Para quê passear de carro quando o pode fazer de balão?
Uma cápsula com balão a hidrogénio verde, Spacechip Netpune. Parece mentira, mas esta é uma proposta de turismo espacial isento de CO2 com vista panorâmica em 360˚ e interior luxuoso.

A primeira ida ao espaço por um português, Mário Ferreira, fez surgir a temática do turismo espacial. Recentemente e, neste contexto, surge a Spacechip Netpune que, em vez de potentes propulsores, usa um balão para entrar em órbita e é movida a hidrogénio verde.
Logo após a apresentação, esta cápsula já se encontra em produção pela empresa Space Perspective que pretende dar vida ao conceito de turismo espacial. O seu design, a configuração interior bem como a forma como foi concebida deixam qualquer um surpreendido.
A Spacechip Netpune consiste numa cápsula esférica, com uma zona inferior cónica desenhada para assegurar uma aterragem suave e segura no oceano, após a viagem programada de seis hora pelo espaço. A borod da cápsula, poderá ter uma vista sobre a paisagem panorâmica em 360˚ através da enorme superfície em vidro que simula a configuração do capacete de um astronauta.
No interior o luxo é indiscreto. Além disso, existe um espaço amplo que permite liberdade de movimentos para até oito turistas espaciais e um piloto profissional. A Space Perspective afirma que a cabine pressurizada com sistema de climatização assegura o máximo conforto ao manter a temperatura estável, apesar das enormes variações a que a superfície exterior da cápsula está sujeita.
Ainda no interior, podemo-nos sentar em poltronas iluminadas por luz ambiente e envolvidas com uma decoração abastada em plantas e ervas aromáticas como manjericão e alecrim que podem ser usadas na preparação de comidas e bebidas. O Spacechip Netpune possui até um bar para quem estiver disposto a pagar mais de 123 mil euros para ver a Terra a partir do espaço.
A impulsão de todo o conjunto para a órbita terrestre é assegurada pelo SpaceBalloon, o qual está permanentemente acoplado à cápsula, até mesmo no percurso de regresso à terra. Consiste num balão de grandes dimensões, alimentado por hidrogénio obtido a partir de fontes renováveis e por isso não emite CO2.
A Space Perspective está a desenvolver diversos testes com a colaboração da Siemens e anuncia que os voos terão início no final de 2024.






