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Asas de Gaivota “Gullwings“. A História e principais modelos

Conheça a história das asas de gaivota e os emblemáticos modelos automóveis que as adotaram.

Rui Oliveira
Rui Oliveira
Asas de Gaivota “Gullwings“. A História e principais modelos

No início dos anos 50 a Mercedes desenvolveu um modelo para competição que se revelaria imbatível, quer em rapidez quer em resistência. As vitórias em 1952 em Nürburgring e em Le Mans, foram o prenúncio de uma história de sucesso do Mercedes W194, que está na origem do mítico W198, que o mercado conheceu como 300 SL Gullwing.

A designação SL é a abreviatura em alemão para super leve “super leicht “ enquanto que a expressão Gullwing era alusiva ao sistema de abertura das portas a fazer lembrar uma gaivota. A característica mais marcante era sem dúvida a bizarra e ousada abertura das portas. Para além das comprovadas capacidades dinâmicas que lhe garantiram múltiplos títulos, o seu estilo diferenciado, foi decisivo para o tornar num dos maiores ícones da indústria automóvel.

Na verdade , foi um golpe de sorte que teve origem num chassis revolucionário, idealizado para as pistas, onde uma aerodinâmica aprimorada para os anos 50 ( cx 0,38 ) e uma preocupação extrema com o peso , resultaram num chassis que não tinha espaço para portas convencionais. A solução de recurso viria a revelar-se tão assertiva, que o tornou no modelo mais famoso da marca até aos dias de hoje. Chegou ao mercado com um motor de seis cilindros, de 3 litros de capacidade que debitava 225cv as 5.800 rpm e disponibilizava um binário de 274 nm as 4.600 rpm.

A tração era feita exclusivamente às rodas traseiras , com uma caixa manual de apenas quatro velocidades. A sua comercialização começou nos EUA, com a apresentação no International Motor Sports Show em Nova Iorque no ano de 1954. Maximilian Hoffman, um reputado importador americano, convenceu a Mercedes que o mercado dos EUA estava pronto para receber o primeiro Mercedes desportivo.

Foram produzidas 1400 unidades, com o mercado americano em destaque com mais de 80% das vendas. A Mercedes produziu ainda 29 unidades em alumínio, 300 SL Gullwing Alloy, com o objectivo de satisfazer Pilotos privados, que para além do baixo peso ,tinham a possibilidade de equipar o SL Gullwing com três tipos de diferenciais , que na versão mais longa permitia atingir os 290 Km/h. Era o carro mais rápido do mundo naquela altura. Das 29 unidades produzidas em alumínio, as poucas que ainda existem podem atingir valores entre os 7 a 10 milhões de euros.

Há gaivotas e GAIVOTAS!

DeLorean DMC-12

Estrela do filme “ Back To the future “, o DeLorean DMC-12 foi produzido no início dos anos 80 e tinha preços a partir de 25.000 dólares. Era um seis cilindros montado na traseira, com 2,8 litros de capacidade que debitava 132 cv . Atingia os 209 km/h e acelerava de 0 a 100 em 9,8s. Podia ser equipado com caixa manual de cinco velocidades ou automática de apenas 3 relações, sempre com tração traseira. Foi produzido apenas durante dois anos e nunca foi um sucesso de vendas. Atualmente é apreciado por alguns colecionadores.

Gumpert Apollo

Era o super carro da marca alemã Apollo Automobil que nasceu no início do século pelas mãos de Roland Guampert, um antigo funcionário da Audi. Produzido a partir de 2005 , teve em 2008 o seu ponto alto quando bateu o Pagani Zonda e o Bugatti Veyron no circuito de testes da Top Gear. No ano seguinte conquistou o título de carro de série mais rápido em Nürburgring, com uma volta em 7.11’57s. Viria a ser destronado pela versão Super Sport que a Bugatti entretanto lançou. Problemas financeiros da Apollo Automobil ditaram o seu fim em 2013.

