Filtros de partículas na mira dos ambientalistas
A regeneração dos filtros de partículas continua a ser problema nos novos veículos a gasóleo, de acordo com um estudo da Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E). A entidade indica que a análise, feita por laboratórios independentes, a versões Diesel de Nissan Qashqai e Opel Astra (sem, contudo, especificar os motores) concluiu que os veículos “têm emissões de partículas que atingem picos mil vezes acima do normal”.

Revela a T&E num comunicado revelado pela sua afiliada portuguesa, a ZERO, que, aquando da limpeza/regeneração dos filtros de partículas dos veículos atingem-se picos de emissão “que são particularmente” graves para o coração. Estas situações podem verificar-se em áreas urbanas a cada 15 km e são efetivamente ignoradas pelos testes oficiais de emissões. “Os legisladores europeus e nacionais devem aceitar definitivamente que os veículos a gasóleo ainda são altamente poluentes e devem tomar medidas urgentes, como apertar os limites de emissão e os testes de emissões serem mais rigorosos”, referem T&E e ZERO.
As marcas automóveis garantem, por seu turno, que os modelos cumprem a legislação e que o setor tem melhorado a performance ambiental. De uma forma geral, as partículas inaláveis podem aumentar significativamente o risco de doenças cardiorrespiratórias. Mais de 45 milhões de veículos contêm estes filtros de partículas na Europa, o que representa um total de 1,3 mil milhões de limpezas (“regenerações”) por ano. Em Portugal, os cerca de 775 mil veículos a gasóleo equipados com filtros de partículas efetuarão, por estimativa, 23 milhões de limpezas por ano.




