Super-desportivos em vias de extinção? A análise do patrão da Koenigsegg, a marca Sueca de hiper-carros
É uma consideração que já toda a gente fez, pelo menos toda a gente que gosta de carros e de conduzir e que cresceu a gostar de mecânica e de performance: O que se vai passar com os super-desportivos quando todos os carros forem elétricos?

Vamos esquecer por momentos toda aquela questão muito racional de que os elétricos são mais eficientes, mais amigos do ambiente e que praticamente não haverá espaço para os motores de combustão interna. Esquecendo isso…
Que espaço vai haver para os super desportivos ou para os hiper-carros?
Um familiar de grandes dimensões como o Tesla S já é capaz de fazer cerca de 2,1 segundos até aos 100 kmh e de bater os 320 Kmh em velocidade de ponta. Ao nível de um hiper-carro.
Adicionalmente, uma das críticas que mais se ouve é a de que os carros elétricos são todos muito parecidos, muito monocórdicos, não só no som, como na arquitetura da solução, nos problemas e nas limitações.
Qual o espaço para as marcas de topo ou, mais preocupante ainda, qual o espaço para um hiper-carro.
É precisamente essa a situação vivida pela Koenigsegg, uma marca que só faz super-carros que custam alguns milhões de Euros. Foi exatamente este assunto que foi abordado por Christian Von Koenigsegg, que esteve à conversa com o nosso colega Vijay Pattni, editor da Top Gear (link abaixo para a entrevista original).
Christian vai mais longe e dá o exemplo do Gemera : ‘Nós vamos construir motores e inversores… isso é algo que deves fazer se tiveres essa possibilidade mas isso não é suficientemente diferenciador.’
De acordo com o Christian Koenigsegg, um hiper-carro elétrico ‘radical’ precisa de adicionar mais qualquer coisa ao conjunto para além de aceleração e velocidade, uma vez que isso já é oferecido pela maior parte dos carros elétricos familiares de topo.
Ele aborda precisamente o conjunto de dificuldades na concepção de um VE da marca Koenigsegg: ‘É o principal desafio para todas as marcas que produzem carros desportivos ‘radicais’. Acho que ainda ninguém tem a solução certa. Não se consegue ainda uma diferenciação clara para um Tesla Model S Plaid ou um Porsche Taycan Turbo. Eles estão muito próximos em performance e range de um hiper desportivo e isso causa-nos desconforto. Precisamos encontrar um motivo para existirmos, especificações ou funções com propósito…’
Christian vai mais longe e dá o exemplo do Gemera : ‘Nós vamos construir motores e inversores… isso é algo que deves fazer se tiveres essa possibilidade mas isso não é suficientemente diferenciador.’
Ainda está por chegar uma solução viável que permite diferenciar verdadeiramente um hiper-desportivo elétrico de um elétrico mais convencional. Algo que seja exclusivo o suficiente para justificar os milhões que custam estes carros….







