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O Volkswagen Golf GTI vai ser elétrico. Aproveitamos para rever a sua história, desde o MK1.

A Volkswagen promete que o próximo Golf GTI será divertido, mas não usará gasolina. Sendo o Golf GTI o mentor de todos os hot-hatch clássicos que lhe seguiram, poderá estar em causa a sobrevivência de toda uma espécie.

Nuno Poço
Nuno Poço
O Volkswagen Golf GTI vai ser elétrico. Aproveitamos para rever a sua história, desde o MK1.

Agora, com menos drama, aproveitamos para rever todas as versões do Golf GTI, um dos mais icónicos Hatchback desportivos de sempre.

O primeiro Golf nasce em 1974, com a difícil missão de substituir o carocha como o carro mais importante da marca e de ser comercializado em todos os cantos do globo.

Nessa altura, o projecto de um Golf GTI surge na penumbra, sem um aval oficial, tendo sido submetido para aprovação apenas em Março de 1975, recebendo então luz verde. ‘Here we go!’

Golf GTI MK1

A primeira geração. Volkswagen Golf GTI Mk1 (1976-1984)

A primeira versão do Golf GTI foi lançada em 1976, equipado com um motor de 1.6 litros de injecção que gerava 110 cavalos. Muito leve, pesava apenas 830 Kgs, era capaz de atingir os 180 km/h.

Na nossa opinião, a primeira geração é uma das mais bem conseguidas. Simples, geométrico, com resguardos de para-lamas, pretos, em plástico, tão característicos dos GTI dos anos 80.

Em 1982, o MK1 recebe um upgrade para um motor de 1.8 litros com 112 cavalos, apenas mais 2 cavalos, mas com um binário superior (153 Nm), mais propício a um dia-a-dia normal em regimes mais baixos.

Golf GTI MK2

Volkswagen Golf GTI MK2 (1984-1992)

Em 1984 surge a segunda geração do Golf GTI. Usava o mesmo bloco de 1781 cm3, mas ganhou 16 válvulas em 1986, passando a debitar então 129 cavalos e sendo capaz de atingir os 200 Km/h.

É um carro maior, mais confortável e também um pouco mais pesado, com cerca de 930 Kgs.

O MK2 perde um pouco o potencial clássico que tem a primeira geração, mas mantém uma grelha interessante com faróis duplos. Apesar de ter arredondado a traseira, não perdeu completamente o equilíbrio e continuamos a gostar dele.

Golf GTI MK3

Volkswagen Golf GTI MK3 (1992-1998)

Em 1992, a Volkswagen aplica a mesma fórmula na terceira geração do Golf . Neste caso, o GTI acabou por receber um bloco de 2 litros com 16 válvulas, na sua versão mais potente. Debita então 150 cavalos e atinge os 215 km/h, cumprindo a aceleração dos 0 até aos 100 Km/h em cerca de 8,3 segundos.

Nesta altura, o peso do GTI MK3 ultrapassa já os 1100 Kgs.

É a geração do Golf que achamos menos interessante. O carro perdeu geometria e perdeu também a grelha com faróis duplos, incluindo tudo numa única óptica.

Golf GTI MK4

Volkswagen Golf GTI MK4 (1998-2004)

A quarta geração do Golf é, de acordo com a Volkswagen , ‘modesta’ e simples. Na nossa opinião, o Mk4 é uma espécie de consolidação das linhas da terceira geração, conseguindo mais consistência nas linhas orgânicas.

Um destaque para a edição especial ‘25 anos’ com um bloco 2 litros turbo, que disponibilizava 180 cavalos.

Galp
Galp
O Golf GTI é o compacto desportivo mais bem sucedido…desde sempre.
O Volkswagen Golf GTI vai ser elétrico. Aproveitamos para rever a sua história, desde o MK1.

Volkswagen Golf GTI MK5 (2004-2009)

Com a quinta geração, o Golf GTI ganhou uma nova vida. Compacto, este hot-hatch por excelência, prometia divertimento e tinha um visual mais desportivo. Equipado com um motor 2.0 turbo de 200 cavalos, este GTI atingia os 235 Km/h.

O Golf também se apresentava maior, com mais de 4,20 de comprimento e pesava mais de 1350 Kgs, uma diferença de 520 Kgs relativamente ao Mk1.

Em 2006, a Volkswagen lançava uma edição especial por altura dos 30 anos do GTI, que recorria ao mesmo motor de onde extraía 230 cavalos e poupava cerca de 0,5 segundos na aceleração.

Golf GTI MK6

Volkswagen Golf GTI MK6 (2009-2013)

O MK6 provou ser um sucessor à altura do Mk5. Mais ou menos da mesma dimensão, o MK6 não parecia tão acutilante como o MK5 em termos visuais. No entanto, tinha melhor rácio peso/potência, pois debitava 211 cavalos para pouco mais de 1400 kgs.

