos que ter para a legalização do carro em Portugal. Seriam os documentos originais do carro, certificado COC e a fatura.

O transporte da viatura para Portugal

Íamos importar um carro, sem o ver e pedir o transporte para Portugal. Cedo percebemos que havia uma disparidade de preços enorme e também informações inconsistentes acerca da data de chegada do carro. Contactámos alguns stands habituados a estas andanças e avisaram-nos que o carro podia demorar até 30 dias para chegar. Isso não era aceitável para nós.

Fizemos várias consultas e ouvimos quase sempre a mesma coisa, o aumentos dos custos de transporte fez aumentar muito as tarifas. Parecia que estavamos a tratar de um assunto na altura errada...carros caros, transportes caros. Nada corria a nosso favor.

Acabámos por contratar a Gefco. Mais cara que os restantes transportadores, uns bem desconfortáveis 25% a mais. Acabamos por gastar essa verba adicional pela segurança que nos deram na data de transporte. Uma companhia internacional, com vários camiões a circularem pela Europa, colocava-nos o carro em Portugal na semana seguinte ao nosso pedido. Não tinhamos muito tempo e jogávamos pelo seguro, no entanto recomendamos mais paciência nesta procura e negociação.

A negociação e o sinal

Já tinham passado 2 dias desde que o comerciante nos tinha pedido o sinal e tinhamos receio de perder o carro que estava a um bom preço. Estava então na altura de voltar ao contacto, fazer uma contra-proposta e sinalizar.

Enviámos uma mensagem que juntava tudo de uma assentada: o carro tinha um barulho de motor que nos deixava algo desconfortáveis. Voltamos a pedir uma confirmação do estado do carro e fizemos uma contra-propota de menos 500€, próxima do valor de reparação. Pedimos o IBAN.

O comerciante respondeu-nos com o IBAN e com uma redução de apenas 200€ pois tinham mais interessados. Guerra perdida, fizemos uma transferência e enviamos o comprovativo por WhatsApp. Também por mensagem, o stand informou-nos que o carro se encontrava reservado, que retiraria assim o veículo da lista do mobile.de e que aguardava informações acerca do transporte.

Teríamos que fazer o pagamento uns dias antes da data do levantamento. Era necessário que o dinheiro estivesse na conta antes de podermos levantar o carro.

Pagamento do transporte

Com base nessas informações estava na altura de reservar o transporte. A Gefco pediu-nos o pagamento integral do serviço e um documento de autorização de levantamento do carro. Tratamos do pagamento, indicámos os dados para a fatura. Por fim, arranjamos um exemplar (em alemão, neste caso) para a autorização de levantamento do carro. Enviamos uma lista dos documentos a conferir do carro e adicionamos o livro de serviço, que tinhamos visto nas fotos.

Por fim, informámos o stand da data prevista de levantamento e relembrámos os documentos que deveriam acompanhar o carro: Documentos originais, livro de serviço, certificado COC e factura.

Como combinado, efectuamos o pagamento do restante do carro uns dias antes do levantamento.

A recepção do carro, preparação e legalização

Pedimos o transporte para a Autocávado, em Viana do Castelo, que nos ia ajudar com a preparação do carro (pintura e revisão mecânica) e com a legalização.

Relativamente à legalização, não é que o processo seja complexo. Era preciso preencher um modelo 9, ir ao IMTT, ir com o carro à inspecção, pagar os impostos e tratar das coisas na alfândega e depois esperar pela emissão da matricula. Não que não pudessemos tratar do assunto…no entanto, o processo ia fazer-nos perder alguns dias e entendemos que não compensava. Preferimos deixar essa tarefa com profissionais e pagar um valor de 350€ pela legalização, na mesma concessão que nos ia fazer a preparação e a revisão ao carro.

Tudo correu bem com a preparação, excepção feita ao escape, estava todo enferrujado e isso foi um gasto adicional com o qual não contávamos. Um original da MINI custava cerca de 350€ mais IVA.

