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262 Coupé, o Volvo que apaixonou David Bowie

O Volvo 262 Coupé, modelo que não deixou ninguém indiferente, nem o músico David Bowie, que foi proprietário de uma das cerca de seis mil unidades produzidas, fez 43 anos em março. Foi no Salão de Genebra de 1977 que foi dado a conhecer pela marca sueca. Em 1973, quando o Volvo 1800ES foi descontinuado, não existia um sucessor natural que pudesse assumir o papel de modelo desportivo topo de gama da marca. O CEO da Volvo de então, Pehr G. Gyllenhammar, pensava que isso seria um problema, especialmente nos Estados Unidos, o principal mercado de exportação para a marca onde um coupé de luxo parecia mais indicado do que outro tipo de carro desportivo. Jan Wilsgaard, diretor de design do construtor na altura, realizou alguns esboços, mas daí não resultaria nenhum modelo. Em alternativa, utilizaria o Volvo 164 para testar novos interiores. Seria a empresa do designer italiano Sergio Coggiola, que transformaria o chassis original de quatro portas, num coupé de duas portas com um tejadilho mais baixo. Este era mais baixo e revestido a vinil e o amplo pilar C adornado com três coroas - símbolo nacional heráldico da Suécia. As três coroas foram substituídas por outras um pouco maiores no modelo de produção, naquela que foi uma das poucas diferenças entre a versão final e o protótipo.

Aquiles Pinto
Aquiles Pinto
262 Coupé, o Volvo que apaixonou David Bowie

Terceiro membro da família

Foi o terceiro membro da gama 200, depois do 264, outono de 1974 , da 265, a primeira carrinha Volvo de seis cilindros, dois anos. O 262 Coupé foi a versão mais inesperada da gama 200, um coupé com os pilares A bastante inclinados e o tejadilho rebaixado em 60 mm. O interior do 262 Coupé revelava a sua verdadeira essência, com uma extravagância de couro e madeira. Os assentos, encostos de cabeça e mesmo as partes de dentro das portas eram em pele. O motor original do modelo foi inicialmente um V6 de 2.7 litros e 141 cv. Foi desenvolvido em conjunto com a Peugeot e a Renault e era partilhado com outras versões dos modelos da gama 260. A sua produção teve lugar em Douvrin, na França, através da empresa Société Franco-Suédoise de Moteurs-PRV. A designação do motor para a Volvo seria B27E e, graças à sua construção em alumínio, foi possível reduzir em 150 kg o seu peso. A montagem final do modelo teve lugar em Itália, na Bertone (que também fabricou o 264TE limo). Nos primeiros anos, o 262 Coupé só estava disponível na cor prata metálico, com um tejadilho de vinil em preto. A partir de 1979, passou a estar disponível também a cor dourada metálica, mas sem teto em vinil. Nesse mesmo ano, alguns modelos da gama 200 receberam uma nova traseira. As luzes foram renovadas e contornavam os cantos da viatura. Em 1980, foram descontinuadas as cores preta e azul metalizada e prata com teto em vinil. Nos EUA, o modelo foi comercializado, a partir desse ano, com o nome Volvo Coupé.

Xpeng G9
Xpeng G9
O 262C foi apresentado em março de 1977, no Salão de Genebra.
262 Coupé, o Volvo que apaixonou David Bowie

1981 ano “forte”

Seria em 1981, último ano de comercialização, que chegaria a versão mais emblemática. Nesse ano, os automóveis da gama 200 sofreram uma atualização com um novo conjunto de faróis e pára-choques mais finos. O motor passou de B27E para B28E e com cilindros de maior volume e 14 cv adicionais (para 155 cv) e uma nova combinação de cores que incluía dois novos tons dourados. O objetivo de produção era de 800 unidades por ano, mas o excesso de procura provaria que esse número era escasso. À exceção de 1977, ano no qual a produção começou tarde e do último ano de comercialização, nos restantes anos a produção foi sempre superior ao dobro do inicialmente projetado. Em 1981, quando as últimas unidades foram vendidas, elas já eram consideradas modelos de colecionador. Foi, precisamente, nesse ano que David Bowie comprou o seu exemplar. No total, entre 1977 e 1981, foram produzidas 6622 unidades. O reinado do 262C durou até 1985, altura em que o construtor sueco apresentou o seu sucessor, o 780. A colaboração com a Bertone continuou, mas o 780 foi totalmente desenhado e construído em Itália.