A principal inovação era o sistema eletrónico de bloqueio do diferencial, permitindo maior estabilidade e melhor dinâmica.

Mais uma vez, a edição especial dos 35 anos, recebeu um upgrade, debitando 235 cavalos, atingia velocidades próximas dos 250 km/h e cumpria os 0-100 em apenas 6,6 segundos.

Golf GTI MK7

Volkswagen Golf GTI MK7 (2013-2019)

Em 2009 surgiu o GTI MK7, proposto em 2 versões, com 220 e 230 cavalos.

A nova plataforma MQB permite-lhe uma distância entre eixos superior e, ao mesmo, tempo, perder peso. No caso do GTI, o emagrecimento foi de cerca de 40 kgs. O carro também é ligeiramente mais baixo e a aerodinâmica melhorou.

Podem parecer pormenores, mas são coisas que acabam por se notar numa condução ‘no limite’.

Mais uma vez, para celebrar os 40 anos do Golf GTI, a Volkswagen lança o Golf GTI Clubsport S, com 310 cavalos de potência e mais leve, que atingia os 265 km/h e bateu o recorde em Nurburgring no ano de 2016.

GOLF GTI MK8

Volkswagen Golf GTI MK8 (2019- )

A oitava geração do Golf GTI é a que está actualmente disponível no Guia do Automóvel. Existem 2 versões, o Golf GTI de 245 cavalos e a versão GTI Clubsport de 300 cavalos e capaz de acelerar até aos 100 km/h em apenas 5,6 segundos.

Apesar da frente composta por um para-choques mais agressivo, com uma grelha em ‘favo’ e a clássica linha vermelha do GTI, que continua para as ópticas, preferimos a geração 7 do GTI.

Em conclusão, o Golf GTI tem um historial épico. Um pequeno hatchback com dupla personalidade. Desportivo e rápido e, ao mesmo tempo, compacto, capaz de ser conduzido calmamente em cidade com consumos bastante razoáveis.

Era exatamente isto que a Volkswagen prometia em 1976 e manteve-se fiel a esse princípio. Por isso mesmo, o Golf GTI é, sem dúvida, o compacto desportivo mais bem sucedido…desde sempre.

A próxima geração será elétrica e, provavelmente, o momento mais difícil para a sobrevivência desta espécie. Ok, já sei...mas se não dramatizarmos sentimos que ficamos aquém da paixão que, em tempos, sentimos por eles.

O Volkswagen Golf GTI vai ser elétrico. Aproveitamos para rever a sua história, desde o MK1.

A Volkswagen promete que o próximo Golf GTI será divertido, mas não usará gasolina. Sendo o Golf GTI o mentor de todos os hot-hatch clássicos que lhe seguiram, poderá estar em causa a sobrevivência de toda uma espécie.

Nuno Poço
Nuno Poço
O Volkswagen Golf GTI vai ser elétrico. Aproveitamos para rever a sua história, desde o MK1.

Agora, com menos drama, aproveitamos para rever todas as versões do Golf GTI, um dos mais icónicos Hatchback desportivos de sempre.

O primeiro Golf nasce em 1974, com a difícil missão de substituir o carocha como o carro mais importante da marca e de ser comercializado em todos os cantos do globo.

Nessa altura, o projecto de um Golf GTI surge na penumbra, sem um aval oficial, tendo sido submetido para aprovação apenas em Março de 1975, recebendo então luz verde. ‘Here we go!’

Golf GTI MK1

A primeira geração. Volkswagen Golf GTI Mk1 (1976-1984)

A primeira versão do Golf GTI foi lançada em 1976, equipado com um motor de 1.6 litros de injecção que gerava 110 cavalos. Muito leve, pesava apenas 830 Kgs, era capaz de atingir os 180 km/h.

Na nossa opinião, a primeira geração é uma das mais bem conseguidas. Simples, geométrico, com resguardos de para-lamas, pretos, em plástico, tão característicos dos GTI dos anos 80.

Em 1982, o MK1 recebe um upgrade para um motor de 1.8 litros com 112 cavalos, apenas mais 2 cavalos, mas com um binário superior (153 Nm), mais propício a um dia-a-dia normal em regimes mais baixos.

Golf GTI MK2

Volkswagen Golf GTI MK2 (1984-1992)

Em 1984 surge a segunda geração do Golf GTI. Usava o mesmo bloco de 1781 cm3, mas ganhou 16 válvulas em 1986, passando a debitar então 129 cavalos e sendo capaz de atingir os 200 Km/h.

É um carro maior, mais confortável e também um pouco mais pesado, com cerca de 930 Kgs.

O MK2 perde um pouco o potencial clássico que tem a primeira geração, mas mantém uma grelha interessante com faróis duplos. Apesar de ter arredondado a traseira, não perdeu completamente o equilíbrio e continuamos a gostar dele.

