Saber aproveitar é um luxo
A nova geração Classe A junta ao cinco portas não uma, mas duas versões de três volumes, dado que, além do CLA, conta com a variante Limousine. A um olhar menos atento quase que parecem a mesma coisa, mas uma segunda observação demonstra que as diferenças são visíveis. Os dois recorrem à mesma plataforma, têm carroçaria de três volumes e quatro portas e ambos recorrem têm a mesma distância entre eixos (2729 mm), mas o A Limousine é mais curto 129 mm (4549 mm de comprimento), mais estreito 34 mm (1796 mm de largura) e mais alto 7 mm (1446 mm de altura).

Ao volante do Mercedes Classe A 200 Limousine
Em termos genéricos, o CLA continua a “piscar” o olho ao cliente mais desportivo, ao passo que o A Limousine pretende atrair o clássico cliente de sedans da Mercedes, com o Classe C à cabeça. Com 420 litros de capacidade na bagageira, o Classe A de quatro portas 11 cm mais comprido do que o Classe A de cinco portas e 13,7 cm mais curto do que o Classe C . Os 7 mm de maior altura face ao CLA são o grande trunfo para o cliente de sedans Mercedes, dado que permitem ao modelo ter um espaço abundante para os passageiros que viajem atrás (o espaço disponível está ao nível da anterior geração C). O Mercedes A Limousine pode ter motor 1.3 a gasolina A200 de 163 cv (com caixa manual e automática) e 1.5 diesel A180d de 116 cv (caixa manual), além do AMG A35 4MATIC, com motor a gasolina 2.0 de 306 cv. Os preços arrancam nos 31 550,00€ para o A200, 32 950,00€ para o A180d e 63 150,00€ no AMG A35. Conduzimos o A200 Limousine com caixa de velocidades automática 7G-DCT. Ao preço de 33 809,00€, a unidade testada juntava cerca de dez mil euros opcionais, como o pack premium e a linha AMG. A versão sedan do Classe A repete o bom ambiente a bordo do cinco portas, com uma imagem digital. O modelo oferece o MBUX, um assistente multimédia com algumas semelhanças à Siri da Apple (mas com um funcionamento ainda uns furos abaixo do assistente da tecnológica norte-americana), associado ao painel de instrumentos digital. A unidade testada conta com dois displays de 10,25 polegadas (nas menos equipadas estes têm sete polegadas) que fazem com que o tablier pareça ser um enorme ecrã touch. Também a grande consola central com o comando do interface, onde se podem controlar várias funções, entre essas o sistema multimédia e a climatização, contribui para uma imagem de qualidade que reina a bordo deste Classe A .
O A200 Limousine com caixa de velocidades automática 7G-DCT, está disponível a partir de 33 809,00€. A unidade ensaiada soma mais 10 000,00€ em opcionais.
Motor com “pulmão”
Em andamento, este A200 de 163 cv impressiona. Associado à caixa automática de dupla embraiagem com sete marchas, este motor consegue ter performances dignas de um desportivo (aliás, até há não muito tempo o 200 de 163 cv da Mercedes era o 1.8 Kompressor). Quando no modo Sport de condução (Eco, Confort, Sport e Individual são os modos possíveis), o modelo ajusta elementos como a sensibilidade do acelerador, da direção e da rotação da caixa para que este possa assumir ritmos bastante vivos. Isto é acompanhado por um comportamento em curva que surpreende pela positiva e que denota uma evolução bastante favorável face à anterior geração. Este bom desempenho é conseguido sem comprometer o conforto a bordo para condutor e acompanhantes. De resto, voltando à comparação com o C, este A Limousine consegue – com as devidas diferenças – dar um ligeiro ar do “irmão” mais velho, com valores bem mais em conta. Esta proposta é ainda mais apelativa para as empresas, dado que, nas variantes menos equipadas, consegue, ao contrário do C, ficar no escalão intermédio da taxa de tributação autónoma das despesas em sede de IRC. Recorde-se que quando o custo de aquisição é igual ou superior a 25 000,00€ e inferior a 35 000,00€ a taxa de tributação autónoma é de 27,5%, sendo incrementada para 35% no caso de viaturas com um custo de aquisição igual ou superior a 35 000,00€.





