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Nervoso miudinho

O Toyota GT86 cumpre, na íntegra, aquilo que é exigido num coupé desportivo: o puro prazer de condução. Este 2.0 D-4S está disponível por 42 668.66€, bem justificados, sendo certo que estamos perante um “brinquedo” para apreciadores e... para ser apreciado.

José Alves
José Alves
Nervoso miudinho

Os primeiros quilómetros foram percorridos com aquela sensação de descoberta e a de querer explorar tudo de uma só vez. A melodia do rotativo 2.0 litros boxer de 200cv, com assinatura da Subaru, ao qual a Toyota juntou o sistema de injeção direta D-4S, a tração traseira, o baixo centro de gravidade, um peso que não ultrapassa os 1200kg e um botão “mágico” chamado Track (já lá vamos), é um conjunto de informação que chega de uma vez só, que nos provoca o tal... nervoso miudinho e nos faz rodar em contra relógio até uma daquelas estradas recheada de curvas e contra curvas.

Toyota GT 86

Porém, ainda dentro do circuito urbano, o GT86 consegue ser tão dócil quanto necessário. Contudo, na primeira oportunidade fomos tratar desta “crise de ansiedade”. Para quem conhece, o cenário foi a estrada da Serra, que liga o Porto a Santo Tirso. A descida para o cruzamento da Camposa deu para tomar o pulso. Foi-se “brincando” com o botão Track, que coloca em modo off grande parte da eletrónica e transforma o GT86, num puro desportivo, à moda antiga.

Seguiram-se mais uns quilómetros até ao Aeródromo de Vilar de Luz, sempre com mesma nota de diversão. Porém, foi no regresso, na subida para a zona de S. Miguel - O - Anjo que o ponteiro das rotações andou mais em cima. Na verdade, é na fasquia das 5000 rpm, que este motor boxer mostra para o que foi feito e começa a exigir mais concentração. Deste regime até às 7000 rpm é um “piscar de olhos” e aqui temos, ainda, todos os 205 Nm de binário à nossa disposição e os 200cv a todo o vapor. A juntar-se a isso, há uma caixa manual, de seis relações, curta e muito precisa, tal como a direção direta, que permite uma leitura e inserção em curva quase milimétrica. A rigidez da carroçaria e as melhorias operadas nas ligações ao solo, sobretudo no trem traseiro, agora com duplos triângulos sobrepostos e amortecedores com novas taragens, “ajudam à festa”. Em matéria de pneumáticos, os Michelin Primacy, na medida de 215/45/R17, mesmo que mais talhados para uma utilização mais civilizada estiveram à altura das exigências. Uma palavra ainda no que respeita a consumos, mesmo com estes “abusos” à mistura, a média foi de 8,9 l/100km.

Atenção ao detalhe

Comparativamente com a geração anterior, o construtor nipónico operou apenas mudanças de pormenor, que passam pela adoção de tecnologia bi-LED nas óticas dianteiras e LED atrás, novos apêndices aerodinâmicos na secção inferior do pára-choques dianteiro. O conjunto posterior está mais largo e completado por um difusor a preto, que contrasta com a nova cor, o Cinza Magnetite. No habitáculo o construtor faz questão de manter o espírito “racing”, os bancos dianteiros, em couro preto e as costuras a vermelho, tipo “baquet” permitem um encaixe perfeito. No topo da consola central, o ecrã tátil está perfeitamente enquadrado no conjunto. O painel de instrumentos, com informação a surgir em itálico e sobre um fundo branco dá continuidade à política desportiva.

interior do GT86

Para além disso, os mais entusiastas ainda se podem entreter com um género de telemetria, às opções de um cronómetro - Lap Watch - e uns gráficos que mostram a relação dos regimes de motor e ainda ângulos de viragem. Mesmo tendo plena consciência que a diversão está reservada, sobretudo, para os dois lugares dianteiros, o GT86 que é um 2+2, permite ainda mais dois ocupantes (de estatura mediana) atrás, mas claro está para passeios mais curtos e menos emotivos.

