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Conduzimos o BMW i5 eDrive 40. O que achamos do modelo?

Recentemente, tivemos a oportunidade de conduzir o BMW i5 eDrive 40 e cada vez mais nos convencemos de uma coisa: um carro elétrico não deve ser conduzido como um carro elétrico. Se for bom demais, conduzi-lo com a mentalidade de um elétrico pode ser tão frustrante como jogar futebol com uma bola de rugby. E foi exatamente isso que aconteceu com o BMW i5. Este carro é interessante demais para ser conduzido a 110 km/h na autoestrada, como fazemos com a maioria dos elétricos. Os carros elétricos não devem privar-nos do prazer da condução, e o BMW i5 deixou isso muito claro.

Nuno Poço
Nuno Poço
Conduzimos o BMW i5 eDrive 40. O que achamos do modelo?

Levantamos o carro em Viana do Castelo, nas instalações da BMCAR.

Um BMW i5 e Drive 40 em preto metalizado e com jantes 20 e Pack desportivo M. O BMW i5 é um carro de grandes dimensões, o primeiro série 5 a ultrapassar os 5 metros, com 5060 mm de comprimento. Apesar disso e de preferimos algo menos ‘transatlântico’ do que um sedan destes, o BMW Série 5 acaba por ser bem proporcionado nas suas dimensões, apresentando-se com a grelha mais bonita de todos os modelos BMW. Com presença mas sem exagerar nas dimensões, como acontece no BMW i7, por exemplo.

O interior

Mas a maior surpresa veio do interior. Íamos preparados para não gostar da cor Borgonha dos estofos Veganza. O interior dos carros BMW é normalmente um ponto positivo, com poucas marcas a fazerem melhor, por isso quando a BMCAR nos mandou a ficha técnica do carro com as especificações e equipamentos, achamos que o calcanhar de Aquiles seria a cor dos estofos. Mas a realidade não foi essa.

Veganza é um tipo de material de revestimento de alta qualidade que imita o couro genuíno, mas é feito de materiais sintéticos ou eco-friendly. As perfurações adicionam elegância ao design e proporcionam uma sensação de luxo e apelo visual.A cor Borgonha é um vermelho intenso e profundo, muito mais sofisticado e elegante do que estávamos à espera.

Era uma combinação que escolheríamos para nós se fossemos compradores do modelo, um preto exterior e este acabamento no interior. Quem diria… O resto do equipamento incluía volante desportivo M, Pack desportivo M interior, sistema de som Harman Kardon, PAck Travel e o PAck Premium Plus. Inclui também o cartão BMW charging.

Galp
Galp
O BMW i5 oferece-nos um ambiente mais desportivo
Conduzimos o BMW i5 eDrive 40. O que achamos do modelo?

Quando comparado, em termos estéticos, com o Mercedes EQE, o BMW i5, com formas mais geométricas e bem definidas, oferece mais caráter do que o Mercedes EQE. Também ao nível do interior, o BMW i5 oferece-nos um ambiente mais desportivo, mais ao nosso gosto.

A versão i5 eDrive 40

A versão i5 eDrive 40 é uma versão elétrica com um motor colocado no eixo traseiro e com 340 cavalos de potência máxima. Com um preço que parte dos 77.000€, a versão que levantamos ascendia a cerca de 92 mil euros, com a configuração que descrevemos acima. Lembramos que o i5 tem ainda disponível o M60, que oferece uns exorbitantes 261 CV adicionais conseguidos com um segundo motor colocado no eixo da frente, por um preço também ele exorbitante. Ambas as versões vêm equipadas com um pack de baterias NCM de ‘apenas’ 81,2 KWh de capacidade útil e aí residia a nossa grande dúvida para fazer face ao percurso que tínhamos pela frente.

O BMW i5 oferece uma bateria com uma capacidade inferior ao Mercedes EQE e, relembramos, usa uma plataforma comum ao BMW Série 5 (versões de combustão interna e híbridos), o que requer um compromisso que o Mercedes não tem. Isso faz com que a autonomia seja inferior à autonomia do Mercedes. O nosso percurso

O nosso percurso era Viana - Lisboa, quase sempre em AE, mas com paragens no Porto e na Feira, o que nos permitiu fazer pequenos percursos em estrada e em cidade. Programamos a viagem no sistema de navegação. O BMW i5 programa a nossa viagem, prevendo as paragens necessárias para carregamento, escolhendo os melhores postos de carregamento disponíveis ou propondo alternativas. Particularmente importante no caso de estarem previstos carregamentos rápidos, uma vez que o BMW i5 prepara as baterias com antecedência, caso exista uma paragem prevista no percurso. Começamos por conduzir o BMW como normalmente conduzimos um elétrico, poupando a bateria e tentando optimizar os consumos. E este carro faz consumos de 19KWh em autoestrada, menos do que isso em cidade. Fizemos percursos semelhantes, com a Catarina a percorrer alguns Kms e eu outros.

