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O prazer de condução ao longo dos tempos

O automóvel tal como o conhecemos atualmente, sofreu uma série de alterações e desenvolvimentos ao longo das décadas, deixando de ser um simples meio de transporte para aliar utilidade, versatilidade e uma série de características que adicionam conforto e prazer aos condutores enquanto os utilizam.

Guia Automóvel
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O prazer de condução ao longo dos tempos

Para alguns o automóvel é apenas visto como um meio para se deslocar nas suas rotinas do quotidiano. Já para outros acrescenta uma forma de descontrair ao fim de um dia de trabalho, de apreciar o pôr-so-sol ao fim da tarde, ou de percorrer longos quilómetros sem destino. Cada um pode tirar o partido que quiser do automóvel, e por isso o prazer de condução é algo que não pode ser definido de forma objetiva, depende muito da perceção de cada um.

Condução purista

Embora o prazer de condução possa ser sentido diariamente em qualquer deslocação, hoje e sem tecer qualquer tipo de discriminação, vamos focar sobretudo no tipo de condutores mais extremistas que gostam de aproveitar todas as características dos automóveis, e tirar o máximo partido dos mesmos. Quem não se lembra do icónico Citroen AX GTI que rasgou vários sorrisos a muitos bons condutores? Este modelo era equipado com um motor atmosférico de 4 cilindros de 1.4 litros e 95 cv de potência, que permitia que o AX GTI percorresse dos 0 aos 100 km/h em apenas 9 segundos. A caixa manual de 5 velocidades, os 795 kg de peso, a traseira instável e a falta de ajudas à estabilidade do veículo eram características típicas deste “superdesportivo” que para a época, era uma referência no segmento. E agora questionamo-nos, como é possível que um veículo com estas características conseguia transmitir tanta alegria a quem estava ao comando?

Com o avançar dos anos foram surgindo novas propostas mais potentes, mais estáveis, mais seguras, que transmitem igual prazer de condução, como é o caso do Mini John Cooper Works, ou do BMW M2 CS. Mas será que a essência está lá? Eu acredito que sim, mas de formas distintas. Enquanto que veículos como o Citroen AX GTI talvez por não serem tão seguros, transmitissem aquela sensação de rebeldia, e por isso quanto mais instável fosse, mais prazer nos transmitia. Já nos veículos “modernos” esse prazer talvez tenha sido substituído pela sensação de estar “colado” ao banco nas rápidas acelerações, ou por aquele barulho característico que sai do escape quando desaceleramos.

Xpeng G9
Xpeng G9
Será que o silêncio dos automóveis será o novo prazer de condução?
O prazer de condução ao longo dos tempos

No futuro será que existirá prazer de condução?

Vivemos num mundo que está em constante transformação e que está a caminhar rumo ao objetivo de se tornar mais sustentável.

Com isto as marcas começam a ajustar-se aos poucos às novas exigências, e a transitar para a eletrificação dos seus modelos. Os construtores começaram por acrescentar veículos elétricos às suas gamas, depois a eletrificar os veículos comuns e aos poucos a eletrificação chega aos modelos mais desportivos. Podemos pegar no exemplo da MINI, que pretende ser uma marca automóvel com modelos movidos apenas a energia e para isso está já a trabalhar em modelos desportivos 100% elétricos.

Mas comparando o John Cooper Works a combustão ao 100% elétrico, será que vamos sentir o mesmo prazer de condução? Será que estamos aqui a observar a transição para um novo conceito de prazer de condução? Será que os motores elétricos vão convencer os condutores mais puristas? Talvez sim, talvez não. Mas são nestas incertezas que vivemos em relação ao futuro.

Apenas há uma certeza...é que o velho AX GTI ficará para sempre na memória daqueles que tiveram o privilégio de puxar o quase obsoleto travão de mão para atiçar a vulnerabilidade da traseira. E prazer como esse jamais voltará a ser vivido.