262 Coupé, o Volvo que apaixonou David Bowie

O Volvo 262 Coupé, modelo que não deixou ninguém indiferente, nem o músico David Bowie, que foi proprietário de uma das cerca de seis mil unidades produzidas, fez 43 anos em março. Foi no Salão de Genebra de 1977 que foi dado a conhecer pela marca sueca. Em 1973, quando o Volvo 1800ES foi descontinuado, não existia um sucessor natural que pudesse assumir o papel de modelo desportivo topo de gama da marca. O CEO da Volvo de então, Pehr G. Gyllenhammar, pensava que isso seria um problema, especialmente nos Estados Unidos, o principal mercado de exportação para a marca onde um coupé de luxo parecia mais indicado do que outro tipo de carro desportivo. Jan Wilsgaard, diretor de design do construtor na altura, realizou alguns esboços, mas daí não resultaria nenhum modelo. Em alternativa, utilizaria o Volvo 164 para testar novos interiores. Seria a empresa do designer italiano Sergio Coggiola, que transformaria o chassis original de quatro portas, num coupé de duas portas com um tejadilho mais baixo. Este era mais baixo e revestido a vinil e o amplo pilar C adornado com três coroas - símbolo nacional heráldico da Suécia. As três coroas foram substituídas por outras um pouco maiores no modelo de produção, naquela que foi uma das poucas diferenças entre a versão final e o protótipo.

Aquiles Pinto
Aquiles Pinto
262 Coupé, o Volvo que apaixonou David Bowie

Terceiro membro da família

Foi o terceiro membro da gama 200, depois do 264, outono de 1974 , da 265, a primeira carrinha Volvo de seis cilindros, dois anos. O 262 Coupé foi a versão mais inesperada da gama 200, um coupé com os pilares A bastante inclinados e o tejadilho rebaixado em 60 mm. O interior do 262 Coupé revelava a sua verdadeira essência, com uma extravagância de couro e madeira. Os assentos, encostos de cabeça e mesmo as partes de dentro das portas eram em pele. O motor original do modelo foi inicialmente um V6 de 2.7 litros e 141 cv. Foi desenvolvido em conjunto com a Peugeot e a Renault e era partilhado com outras versões dos modelos da gama 260. A sua produção teve lugar em Douvrin, na França, através da empresa Société Franco-Suédoise de Moteurs-PRV. A designação do motor para a Volvo seria B27E e, graças à sua construção em alumínio, foi possível reduzir em 150 kg o seu peso. A montagem final do modelo teve lugar em Itália, na Bertone (que também fabricou o 264TE limo). Nos primeiros anos, o 262 Coupé só estava disponível na cor prata metálico, com um tejadilho de vinil em preto. A partir de 1979, passou a estar disponível também a cor dourada metálica, mas sem teto em vinil. Nesse mesmo ano, alguns modelos da gama 200 receberam uma nova traseira. As luzes foram renovadas e contornavam os cantos da viatura. Em 1980, foram descontinuadas as cores preta e azul metalizada e prata com teto em vinil. Nos EUA, o modelo foi comercializado, a partir desse ano, com o nome Volvo Coupé.

Xpeng G9
Xpeng G9
O 262C foi apresentado em março de 1977, no Salão de Genebra.
262 Coupé, o Volvo que apaixonou David Bowie

1981 ano “forte”

Seria em 1981, último ano de comercialização, que chegaria a versão mais emblemática. Nesse ano, os automóveis da gama 200 sofreram uma atualização com um novo conjunto de faróis e pára-choques mais finos. O motor passou de B27E para B28E e com cilindros de maior volume e 14 cv adicionais (para 155 cv) e uma nova combinação de cores que incluía dois novos tons dourados. O objetivo de produção era de 800 unidades por ano, mas o excesso de procura provaria que esse número era escasso. À exceção de 1977, ano no qual a produção começou tarde e do último ano de comercialização, nos restantes anos a produção foi sempre superior ao dobro do inicialmente projetado. Em 1981, quando as últimas unidades foram vendidas, elas já eram consideradas modelos de colecionador. Foi, precisamente, nesse ano que David Bowie comprou o seu exemplar. No total, entre 1977 e 1981, foram produzidas 6622 unidades. O reinado do 262C durou até 1985, altura em que o construtor sueco apresentou o seu sucessor, o 780. A colaboração com a Bertone continuou, mas o 780 foi totalmente desenhado e construído em Itália.