Conduzir o BMW i5 como se conduz normalmente um elétrico acaba por ser um exercício penoso. Nunca acharam estranho passarem por elétricos na AE e pensarem: ‘Eles compraram estes carros por aquele dinheiro todo e andam aqui a 100, sendo ultrapassados por todos os outros condutores. Conduzem devagar porque não conseguem tirar os olhos do dashboard constantemente a verificarem a autonomia e fazendo as contas para ver se o carro chega ao destino. Quase lhes sentimos a angústia.’ Se há mérito que o i5 tem foi o de exigir respeito por quem o conduz, lembrar-nos que está na altura de nos libertarmos da escravidão das autonomias.
Catarina ao Volante - Outra perspetiva, a mesma visão

Desde o seu lançamento que o BMW i5 é dos elétricos que mais me entusiasma, seja pelo aspeto desportivo, seja pelas inovações tecnológicas a bordo. Este modelo tem a combinação perfeita entre dinamismo e conforto, elegância e carácter agressivo. Com tantas qualidades, este elétrico faz inveja a muitos carros a combustão, porém, é uma admiração que vem acompanhada com frustração. A preocupação com a autonomia em viagens mais longas é como ter um bilhete para um parque de diversões que só dá direito a meia volta na montanha-russa: tens tanta vontade de aproveitar aquela adrenalina e diversão, mas ficas sem bilhete/energia quando a diversão está a começar a ficar no ponto. Ainda assim, acredito que em viagens mais curtas que Viana - Lisboa seja possível sentir-se o verdadeiro gosto do BMW i5 , a menos que passe um Série 5 na faixa da esquerda e aí correm o risco de cair uma pequenina lágrima.

Tristezas à parte, em qualquer banco do i5 o conforto é notório, mesmo se tiveres mais de 1.72m no banco traseiro. Nesta viagem, éramos cinco adultos a bordo e em momento algum houveram queixas de desconforto ou falta de espaço para as pernas. O passageiro da frente tem o privilégio acrescido de mudar a estação de rádio e o volume do rádio com um simples gesto com as mãos, como se de magia se tratasse. Se gesticulares muito ao conversar, és capaz de alterar estas configurações mais vezes do que o que querias…

A bagageira é também bastante espaçosa, com 490L disponíveis para famílias que tenham um budget mais expressivo e um gosto ousado.

O conforto e o prazer de condução é, em parte, assegurado pela rápida adaptação da suspensão às necessidades da estrada e ainda pela possibilidade de escolha do modo de condução: Personal, Sport ou Efficiency. Durante esta viagem, o modo que permaneceu mais tempo selecionado foi o Efficiency e, fora de autoestrada, ativamos ainda a opção Max Range que consegue aumentar a autonomia até 25% em comparação com o modo Personal. Porém, esta opção é automaticamente desligada quando se ultrapassa uma velocidade de 90 km/h. Uma vez estacionados, ainda usufrui da plataforma AirConsole para explorar a possibilidade de jogar videojogos com o auxílio do smartphone. O BMW Operating System 8.5 oferece ainda outros serviços online e a transmissão de vídeo no Control Display, útil para nos entretermos enquanto aguardamos pela conclusão do carregamento, por exemplo.

De forma geral, o BMW i5 correspondeu às minhas expectativas que, por sinal, eram altas. Em termos visuais, o design é realmente atrativo, moderno e desportivo. Esta viatura que nos foi cedida tem uma combinação de cores e materiais interiores que primeiro se estranham mas facilmente se entranham. Já em questões de performance e desempenho, o i5 respondeu de acordo com as suas características técnicas, sem deixar a desejar. O único aspeto que deixa pena é mesmo a gestão de autonomia em viagens longas que, em carros como este, é muito frustrante. Ainda assim, o BMW i5 continua a ser um dos elétricos que mais me entusiasma e faz brilhar o olho.