Golf GTI MK3

Volkswagen Golf GTI MK3 (1992-1998)

Em 1992, a Volkswagen aplica a mesma fórmula na terceira geração do Golf . Neste caso, o GTI acabou por receber um bloco de 2 litros com 16 válvulas, na sua versão mais potente. Debita então 150 cavalos e atinge os 215 km/h, cumprindo a aceleração dos 0 até aos 100 Km/h em cerca de 8,3 segundos.

Nesta altura, o peso do GTI MK3 ultrapassa já os 1100 Kgs.

É a geração do Golf que achamos menos interessante. O carro perdeu geometria e perdeu também a grelha com faróis duplos, incluindo tudo numa única óptica.

Golf GTI MK4

Volkswagen Golf GTI MK4 (1998-2004)

A quarta geração do Golf é, de acordo com a Volkswagen , ‘modesta’ e simples. Na nossa opinião, o Mk4 é uma espécie de consolidação das linhas da terceira geração, conseguindo mais consistência nas linhas orgânicas.

Um destaque para a edição especial ‘25 anos’ com um bloco 2 litros turbo, que disponibilizava 180 cavalos.

Xpeng G9
Xpeng G9
O Golf GTI é o compacto desportivo mais bem sucedido…desde sempre.
O Volkswagen Golf GTI vai ser elétrico. Aproveitamos para rever a sua história, desde o MK1.

Volkswagen Golf GTI MK5 (2004-2009)

Com a quinta geração, o Golf GTI ganhou uma nova vida. Compacto, este hot-hatch por excelência, prometia divertimento e tinha um visual mais desportivo. Equipado com um motor 2.0 turbo de 200 cavalos, este GTI atingia os 235 Km/h.

O Golf também se apresentava maior, com mais de 4,20 de comprimento e pesava mais de 1350 Kgs, uma diferença de 520 Kgs relativamente ao Mk1.

Em 2006, a Volkswagen lançava uma edição especial por altura dos 30 anos do GTI, que recorria ao mesmo motor de onde extraía 230 cavalos e poupava cerca de 0,5 segundos na aceleração.

Golf GTI MK6

Volkswagen Golf GTI MK6 (2009-2013)

O MK6 provou ser um sucessor à altura do Mk5. Mais ou menos da mesma dimensão, o MK6 não parecia tão acutilante como o MK5 em termos visuais. No entanto, tinha melhor rácio peso/potência, pois debitava 211 cavalos para pouco mais de 1400 kgs.

A principal inovação era o sistema eletrónico de bloqueio do diferencial, permitindo maior estabilidade e melhor dinâmica.

Mais uma vez, a edição especial dos 35 anos, recebeu um upgrade, debitando 235 cavalos, atingia velocidades próximas dos 250 km/h e cumpria os 0-100 em apenas 6,6 segundos.

Golf GTI MK7

Volkswagen Golf GTI MK7 (2013-2019)

Em 2009 surgiu o GTI MK7, proposto em 2 versões, com 220 e 230 cavalos.

A nova plataforma MQB permite-lhe uma distância entre eixos superior e, ao mesmo, tempo, perder peso. No caso do GTI, o emagrecimento foi de cerca de 40 kgs. O carro também é ligeiramente mais baixo e a aerodinâmica melhorou.

Podem parecer pormenores, mas são coisas que acabam por se notar numa condução ‘no limite’.

Mais uma vez, para celebrar os 40 anos do Golf GTI, a Volkswagen lança o Golf GTI Clubsport S, com 310 cavalos de potência e mais leve, que atingia os 265 km/h e bateu o recorde em Nurburgring no ano de 2016.

GOLF GTI MK8

Volkswagen Golf GTI MK8 (2019- )

A oitava geração do Golf GTI é a que está actualmente disponível no Guia do Automóvel. Existem 2 versões, o Golf GTI de 245 cavalos e a versão GTI Clubsport de 300 cavalos e capaz de acelerar até aos 100 km/h em apenas 5,6 segundos.

Apesar da frente composta por um para-choques mais agressivo, com uma grelha em ‘favo’ e a clássica linha vermelha do GTI, que continua para as ópticas, preferimos a geração 7 do GTI.

Em conclusão, o Golf GTI tem um historial épico. Um pequeno hatchback com dupla personalidade. Desportivo e rápido e, ao mesmo tempo, compacto, capaz de ser conduzido calmamente em cidade com consumos bastante razoáveis.

Era exatamente isto que a Volkswagen prometia em 1976 e manteve-se fiel a esse princípio. Por isso mesmo, o Golf GTI é, sem dúvida, o compacto desportivo mais bem sucedido…desde sempre.

A próxima geração será elétrica e, provavelmente, o momento mais difícil para a sobrevivência desta espécie. Ok, já sei...mas se não dramatizarmos sentimos que ficamos aquém da paixão que, em tempos, sentimos por eles.