Tinha um motor de oito cilindros de origem Audi , com 4,2 litros de capacidade que debitava uns impressionantes 650cv de potência transmitidos ás rodas traseiras. A caixa era manual de seis velocidades. Atingia os 360 Km/h e acelerava de 0 a 100 em apenas 3 segundos.

Bricklin SV-1

No ano de 1974, o excêntrico bilionário norte americano Malcolm Bricklin, apresentava ao mercado aquele que viria a ser considerado um dos maiores fiascos da indústria automóvel. O Bricklin SV-1 foi produzido no Canadá entre 1974 e 1976. A designação SV-1 significava “ Safety Vehicle One “. Vinha equipado com Roll Bar e um sistema de dissipação de energia Airbump. O motor de origem AMC, com 5,8 litros de capacidade, debitava 220 cv transmitidos ás rodas traseiras. Tinha uma caixa manual de quarto velocidades ou automática de três relações. No ano seguinte foi equipado com um motor de origem Ford de 5,7 litros. Teve vida curta e nunca justificou o elevado investimento no projeto. A empresa viria a falir com o acumular de dívidas ao governo da província canadiana de New Brunswick, que tinha apoiado o projecto desde início.

Pagani Huayra

É o sucessor do mítico Pagani Zonda. A marca italiana apresentou-o em 2011 e mantém-se no ativo até hoje. É um supercarro com performances arrasadoras. Quando apareceu, montava um imponente V12 desenvolvido especialmente pela divisão de alta performance da Mercedes, a AMG. Era um bi-turbo com 6 litros de capacidade que atingia os 700cv de potência a umas impressionantes 7.500 rpm. O binário máximo de 710 nm era atingido as 5.700 rpm. A caixa era sequencial de sete velocidades. Prestações? 370 km/h de velocidade máxima e menos de 3s para atingir os 100 km/h. Custava no seu lançamento em 2011 mais de 1 milhão de euros.

Asas de Gaivota “Gullwings“. A História e principais modelos

Conheça a história das asas de gaivota e os emblemáticos modelos automóveis que as adotaram.

Rui Oliveira
Rui Oliveira
Asas de Gaivota “Gullwings“. A História e principais modelos

No início dos anos 50 a Mercedes desenvolveu um modelo para competição que se revelaria imbatível, quer em rapidez quer em resistência. As vitórias em 1952 em Nürburgring e em Le Mans, foram o prenúncio de uma história de sucesso do Mercedes W194, que está na origem do mítico W198, que o mercado conheceu como 300 SL Gullwing.

A designação SL é a abreviatura em alemão para super leve “super leicht “ enquanto que a expressão Gullwing era alusiva ao sistema de abertura das portas a fazer lembrar uma gaivota. A característica mais marcante era sem dúvida a bizarra e ousada abertura das portas. Para além das comprovadas capacidades dinâmicas que lhe garantiram múltiplos títulos, o seu estilo diferenciado, foi decisivo para o tornar num dos maiores ícones da indústria automóvel.

Na verdade , foi um golpe de sorte que teve origem num chassis revolucionário, idealizado para as pistas, onde uma aerodinâmica aprimorada para os anos 50 ( cx 0,38 ) e uma preocupação extrema com o peso , resultaram num chassis que não tinha espaço para portas convencionais. A solução de recurso viria a revelar-se tão assertiva, que o tornou no modelo mais famoso da marca até aos dias de hoje. Chegou ao mercado com um motor de seis cilindros, de 3 litros de capacidade que debitava 225cv as 5.800 rpm e disponibilizava um binário de 274 nm as 4.600 rpm.

A tração era feita exclusivamente às rodas traseiras , com uma caixa manual de apenas quatro velocidades. A sua comercialização começou nos EUA, com a apresentação no International Motor Sports Show em Nova Iorque no ano de 1954. Maximilian Hoffman, um reputado importador americano, convenceu a Mercedes que o mercado dos EUA estava pronto para receber o primeiro Mercedes desportivo.