O sal usado na Alemanha para limpar as estradas com neve, pode provocar uma oxidação prematura de alguns componentes dos carros, neste caso o escape.

Algumas fotos durante a preparação:

MINI durante a preparação I MINI durante a preparação II MINI durante a preparação III

O MINI Cabrio Sidewalk depois de preparado:

Guia para importar um carro: Passo a passo

Lidámos com a importação de um carro e vamos agora partilhar, passo a passo, todas as fases do processo de importar um carro usado. Desde a escolha do carro, a procura, a negociação, o transporte, o pagamento, a recepção do carro em Portugal, as surpresas, a preparação e a sua legalização

Nuno Poço
Nuno Poço
Guia para importar um carro: Passo a passo

Quem já não se sentiu tentado a importar um carro? Muita gente, claro…quase o mesmo número de pessoas que sentiram receio de o fazer e muitas mais do que as que se dispuseram a iniciar o processo.

Por um lado, a ideia generalizada é a de que um carro importado nos permite ter mais por menos. Podemos ir buscar um carro melhor, investindo menos dinheiro do que num carro comprado em Portugal. Outras vezes nem sequer é uma questão do valor, mas sim da disponibilidade do carro que procuramos. Queremos comprar uma versão especial ou uma combinação de cor exterior, equipamento e estofos que pode não existir em Portugal.

Apesar do potencial das vantagens, os riscos parecem-nos também bastante mais elevados do que uma compra num stand em Portugal e nem sempre sentimos a confiança necessária para darmos início ao processo.

São várias as questões que nos inquietam: onde posso ver os carros? É um site de confiança? Compramos o carro sem ver? E se o carro não existir? Transferimos o dinheiro antes de recebermos o carro… e se o carro não chegar? E se o carro chegar a precisar de uma reparação grande, podemos devolver? E o custo do transporte?

Depois existem ainda outros problemas, menores é certo, mas que são simplesmente ingredientes adicionados para minar a nossa confiança. Como legalizo o carro? Preciso de fazer uma inspeção? Como pago os impostos?

Normalmente, estas dúvidas sugam toda a nossa energia e predisposição e fazem-nos desistir da 'aventura' ainda antes de termos começado.

Galp
Galp
Lidamos com todas as dúvidas e receios de uma importação. Agora partilhamos a nossa experiência, passo a passo.
Guia para importar um carro: Passo a passo

O Carro escolhido

Nós procurávamos um MINI Cabrio, nada de especial. Procurávamos um MINI da primeira geração com uma combinação de cores, preto exterior, estofos em pele castanho no interior. Consultámos sites Portugueses como o Stand Virtual e o Pisca-Pisca e nada. Havia MINI Cabrios, meia dúzia da primeira geração, mas tudo carros com bastante Kms, sem estofos em pele e relativamente caros. Fizemos outras pesquisas e descobrimos depois que havia uma versão especial, a Sidewalk, que tinha esses requisitos e que vinha até com mais equipamento. Por ser uma versão mais limitada, com mais equipamento, talvez mantivesse melhor o valor comercial e podia ser mais interessante. Isso ainda tornava a nossa busca mais difícil.

Era inevitável, tínhamos que alargar a nossa pesquisa a outros mercados.

Que sites devíamos consultar?

Esta foi a primeira decisão a tomar. Escolher uma plataforma com um catálogo vasto, mas principalmente que nos permitisse ter confiança na compra. Estivemos em vários sites, de proveniências diferentes e acabamos por cingir a nossa pesquisa a 2 deles que nos deram confiança suficiente para dizer: ou encontramos o carro num destes ou então não arriscamos importar um carro.

Foram eles o mobile.de e o AutScout24 .

Tanto um como o outro são sites europeus que têm um catálogo de mais de 1 milhão de carros. São plataformas bem construídas, com boa tecnologia, com stands e particulares de vários países. Estes são os sites que aconselharíamos a alguém que pretende pesquisar um carro lá fora.