Conduzimos o BMW i5 eDrive 40. O que achamos do modelo?

Recentemente, tivemos a oportunidade de conduzir o BMW i5 eDrive 40 e cada vez mais nos convencemos de uma coisa: um carro elétrico não deve ser conduzido como um carro elétrico. Se for bom demais, conduzi-lo com a mentalidade de um elétrico pode ser tão frustrante como jogar futebol com uma bola de rugby. E foi exatamente isso que aconteceu com o BMW i5. Este carro é interessante demais para ser conduzido a 110 km/h na autoestrada, como fazemos com a maioria dos elétricos. Os carros elétricos não devem privar-nos do prazer da condução, e o BMW i5 deixou isso muito claro.

Nuno Poço
Nuno Poço
Conduzimos o BMW i5 eDrive 40. O que achamos do modelo?

Levantamos o carro em Viana do Castelo, nas instalações da BMCAR.

Um BMW i5 e Drive 40 em preto metalizado e com jantes 20 e Pack desportivo M. O BMW i5 é um carro de grandes dimensões, o primeiro série 5 a ultrapassar os 5 metros, com 5060 mm de comprimento. Apesar disso e de preferimos algo menos ‘transatlântico’ do que um sedan destes, o BMW Série 5 acaba por ser bem proporcionado nas suas dimensões, apresentando-se com a grelha mais bonita de todos os modelos BMW. Com presença mas sem exagerar nas dimensões, como acontece no BMW i7, por exemplo.

O interior

Mas a maior surpresa veio do interior. Íamos preparados para não gostar da cor Borgonha dos estofos Veganza. O interior dos carros BMW é normalmente um ponto positivo, com poucas marcas a fazerem melhor, por isso quando a BMCAR nos mandou a ficha técnica do carro com as especificações e equipamentos, achamos que o calcanhar de Aquiles seria a cor dos estofos. Mas a realidade não foi essa.

Veganza é um tipo de material de revestimento de alta qualidade que imita o couro genuíno, mas é feito de materiais sintéticos ou eco-friendly. As perfurações adicionam elegância ao design e proporcionam uma sensação de luxo e apelo visual.A cor Borgonha é um vermelho intenso e profundo, muito mais sofisticado e elegante do que estávamos à espera.

Era uma combinação que escolheríamos para nós se fossemos compradores do modelo, um preto exterior e este acabamento no interior. Quem diria… O resto do equipamento incluía volante desportivo M, Pack desportivo M interior, sistema de som Harman Kardon, PAck Travel e o PAck Premium Plus. Inclui também o cartão BMW charging.

Xpeng G9
Xpeng G9
O BMW i5 oferece-nos um ambiente mais desportivo
Conduzimos o BMW i5 eDrive 40. O que achamos do modelo?

Quando comparado, em termos estéticos, com o Mercedes EQE, o BMW i5, com formas mais geométricas e bem definidas, oferece mais caráter do que o Mercedes EQE. Também ao nível do interior, o BMW i5 oferece-nos um ambiente mais desportivo, mais ao nosso gosto.

A versão i5 eDrive 40

A versão i5 eDrive 40 é uma versão elétrica com um motor colocado no eixo traseiro e com 340 cavalos de potência máxima. Com um preço que parte dos 77.000€, a versão que levantamos ascendia a cerca de 92 mil euros, com a configuração que descrevemos acima. Lembramos que o i5 tem ainda disponível o M60, que oferece uns exorbitantes 261 CV adicionais conseguidos com um segundo motor colocado no eixo da frente, por um preço também ele exorbitante. Ambas as versões vêm equipadas com um pack de baterias NCM de ‘apenas’ 81,2 KWh de capacidade útil e aí residia a nossa grande dúvida para fazer face ao percurso que tínhamos pela frente.

O BMW i5 oferece uma bateria com uma capacidade inferior ao Mercedes EQE e, relembramos, usa uma plataforma comum ao BMW Série 5 (versões de combustão interna e híbridos), o que requer um compromisso que o Mercedes não tem. Isso faz com que a autonomia seja inferior à autonomia do Mercedes. O nosso percurso

O nosso percurso era Viana - Lisboa, quase sempre em AE, mas com paragens no Porto e na Feira, o que nos permitiu fazer pequenos percursos em estrada e em cidade. Programamos a viagem no sistema de navegação. O BMW i5 programa a nossa viagem, prevendo as paragens necessárias para carregamento, escolhendo os melhores postos de carregamento disponíveis ou propondo alternativas. Particularmente importante no caso de estarem previstos carregamentos rápidos, uma vez que o BMW i5 prepara as baterias com antecedência, caso exista uma paragem prevista no percurso. Começamos por conduzir o BMW como normalmente conduzimos um elétrico, poupando a bateria e tentando optimizar os consumos. E este carro faz consumos de 19KWh em autoestrada, menos do que isso em cidade. Fizemos percursos semelhantes, com a Catarina a percorrer alguns Kms e eu outros.