Foram produzidas 1400 unidades, com o mercado americano em destaque com mais de 80% das vendas. A Mercedes produziu ainda 29 unidades em alumínio, 300 SL Gullwing Alloy, com o objectivo de satisfazer Pilotos privados, que para além do baixo peso ,tinham a possibilidade de equipar o SL Gullwing com três tipos de diferenciais , que na versão mais longa permitia atingir os 290 Km/h. Era o carro mais rápido do mundo naquela altura. Das 29 unidades produzidas em alumínio, as poucas que ainda existem podem atingir valores entre os 7 a 10 milhões de euros.

Há gaivotas e GAIVOTAS!

Galp
Galp
Outros modelos Gullwings.

DeLorean DMC-12

Estrela do filme “ Back To the future “, o DeLorean DMC-12 foi produzido no início dos anos 80 e tinha preços a partir de 25.000 dólares. Era um seis cilindros montado na traseira, com 2,8 litros de capacidade que debitava 132 cv . Atingia os 209 km/h e acelerava de 0 a 100 em 9,8s. Podia ser equipado com caixa manual de cinco velocidades ou automática de apenas 3 relações, sempre com tração traseira. Foi produzido apenas durante dois anos e nunca foi um sucesso de vendas. Atualmente é apreciado por alguns colecionadores.

Gumpert Apollo

Era o super carro da marca alemã Apollo Automobil que nasceu no início do século pelas mãos de Roland Guampert, um antigo funcionário da Audi. Produzido a partir de 2005 , teve em 2008 o seu ponto alto quando bateu o Pagani Zonda e o Bugatti Veyron no circuito de testes da Top Gear. No ano seguinte conquistou o título de carro de série mais rápido em Nürburgring, com uma volta em 7.11’57s. Viria a ser destronado pela versão Super Sport que a Bugatti entretanto lançou. Problemas financeiros da Apollo Automobil ditaram o seu fim em 2013.

Tinha um motor de oito cilindros de origem Audi , com 4,2 litros de capacidade que debitava uns impressionantes 650cv de potência transmitidos ás rodas traseiras. A caixa era manual de seis velocidades. Atingia os 360 Km/h e acelerava de 0 a 100 em apenas 3 segundos.

Bricklin SV-1

No ano de 1974, o excêntrico bilionário norte americano Malcolm Bricklin, apresentava ao mercado aquele que viria a ser considerado um dos maiores fiascos da indústria automóvel. O Bricklin SV-1 foi produzido no Canadá entre 1974 e 1976. A designação SV-1 significava “ Safety Vehicle One “. Vinha equipado com Roll Bar e um sistema de dissipação de energia Airbump. O motor de origem AMC, com 5,8 litros de capacidade, debitava 220 cv transmitidos ás rodas traseiras. Tinha uma caixa manual de quarto velocidades ou automática de três relações. No ano seguinte foi equipado com um motor de origem Ford de 5,7 litros. Teve vida curta e nunca justificou o elevado investimento no projeto. A empresa viria a falir com o acumular de dívidas ao governo da província canadiana de New Brunswick, que tinha apoiado o projecto desde início.

Pagani Huayra

É o sucessor do mítico Pagani Zonda. A marca italiana apresentou-o em 2011 e mantém-se no ativo até hoje. É um supercarro com performances arrasadoras. Quando apareceu, montava um imponente V12 desenvolvido especialmente pela divisão de alta performance da Mercedes, a AMG. Era um bi-turbo com 6 litros de capacidade que atingia os 700cv de potência a umas impressionantes 7.500 rpm. O binário máximo de 710 nm era atingido as 5.700 rpm. A caixa era sequencial de sete velocidades. Prestações? 370 km/h de velocidade máxima e menos de 3s para atingir os 100 km/h. Custava no seu lançamento em 2011 mais de 1 milhão de euros.