A nossa pesquisa

Começamos a mexer nos filtros e a refinar a nossa pesquisa. MINI , Cabrio, ano ,kms, cor interior, cor exterior, acabamentos em pele, vendedores profissionais, acabamos com uma lista de carros pequena que podia ser gerida sem dificuldade. Poucos correspondiam à versão Sidewalk

Um dos factores principais da nossa pesquisa foi a consulta por carros vendidos por stands profissionais. Achámos mais seguro do que comprar a um particular. Contactar alguém que podia ser responsável e responsabilizado, que pudesse vender o carro com garantia e que, de facto, precisasse de manter uma ‘ficha’ limpa junto do site de vendas. Era um factor que aumentava a nossa confiança e estávamos dispostos a pagar um pouco mais por carros vendidos por profissionais.

O contacto com o vendedor e o estado da viatura

Como referimos atrás, escolhemos apenas vendedores profissionais, principalmente pela segurança e confiança que essa escolha conferia ao processo.

Entrámos em contacto com 3 vendedores por email e por WhatsApp. Recebemos resposta de 2 deles. Fizemos as perguntas da praxe: qual era o estado da viatura, se o carro tinha danos e precisava de serviço de chapa, pintura ou mecânica. Por fim, pedimos um vídeo do carro, filmando os painéis exteriores e o interior, com o carro a trabalhar, capot aberto para ouvirmos o trabalhar do motor e um vídeo com a capota a abrir e a fechar (que era automática). Chegámos à conclusão que o vídeo com o motor a trabalhar foi essencial. Nestes primeiros contactos, o vendedor pediu-nos um sinal para reservarmos a viatura. Mas antes de fazermos a transferência tinhamos ainda 1 ou 2 diligências para fazer.

Confirmações adicionais com o estado da viatura.

Depois dos contactos iniciais com o vendedor, o que fizemos foi identificar um mecânico com conhecimento da MINI para podermos partilhar o vídeo. Contactamos também uma concessão oficial para perceber se os Kms seriam reais.

Percebemos que o carro estava em bom estado e que tinha feito a assistência em concessionários oficiais até 2 anos antes. Havia um barulho no motor que dava entender que podia precisar de substituir os balanceiros…nesse caso seriam gastos cerca de 400€.

Para além desses contactos fomos confirmar as reviews que o stand tinha no Google e fizemos um pedido de um relatório online num site para perceber se o carro podia ter tido um acidente ou se estava dado como roubado em algum país da UE.

Fizemos algumas pesquisas e optámos pelo site automoli . Colocámos o chassis e …voilá! Percebemos que o carro não tinha acidentes e que não tinha sido dado como roubado. Trata-se de um relatório que tem um custo de cerca de 13€, mas que considerámos um investimento. Existem outros sites que fazem o mesmo serviço, mas este correu bem.

Na nossa opinião estes cuidados são essenciais. Falar com alguém da marca, perceber se o carro tem problemas ou um 'feitio' especial, tentar confirmar o estado e se o carro já teve acidentes são cuidados fundamentais para evitarmos surpresas.

Confirmação de impostos e os documentos para importação.

Estes eram os últimos valores que precisávamos de conhecer antes de decidirmos comprar o carro e pagar o sinal: que impostos pagaria o carro quando chegasse a Portugal e quanto custaria o nosso transporte da Alemanha para cá.

Para percebermos que impostos devíamos pagar na importação, usámos este simulador de ISV. Colocámos dados como a cilindrada, combustível, ano da viatura e emissões de CO2 e percebemos quanto teríamos que pagar de impostos.

Paralelamente, tentámos perceber que documentos teríamos que ter para a legalização do carro em Portugal. Seriam os documentos originais do carro, certificado COC e a fatura.

O transporte da viatura para Portugal

Íamos importar um carro, sem o ver e pedir o transporte para Portugal. Cedo percebemos que havia uma disparidade de preços enorme e também informações inconsistentes acerca da data de chegada do carro. Contactámos alguns stands habituados a estas andanças e avisaram-nos que o carro podia demorar até 30 dias para chegar. Isso não era aceitável para nós.