Nervoso miudinho

O Toyota GT86 cumpre, na íntegra, aquilo que é exigido num coupé desportivo: o puro prazer de condução. Este 2.0 D-4S está disponível por 42 668.66€, bem justificados, sendo certo que estamos perante um “brinquedo” para apreciadores e... para ser apreciado.

José Alves
José Alves
Nervoso miudinho

Os primeiros quilómetros foram percorridos com aquela sensação de descoberta e a de querer explorar tudo de uma só vez. A melodia do rotativo 2.0 litros boxer de 200cv, com assinatura da Subaru, ao qual a Toyota juntou o sistema de injeção direta D-4S, a tração traseira, o baixo centro de gravidade, um peso que não ultrapassa os 1200kg e um botão “mágico” chamado Track (já lá vamos), é um conjunto de informação que chega de uma vez só, que nos provoca o tal... nervoso miudinho e nos faz rodar em contra relógio até uma daquelas estradas recheada de curvas e contra curvas.

Toyota GT 86

Porém, ainda dentro do circuito urbano, o GT86 consegue ser tão dócil quanto necessário. Contudo, na primeira oportunidade fomos tratar desta “crise de ansiedade”. Para quem conhece, o cenário foi a estrada da Serra, que liga o Porto a Santo Tirso. A descida para o cruzamento da Camposa deu para tomar o pulso. Foi-se “brincando” com o botão Track, que coloca em modo off grande parte da eletrónica e transforma o GT86, num puro desportivo, à moda antiga.

Seguiram-se mais uns quilómetros até ao Aeródromo de Vilar de Luz, sempre com mesma nota de diversão. Porém, foi no regresso, na subida para a zona de S. Miguel - O - Anjo que o ponteiro das rotações andou mais em cima. Na verdade, é na fasquia das 5000 rpm, que este motor boxer mostra para o que foi feito e começa a exigir mais concentração. Deste regime até às 7000 rpm é um “piscar de olhos” e aqui temos, ainda, todos os 205 Nm de binário à nossa disposição e os 200cv a todo o vapor. A juntar-se a isso, há uma caixa manual, de seis relações, curta e muito precisa, tal como a direção direta, que permite uma leitura e inserção em curva quase milimétrica. A rigidez da carroçaria e as melhorias operadas nas ligações ao solo, sobretudo no trem traseiro, agora com duplos triângulos sobrepostos e amortecedores com novas taragens, “ajudam à festa”. Em matéria de pneumáticos, os Michelin Primacy, na medida de 215/45/R17, mesmo que mais talhados para uma utilização mais civilizada estiveram à altura das exigências. Uma palavra ainda no que respeita a consumos, mesmo com estes “abusos” à mistura, a média foi de 8,9 l/100km.

Galp
Galp
A versão ensaiada, GT86 2.0 Black Touch Edition é proposta por 42 668.66€.

Atenção ao detalhe

Comparativamente com a geração anterior, o construtor nipónico operou apenas mudanças de pormenor, que passam pela adoção de tecnologia bi-LED nas óticas dianteiras e LED atrás, novos apêndices aerodinâmicos na secção inferior do pára-choques dianteiro. O conjunto posterior está mais largo e completado por um difusor a preto, que contrasta com a nova cor, o Cinza Magnetite. No habitáculo o construtor faz questão de manter o espírito “racing”, os bancos dianteiros, em couro preto e as costuras a vermelho, tipo “baquet” permitem um encaixe perfeito. No topo da consola central, o ecrã tátil está perfeitamente enquadrado no conjunto. O painel de instrumentos, com informação a surgir em itálico e sobre um fundo branco dá continuidade à política desportiva.

interior do GT86

Para além disso, os mais entusiastas ainda se podem entreter com um género de telemetria, às opções de um cronómetro - Lap Watch - e uns gráficos que mostram a relação dos regimes de motor e ainda ângulos de viragem. Mesmo tendo plena consciência que a diversão está reservada, sobretudo, para os dois lugares dianteiros, o GT86 que é um 2+2, permite ainda mais dois ocupantes (de estatura mediana) atrás, mas claro está para passeios mais curtos e menos emotivos.