A BMW está a preparar um M3 elétrico. É lidar!
O BMW M3 vai ser elétrico? Pensamos que estamos preparados para os elétricos, mas não há nada que nos prepare para o fim dos carros a combustão interna. Pelo menos, para o fim de alguns deles.

Se a BMW está a preparar um M3 elétrico, então os motores de combustão interna, sem dúvida estão mesmo a chegar ao fim da linha. Nada há que possamos fazer. É lidar... Ainda assim, a marca promete o mesmo feeling que é proporcionado por um ‘ Bmw M’...valha-nos isso.
Este desafio é, provavelmente, o mais inquietante para quem cresceu a gostar de automóveis e de os conduzir. Habituámo-nos a olhar para os carros com paixão, a usufruir deles apesar de não serem práticos, de não terem espaço...por vezes. até por não serem práticos e por não terem espaço. Substituir um carro prático por um carro prático elétrico é uma coisa simples e faz todo o sentido. Mas substituir um desportivo por um desportivo elétrico, isso já é um jogo de outra liga.
Os desafios são enormes, porque a questão central não é apenas uma. Num carro com motor de combustão, as peças mecânicas transmitem-nos sensações, a caixa de velocidades transmite-nos sensações, o som do motor também. Num carro desportivo, todas as peças e sons nos transmitem alguma coisa, feedback dos limites dinâmicos do carro, bem como emoção.
Quando conduzimos um carro elétrico, em silêncio, na mesma mudança, desaparece quase tudo o que é emocional. E isso é um problema, não só para nós, consumidores, mas para as marcas. O que vale um M sem emoção? Nada! E a divisão M da BMW sabe que esse é o seu activo mais importante.
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Frank Van Meel, o homem por detrás da letra mais poderosa do planeta, CEO da divisão ‘M’ da BMW, confirmou recentemente:
‘’Nesta fase de eletrificação, a questão mais importante para nós é, se um M é suposto conduzir-se como um M, como é que vamos conseguir levar aquele feeling de condução de um M com motor convencional para um M elétrico. Isso é o que temos que fazer‘’
Com o M3 será diferente?
Essencialmente, a marca promete garantir todo o divertimento à custa de 4 motores elétricos independentes, montados nas rodas, que serão controlados por um novo Pack ECU. Esta nova ECU (Electronic Control Unit) está preparada para lidar com a gestão de 4 motores independentes com uma potência combinada até cerca de 1320 cavalos.
Todas as marcas parecem recorrer à eletrónica para produzir e controlar as emoções dos condutores de carros elétricos. A Ford apresentou recentemente o Mustang Mach-e Rally, ‘equipando-o’ com um modo de condução Rally Sport.
No caso da BMW , a ECU vai integrar software de controlo do chassis, controladores de estabilidade, controladores de torque e da bateria por forma a desbloquear novas capacidades dinâmicas.
Van Meel, esclarece (1): ‘ Quando temos 4 motores elétricos, não temos de lidar apenas com a questão dinâmica do chassis, mas também com a questão dos motores. Temos que garantir uma lógica integrada. Quando travamos em pista, temos desacelerações com forças superiores a 1 G, ao mesmo tempo queremos garantir a estabilidade adequada para acelerar’
A importância do ‘som’...
O carro também interage com o condutor através do som, de uma forma emocional, mas transmite igualmente informação rigorosa.
‘’É um pouco como quando vamos de mota, vamos em terceira e ouvimos as rotações. Sabemos exactamente a velocidade a que vamos sem termos que olhar para o conta-quilómetros. Falta esse feedback se não tivermos ‘som’. Estamos a procurar outras formas de fornecer esse feedback ao condutor.’’
Por fim, sabemos que o BMW M3 elétrico poderá chegar em 2027 e que não existem ainda dados relativamente à performance do carro. Apenas sabemos que a marca promete a sensação de um ‘M’.