Fizemos várias consultas e ouvimos quase sempre a mesma coisa, o aumentos dos custos de transporte fez aumentar muito as tarifas. Parecia que estavamos a tratar de um assunto na altura errada...carros caros, transportes caros. Nada corria a nosso favor.

Acabámos por contratar a Gefco. Mais cara que os restantes transportadores, uns bem desconfortáveis 25% a mais. Acabamos por gastar essa verba adicional pela segurança que nos deram na data de transporte. Uma companhia internacional, com vários camiões a circularem pela Europa, colocava-nos o carro em Portugal na semana seguinte ao nosso pedido. Não tinhamos muito tempo e jogávamos pelo seguro, no entanto recomendamos mais paciência nesta procura e negociação.

A negociação e o sinal

Já tinham passado 2 dias desde que o comerciante nos tinha pedido o sinal e tinhamos receio de perder o carro que estava a um bom preço. Estava então na altura de voltar ao contacto, fazer uma contra-proposta e sinalizar.

Enviámos uma mensagem que juntava tudo de uma assentada: o carro tinha um barulho de motor que nos deixava algo desconfortáveis. Voltamos a pedir uma confirmação do estado do carro e fizemos uma contra-propota de menos 500€, próxima do valor de reparação. Pedimos o IBAN.

O comerciante respondeu-nos com o IBAN e com uma redução de apenas 200€ pois tinham mais interessados. Guerra perdida, fizemos uma transferência e enviamos o comprovativo por WhatsApp. Também por mensagem, o stand informou-nos que o carro se encontrava reservado, que retiraria assim o veículo da lista do mobile.de e que aguardava informações acerca do transporte.

Teríamos que fazer o pagamento uns dias antes da data do levantamento. Era necessário que o dinheiro estivesse na conta antes de podermos levantar o carro.

Pagamento do transporte

Com base nessas informações estava na altura de reservar o transporte. A Gefco pediu-nos o pagamento integral do serviço e um documento de autorização de levantamento do carro. Tratamos do pagamento, indicámos os dados para a fatura. Por fim, arranjamos um exemplar (em alemão, neste caso) para a autorização de levantamento do carro. Enviamos uma lista dos documentos a conferir do carro e adicionamos o livro de serviço, que tinhamos visto nas fotos.

Por fim, informámos o stand da data prevista de levantamento e relembrámos os documentos que deveriam acompanhar o carro: Documentos originais, livro de serviço, certificado COC e factura.

Como combinado, efectuamos o pagamento do restante do carro uns dias antes do levantamento.

A recepção do carro, preparação e legalização

Pedimos o transporte para a Autocávado, em Viana do Castelo, que nos ia ajudar com a preparação do carro (pintura e revisão mecânica) e com a legalização.

Relativamente à legalização, não é que o processo seja complexo. Era preciso preencher um modelo 9, ir ao IMTT, ir com o carro à inspecção, pagar os impostos e tratar das coisas na alfândega e depois esperar pela emissão da matricula. Não que não pudessemos tratar do assunto…no entanto, o processo ia fazer-nos perder alguns dias e entendemos que não compensava. Preferimos deixar essa tarefa com profissionais e pagar um valor de 350€ pela legalização, na mesma concessão que nos ia fazer a preparação e a revisão ao carro.

Tudo correu bem com a preparação, excepção feita ao escape, estava todo enferrujado e isso foi um gasto adicional com o qual não contávamos. Um original da MINI custava cerca de 350€ mais IVA.

O sal usado na Alemanha para limpar as estradas com neve, pode provocar uma oxidação prematura de alguns componentes dos carros, neste caso o escape.

Algumas fotos durante a preparação:

MINI durante a preparação I MINI durante a preparação II MINI durante a preparação III

O MINI Cabrio Sidewalk depois de preparado: