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Porque é que Portugal se opõe à lei dos elétricos na Europa até 2035?

Mas afinal porque é que Portugal se opõe à lei do término dos motores a combustão na Europa até 2035? Veja o que fez o país voltar atrás.

Catarina Resende
Catarina Resende
Porque é que Portugal se opõe à lei dos elétricos na Europa até 2035?

A União Europeia está a preparar-se para proibir a venda de carros novos a gasolina e diesel a partir de 2035. Todos os países integrantes pareciam concordar, pelo menos até há breves semanas.

Portugal, Itália, Eslováquia, Bulgária e Roménia repensaram a sua posição em relação a esta lei e pediram um adiamento de cinco anos para a concretização da mesma.

Para sustentar este pedido, estes países apontam para as diferenças significativas no poder de compra enter os países da União Europeia.

Os cinco países citados propõem uma redução de 100% nas emissões apenas em 2040, e 90% em 2035 no caso dos automóveis ligeiros de passageiros.

Também a Alemanha demonstrou a sua intenção de votar contra a proposta no próximo Conselho de Ministros do Meio Ambiente da União Europeia. Caso a decisão da Alemanha tivesse também sido considerada, a posição de bloqueio desses países poderia até determinar o fracasso da ambição de proibir a venda de carros a combustão a partir de 2035, que é um eixo do Pacto Ecológico Europeu.

A associação ambientalista afirma que Portugal se posicionou na retaguarda da descarbonização do setor dos transportes rodoviários, que é responsável desde 2019 por 28% das emissões de gases poluentes no país (Fonte: APA).

A Associação Automóvel de Portugal acredita que esta questão deverá ser retomada em 2028, numa altura em que será feito um relatório de estado sobre o estado da rede de abastecimento bem como das várias soluções tecnológicas.

Os países que se opõem a esta lei, solicitaram períodos de transição adequados e personalizados para a realidade socio-economica de cada país. Além disso, citaram inúmeras variações na compra de energia entre países da União Europeia.

Esta objeção acabou por não ter qualquer impacto na decisão. Após mais de 16 horas de negociações, os 27 membros da UE chegaram a um acordo comum na manhã de quarta-feira sobre o projeto de lei destinado a reduzir os gases de efeito estufa da UE em pelo menos 55 por cento em 2030 em comparação com 1990, em vez de 40 por cento previamente acordado.

Porque é que Portugal se opõe à lei dos elétricos na Europa até 2035?

Mas afinal porque é que Portugal se opõe à lei do término dos motores a combustão na Europa até 2035? Veja o que fez o país voltar atrás.

Catarina Resende
Catarina Resende
Porque é que Portugal se opõe à lei dos elétricos na Europa até 2035?

A União Europeia está a preparar-se para proibir a venda de carros novos a gasolina e diesel a partir de 2035. Todos os países integrantes pareciam concordar, pelo menos até há breves semanas.

Portugal, Itália, Eslováquia, Bulgária e Roménia repensaram a sua posição em relação a esta lei e pediram um adiamento de cinco anos para a concretização da mesma.

Para sustentar este pedido, estes países apontam para as diferenças significativas no poder de compra enter os países da União Europeia.

Os cinco países citados propõem uma redução de 100% nas emissões apenas em 2040, e 90% em 2035 no caso dos automóveis ligeiros de passageiros.

Também a Alemanha demonstrou a sua intenção de votar contra a proposta no próximo Conselho de Ministros do Meio Ambiente da União Europeia. Caso a decisão da Alemanha tivesse também sido considerada, a posição de bloqueio desses países poderia até determinar o fracasso da ambição de proibir a venda de carros a combustão a partir de 2035, que é um eixo do Pacto Ecológico Europeu.

Xpeng G9
Xpeng G9
5 países pediram adiamento da transferência para elétricos por 5 anos.

A associação ambientalista afirma que Portugal se posicionou na retaguarda da descarbonização do setor dos transportes rodoviários, que é responsável desde 2019 por 28% das emissões de gases poluentes no país (Fonte: APA).

A Associação Automóvel de Portugal acredita que esta questão deverá ser retomada em 2028, numa altura em que será feito um relatório de estado sobre o estado da rede de abastecimento bem como das várias soluções tecnológicas.

Os países que se opõem a esta lei, solicitaram períodos de transição adequados e personalizados para a realidade socio-economica de cada país. Além disso, citaram inúmeras variações na compra de energia entre países da União Europeia.

Esta objeção acabou por não ter qualquer impacto na decisão. Após mais de 16 horas de negociações, os 27 membros da UE chegaram a um acordo comum na manhã de quarta-feira sobre o projeto de lei destinado a reduzir os gases de efeito estufa da UE em pelo menos 55 por cento em 2030 em comparação com 1990, em vez de 40 por cento previamente acordado.