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Salão de Xangai 2025: O epicentro da nova era automóvel

O maior salão automóvel do mundo arrancou esta quarta-feira em Xangai, confirmando a liderança chinesa na transição para a mobilidade elétrica e inteligente.

Catarina Resende
Catarina Resende
Salão de Xangai 2025: O epicentro da nova era automóvel

Com os motores de combustão a perderem protagonismo, Xangai reforça o seu estatuto como vitrine global do setor automóvel, ao contrário dos salões tradicionais de Paris e Detroit, que lutam por se manter relevantes. A edição deste ano, que decorre até 2 de maio, conta com dezenas de estreias mundiais de veículos elétricos, desde SUVs de luxo a berlinas e monovolumes, muitos dos quais desenvolvidos em tempo recorde.

Impulsionada por políticas públicas e por um mercado interno receptivo à inovação, a China lidera as vendas de veículos elétricos e híbridos, que representaram, respetivamente, 26% e 19% do total comercializado no país em 2024, segundo dados da consultora Inovev.

Xpeng G9
Xpeng G9
Para Guillaume Crunelle, da Deloitte, o evento é único: "Consegue reunir os grandes grupos industriais e as novas empresas inovadoras num mesmo palco".
Salão de Xangai 2025: O epicentro da nova era automóvel

Competição interna e ambições globais

O mercado chinês é o maior e um dos mais competitivos do mundo. Startups como Li Auto e Xpeng dividem o espaço com colossos como a BYD, Geely e SAIC Motor, envolvidas numa intensa guerra de preços. A forte concorrência levou à falência de várias marcas recentes, e há indicações de que duas das maiores estatais do setor se preparam para uma fusão, num esforço de consolidação promovido pelo governo central.

Com margens sob pressão, muitas empresas chinesas apostam agora na internacionalização, com foco no sudeste asiático, Europa e América Latina.

Fabricantes em queda

Os construtores estrangeiros, em particular os alemães, perderam terreno. Marcas como a Volkswagen, BMW e Mercedes viram as suas vendas caírem com o crescimento das rivais locais. Para tentar recuperar quota de mercado, a Volkswagen apresenta agora três modelos desenvolvidos especificamente para o consumidor chinês, além de apostar numa parceria com a Xpeng .

"A China está novamente aberta ao investimento estrangeiro", disse Ralf Brandstätter, responsável da Volkswagen na China, reconhecendo que o grupo procura reduzir custos e modernizar-se.

Contudo, analistas consideram que o tempo de domínio europeu já passou. A incerteza gerada pelas novas tarifas comerciais propostas por Donald Trump agrava ainda mais o cenário para as marcas ocidentais.

A Tesla, apesar das suas duas fábricas em Xangai, optou por não participar no evento, mantendo-se ausente desde 2021, ano em que enfrentou críticas públicas por alegados problemas técnicos num dos seus veículos. Em contraste, marcas americanas como Cadillac, Buick e Lincoln marcarão presença, com gamas adaptadas ao mercado local.

O Salão de Xangai 2025 afirma-se assim como espelho da nova ordem automóvel global, onde a inovação tecnológica e o peso da China definem o rumo da mobilidade do futuro.

Salão de Xangai 2025: O epicentro da nova era automóvel

O maior salão automóvel do mundo arrancou esta quarta-feira em Xangai, confirmando a liderança chinesa na transição para a mobilidade elétrica e inteligente.

Catarina Resende
Catarina Resende
Salão de Xangai 2025: O epicentro da nova era automóvel

Com os motores de combustão a perderem protagonismo, Xangai reforça o seu estatuto como vitrine global do setor automóvel, ao contrário dos salões tradicionais de Paris e Detroit, que lutam por se manter relevantes. A edição deste ano, que decorre até 2 de maio, conta com dezenas de estreias mundiais de veículos elétricos, desde SUVs de luxo a berlinas e monovolumes, muitos dos quais desenvolvidos em tempo recorde.

Impulsionada por políticas públicas e por um mercado interno receptivo à inovação, a China lidera as vendas de veículos elétricos e híbridos, que representaram, respetivamente, 26% e 19% do total comercializado no país em 2024, segundo dados da consultora Inovev.

Xpeng G9
Xpeng G9
Para Guillaume Crunelle, da Deloitte, o evento é único: "Consegue reunir os grandes grupos industriais e as novas empresas inovadoras num mesmo palco".
Salão de Xangai 2025: O epicentro da nova era automóvel

Competição interna e ambições globais

O mercado chinês é o maior e um dos mais competitivos do mundo. Startups como Li Auto e Xpeng dividem o espaço com colossos como a BYD, Geely e SAIC Motor, envolvidas numa intensa guerra de preços. A forte concorrência levou à falência de várias marcas recentes, e há indicações de que duas das maiores estatais do setor se preparam para uma fusão, num esforço de consolidação promovido pelo governo central.

Com margens sob pressão, muitas empresas chinesas apostam agora na internacionalização, com foco no sudeste asiático, Europa e América Latina.

Fabricantes em queda

Os construtores estrangeiros, em particular os alemães, perderam terreno. Marcas como a Volkswagen, BMW e Mercedes viram as suas vendas caírem com o crescimento das rivais locais. Para tentar recuperar quota de mercado, a Volkswagen apresenta agora três modelos desenvolvidos especificamente para o consumidor chinês, além de apostar numa parceria com a Xpeng .

"A China está novamente aberta ao investimento estrangeiro", disse Ralf Brandstätter, responsável da Volkswagen na China, reconhecendo que o grupo procura reduzir custos e modernizar-se.

Contudo, analistas consideram que o tempo de domínio europeu já passou. A incerteza gerada pelas novas tarifas comerciais propostas por Donald Trump agrava ainda mais o cenário para as marcas ocidentais.

A Tesla, apesar das suas duas fábricas em Xangai, optou por não participar no evento, mantendo-se ausente desde 2021, ano em que enfrentou críticas públicas por alegados problemas técnicos num dos seus veículos. Em contraste, marcas americanas como Cadillac, Buick e Lincoln marcarão presença, com gamas adaptadas ao mercado local.

O Salão de Xangai 2025 afirma-se assim como espelho da nova ordem automóvel global, onde a inovação tecnológica e o peso da China definem o rumo da mobilidade do futuro.