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Lembram-se do volante do KITT, o Pontiac Transam da série de ‘O Justiceiro’? Designam-se por ‘Yoke’ e ameaçam tornar-se uma tendência.

Na série americana, um Pontiac Transam de 1982 que usava inteligência artificial e que usava um ‘volante de avião’, que era o que dizíamos quando a série passou em Portugal.

Nuno Poço
Nuno Poço
Lembram-se do volante do KITT, o Pontiac Transam da série de ‘O Justiceiro’? Designam-se por ‘Yoke’ e ameaçam tornar-se uma tendência.

A primeira curiosidade do tema relaciona-se com a designação em Inglês. “Yoke” em português significa jugo ou canga, aquele arnês, feito de madeira, que é preso ao pescoço de uma junta de bois para puxarem uma carroça ou um arado.

Este formato não é propriamente novo, uma vez que a aeronáutica usa ‘manches’ tipo “Yoke” em modelos de aviões que foram projetados antes dos anos 30 do século passado, há praticamente 100 anos.

Na indústria automóvel, há também alguns exemplos de modelos que usaram com maior ou menor sucesso o formato de ‘manche’, mas talvez o exemplo mais bem conseguido não seja o da indústria automóvel, mas sim o que vimos no KITT, um Pontiac Transam de 1982 que usava inteligência artificial e que usava um ‘volante de avião’, que era o que dizíamos quando a série passou em portugal.

Tem sido também usado em competição, por exemplo, na Fórmula 1, em que os carros precisam de uma direção direta e não fazem, normalmente, manobras a baixa-velocidade.

Há pelo menos um hypercarro de produção que dispõe de um volante tipo ‘manche’. É o Hennessey Venom F5, de produção americana. Custa cerca de 2,5 milhões de euros e o volante é um ‘yoke’ que funciona como um carro de corrida.

Galp
Galp
As reviews feitas ao Model S demonstram que a solução não é perfeita
Lembram-se do volante do KITT, o Pontiac Transam da série de ‘O Justiceiro’? Designam-se por ‘Yoke’ e ameaçam tornar-se uma tendência.

Agora a solução foi também apresentada pela Tesla e o volante vai estar disponível no Tesla Model S e no Model X. As reviews feitas ao Model S demonstram que a solução não é perfeita, principalmente numa utilização citadina em que é necessário fazer manobras. De facto, a ‘manche’ não tem uma ergonomia adequada a manobras ‘apertadas’ como inversões de marcha ou passagens em cruzamentos.

Para além da Tesla , a BMW também já registou um volante ‘Yoke’. Por outro lado, a Toyota e a Lexus vão apresentar modelos que vão usar este tipo de volante, como o Lexus RZ que será lançado em 2023.

Ao contrário da Tesla , a Toyota promete resolver o assunto e limitar a rotação do volante nas manobras a baixa velocidade, fazendo uso do sistema steer-by-wire. Nesse caso, o sistema faz a gestão dos ângulos da viragem do volante dependendo da velocidade.

Conclusão Num primeiro momento, diríamos que o volante tipo ‘manche’ faz pouco sentido numa utilização diária.

As marcas parecem insistir no facto deste tipo de solução facilitar a transição para a condução autónoma e estão dispostas a mudar o tipo de direção para um sistema de ‘steer-by-wire’, que permite remover a coluna. O movimento de direção é interpretado por software, com base noutros fatores como a velocidade ou o tipo de piso, para determinar o ângulo de viragem.

Lembram-se do volante do KITT, o Pontiac Transam da série de ‘O Justiceiro’? Designam-se por ‘Yoke’ e ameaçam tornar-se uma tendência.

Na série americana, um Pontiac Transam de 1982 que usava inteligência artificial e que usava um ‘volante de avião’, que era o que dizíamos quando a série passou em Portugal.

Nuno Poço
Nuno Poço
Lembram-se do volante do KITT, o Pontiac Transam da série de ‘O Justiceiro’? Designam-se por ‘Yoke’ e ameaçam tornar-se uma tendência.

A primeira curiosidade do tema relaciona-se com a designação em Inglês. “Yoke” em português significa jugo ou canga, aquele arnês, feito de madeira, que é preso ao pescoço de uma junta de bois para puxarem uma carroça ou um arado.

Este formato não é propriamente novo, uma vez que a aeronáutica usa ‘manches’ tipo “Yoke” em modelos de aviões que foram projetados antes dos anos 30 do século passado, há praticamente 100 anos.

Na indústria automóvel, há também alguns exemplos de modelos que usaram com maior ou menor sucesso o formato de ‘manche’, mas talvez o exemplo mais bem conseguido não seja o da indústria automóvel, mas sim o que vimos no KITT, um Pontiac Transam de 1982 que usava inteligência artificial e que usava um ‘volante de avião’, que era o que dizíamos quando a série passou em portugal.

Tem sido também usado em competição, por exemplo, na Fórmula 1, em que os carros precisam de uma direção direta e não fazem, normalmente, manobras a baixa-velocidade.

Há pelo menos um hypercarro de produção que dispõe de um volante tipo ‘manche’. É o Hennessey Venom F5, de produção americana. Custa cerca de 2,5 milhões de euros e o volante é um ‘yoke’ que funciona como um carro de corrida.

Galp
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As reviews feitas ao Model S demonstram que a solução não é perfeita
Lembram-se do volante do KITT, o Pontiac Transam da série de ‘O Justiceiro’? Designam-se por ‘Yoke’ e ameaçam tornar-se uma tendência.

Agora a solução foi também apresentada pela Tesla e o volante vai estar disponível no Tesla Model S e no Model X. As reviews feitas ao Model S demonstram que a solução não é perfeita, principalmente numa utilização citadina em que é necessário fazer manobras. De facto, a ‘manche’ não tem uma ergonomia adequada a manobras ‘apertadas’ como inversões de marcha ou passagens em cruzamentos.

Para além da Tesla , a BMW também já registou um volante ‘Yoke’. Por outro lado, a Toyota e a Lexus vão apresentar modelos que vão usar este tipo de volante, como o Lexus RZ que será lançado em 2023.

Ao contrário da Tesla , a Toyota promete resolver o assunto e limitar a rotação do volante nas manobras a baixa velocidade, fazendo uso do sistema steer-by-wire. Nesse caso, o sistema faz a gestão dos ângulos da viragem do volante dependendo da velocidade.

Conclusão Num primeiro momento, diríamos que o volante tipo ‘manche’ faz pouco sentido numa utilização diária.

As marcas parecem insistir no facto deste tipo de solução facilitar a transição para a condução autónoma e estão dispostas a mudar o tipo de direção para um sistema de ‘steer-by-wire’, que permite remover a coluna. O movimento de direção é interpretado por software, com base noutros fatores como a velocidade ou o tipo de piso, para determinar o ângulo de viragem.