Tribunal condena Tesla por incêndio de um Model S após acidente
Nos Estados Unidos, a Tesla foi condenada a indemnizar em mais de 10 milhões de euros a família da vítima de um acidente provocado pelo Tesla Model S, em 2018.

O acidente em questão aconteceu em 2018 e não, não se deve à condução autónoma o mas sim a uma condução imprudente por parte do condutor do Model S. O jovem de 18 anos conduzia o elétrico dos pais numa estrada limitada a 50 km/h quando perdeu o controlo do carro durante uma ultrapassagem e acabou por embater contra uma parede por duas vezes.
O jovem circulava a 187 km/h e o piloto automático não foi acionado. No embate o passageiro do banco de trás foi arremesado enquanto o carro incendiou devido à magnitude da colisão.
As famílias acabaram por processar a Tesla, separadamente.
O veredito da acusação acabou por chegar e a Tesla foi condenada a pagar cerca de 10 milhões de euros aos pais das vítimas por danos.
Isto porque os pais já teriam solicitado ao serviço técnico uma limitação da velocidade do carro aos 137 km/h, o que ainda é superior ao limite imposto pelas regras de trânsito. Após terem sido alteradas configurações e feitas atualizações pela marca, o limitador de velocidade acabou por ser desativado.
Os proprietários do veículo nunca chegaram a ser avisados desta desativação do limitador e, por isso, tornam este um dos argumentos para a condenação da Tesla . O que eles não sabiam é que foi o próprio filho que solicitou a remoção do limitador, aproveitando uma manutenção.
O segundo argumento dos pais é o facto das baterias serem propícias a incêndios. Acontece que é bastante provável ocorrer um incêndio em embates desta dimensão, já que as baterias não são projetadas para suportar colisões a estas velocidades.
No entanto, a família da vítima considerm que as baterias teriam defeito e não possuiam todos os avanços técnicos possíveis contra incêndio.
De fato, a responsabilidade da Tesla por negligência foi fixada em 1%, sendo 90% da culpa do condutor, Barrett Riley, e do seu pai em 9%. Apesar de 99% da culpa ser atribuída tanto ao pai por não controlar seu filho, quanto ao filho, por conduzir a alta velocidade numa área urbana, a Tesla tem que indenizá-los. Indeminização essa apenas com base na remoção do limitador de velocidade, não pelas baterias.