Conduzir o BMW i5 como se conduz normalmente um elétrico acaba por ser um exercício penoso. Nunca acharam estranho passarem por elétricos na AE e pensarem: ‘Eles compraram estes carros por aquele dinheiro todo e andam aqui a 100, sendo ultrapassados por todos os outros condutores. Conduzem devagar porque não conseguem tirar os olhos do dashboard constantemente a verificarem a autonomia e fazendo as contas para ver se o carro chega ao destino. Quase lhes sentimos a angústia.’ Se há mérito que o i5 tem foi o de exigir respeito por quem o conduz, lembrar-nos que está na altura de nos libertarmos da escravidão das autonomias.
Catarina ao Volante - Outra perspetiva, a mesma visão

Desde o seu lançamento que o BMW i5 é dos elétricos que mais me entusiasma, seja pelo aspeto desportivo, seja pelas inovações tecnológicas a bordo. Este modelo tem a combinação perfeita entre dinamismo e conforto, elegância e carácter agressivo. Com tantas qualidades, este elétrico faz inveja a muitos carros a combustão, porém, é uma admiração que vem acompanhada com frustração. A preocupação com a autonomia em viagens mais longas é como ter um bilhete para um parque de diversões que só dá direito a meia volta na montanha-russa: tens tanta vontade de aproveitar aquela adrenalina e diversão, mas ficas sem bilhete/energia quando a diversão está a começar a ficar no ponto. Ainda assim, acredito que em viagens mais curtas que Viana - Lisboa seja possível sentir-se o verdadeiro gosto do BMW i5 , a menos que passe um Série 5 na faixa da esquerda e aí correm o risco de cair uma pequenina lágrima.

Tristezas à parte, em qualquer banco do i5 o conforto é notório, mesmo se tiveres mais de 1.72m no banco traseiro. Nesta viagem, éramos cinco adultos a bordo e em momento algum houveram queixas de desconforto ou falta de espaço para as pernas. O passageiro da frente tem o privilégio acrescido de mudar a estação de rádio e o volume do rádio com um simples gesto com as mãos, como se de magia se tratasse. Se gesticulares muito ao conversar, és capaz de alterar estas configurações mais vezes do que o que querias…

A bagageira é também bastante espaçosa, com 490L disponíveis para famílias que tenham um budget mais expressivo e um gosto ousado.

O conforto e o prazer de condução é, em parte, assegurado pela rápida adaptação da suspensão às necessidades da estrada e ainda pela possibilidade de escolha do modo de condução: Personal, Sport ou Efficiency. Durante esta viagem, o modo que permaneceu mais tempo selecionado foi o Efficiency e, fora de autoestrada, ativamos ainda a opção Max Range que consegue aumentar a autonomia até 25% em comparação com o modo Personal. Porém, esta opção é automaticamente desligada quando se ultrapassa uma velocidade de 90 km/h. Uma vez estacionados, ainda usufrui da plataforma AirConsole para explorar a possibilidade de jogar videojogos com o auxílio do smartphone. O BMW Operating System 8.5 oferece ainda outros serviços online e a transmissão de vídeo no Control Display, útil para nos entretermos enquanto aguardamos pela conclusão do carregamento, por exemplo.

De forma geral, o BMW i5 correspondeu às minhas expectativas que, por sinal, eram altas. Em termos visuais, o design é realmente atrativo, moderno e desportivo. Esta viatura que nos foi cedida tem uma combinação de cores e materiais interiores que primeiro se estranham mas facilmente se entranham. Já em questões de performance e desempenho, o i5 respondeu de acordo com as suas características técnicas, sem deixar a desejar. O único aspeto que deixa pena é mesmo a gestão de autonomia em viagens longas que, em carros como este, é muito frustrante. Ainda assim, o BMW i5 continua a ser um dos elétricos que mais me entusiasma e faz brilhar o olho.