O prazer de condução ao longo dos tempos

O automóvel tal como o conhecemos atualmente, sofreu uma série de alterações e desenvolvimentos ao longo das décadas, deixando de ser um simples meio de transporte para aliar utilidade, versatilidade e uma série de características que adicionam conforto e prazer aos condutores enquanto os utilizam.

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O prazer de condução ao longo dos tempos

Para alguns o automóvel é apenas visto como um meio para se deslocar nas suas rotinas do quotidiano. Já para outros acrescenta uma forma de descontrair ao fim de um dia de trabalho, de apreciar o pôr-so-sol ao fim da tarde, ou de percorrer longos quilómetros sem destino. Cada um pode tirar o partido que quiser do automóvel, e por isso o prazer de condução é algo que não pode ser definido de forma objetiva, depende muito da perceção de cada um.

Condução purista

Embora o prazer de condução possa ser sentido diariamente em qualquer deslocação, hoje e sem tecer qualquer tipo de discriminação, vamos focar sobretudo no tipo de condutores mais extremistas que gostam de aproveitar todas as características dos automóveis, e tirar o máximo partido dos mesmos. Quem não se lembra do icónico Citroen AX GTI que rasgou vários sorrisos a muitos bons condutores? Este modelo era equipado com um motor atmosférico de 4 cilindros de 1.4 litros e 95 cv de potência, que permitia que o AX GTI percorresse dos 0 aos 100 km/h em apenas 9 segundos. A caixa manual de 5 velocidades, os 795 kg de peso, a traseira instável e a falta de ajudas à estabilidade do veículo eram características típicas deste “superdesportivo” que para a época, era uma referência no segmento. E agora questionamo-nos, como é possível que um veículo com estas características conseguia transmitir tanta alegria a quem estava ao comando?

Com o avançar dos anos foram surgindo novas propostas mais potentes, mais estáveis, mais seguras, que transmitem igual prazer de condução, como é o caso do Mini John Cooper Works, ou do BMW M2 CS. Mas será que a essência está lá? Eu acredito que sim, mas de formas distintas. Enquanto que veículos como o Citroen AX GTI talvez por não serem tão seguros, transmitissem aquela sensação de rebeldia, e por isso quanto mais instável fosse, mais prazer nos transmitia. Já nos veículos “modernos” esse prazer talvez tenha sido substituído pela sensação de estar “colado” ao banco nas rápidas acelerações, ou por aquele barulho característico que sai do escape quando desaceleramos.

Xpeng G9
Xpeng G9
Será que o silêncio dos automóveis será o novo prazer de condução?
O prazer de condução ao longo dos tempos

No futuro será que existirá prazer de condução?

Vivemos num mundo que está em constante transformação e que está a caminhar rumo ao objetivo de se tornar mais sustentável.

Com isto as marcas começam a ajustar-se aos poucos às novas exigências, e a transitar para a eletrificação dos seus modelos. Os construtores começaram por acrescentar veículos elétricos às suas gamas, depois a eletrificar os veículos comuns e aos poucos a eletrificação chega aos modelos mais desportivos. Podemos pegar no exemplo da MINI, que pretende ser uma marca automóvel com modelos movidos apenas a energia e para isso está já a trabalhar em modelos desportivos 100% elétricos.

Mas comparando o John Cooper Works a combustão ao 100% elétrico, será que vamos sentir o mesmo prazer de condução? Será que estamos aqui a observar a transição para um novo conceito de prazer de condução? Será que os motores elétricos vão convencer os condutores mais puristas? Talvez sim, talvez não. Mas são nestas incertezas que vivemos em relação ao futuro.

Apenas há uma certeza...é que o velho AX GTI ficará para sempre na memória daqueles que tiveram o privilégio de puxar o quase obsoleto travão de mão para atiçar a vulnerabilidade da traseira. E prazer como esse jamais voltará a ser vivido.