Ensaio | Honda HR-V Hybrid. Mais quadrado e ainda mais fora da caixa
Todos a bordo para mais um ensaio e, desta vez, ao Honda HR-V 1.5 e:HEV Advance, a combinação entre segurança, conforto e um design “todo pintas”.

O HR-V entra no plano estratégico da Honda como uma flecha que pretende alcançar o maior número de compradores possível. Com um estilo bem mais apelativo do que as gerações anteriores, o HR-V apresenta-se com um ar europeu num segmento entre o B-SUV e o C-SUV.
Design Exterior | Simples mas com Pinta
O design exterior do Honda HR-V é ligeiramente mais quadrado do que o da primeira geração. Há quem o compare a uma caixa de sapatos mas deixem que vos diga que se as vossas caixas são assim, os sapatos devem ser espetaculares. Não é que o design deste Honda seja fenomenal mas, ainda que quadrado, é bem moderno e destaca-o da concorrência.
Destaque para os faróis LED, a grade hexagonal na dianteira e para as linhas que arrebitam a traseira. Sim, porque é possível ser quadrado e manter a traseira arrebitada (quase como uma lordose). A pintura de dois tons, no caso da viatura que ensaiei, combina um Platinum White Pearl com um preto no tejadilho e torna-o ainda mais intemporal. Pessoalmente, o HR-V é um modelo que se faz parecer mais premium e moderno do que um Volkswagen T-Roc ou um Skoda Karoq.
Interior | Tudo pela usabilidade
Linhas simples num interior focado na usabilidade. O habitáculo do HR-V é mais sofisticado do que a maioria dos outros modelos da marca. Ao centro do tablier destaca-se o ecrã interativo de 9 polegadas que equipa o sistema Honda CONNECT com navegação. O sistema integra Android Auto e Apple CarPlay.
As linhas retas que compõem o tablier incluem as saídas de ventilação ajustadas através de botões físicos. O espaço a bordo é bastante positivo, mesmo nos bancos traseiros, seja em espaço de pernas ou altura. Todos os assentos são confortáveis, com especial destaque para o do condutor que oferece uma posição de condução alta.
A bagageira possui 320 litros de capacidade de carga, o que fica um pouco aquém das expectativas.
**Condução | Muito bem…E este ruído do motor?”
Conduzir o Honda HR-V é muito confortável pela grande competência na gestão dos modos de condução. Em ambiente citadino, move-se silenciosamente, dando total prioridade ao modelo 100% elétrico. Bastante ágil, este modelo possui recursos de segurança muito eficazes.
Começo a torcer o nariz quando piso o acelerador, principalmente em autoestrada e o ruído do motor é como se estivesse a suplicar por um aumento da mudança na caixa. CVT és tu? - pergunto eu. Não, não é, mas podia ser tal é o ruído. A marca decidiu programar as mudanças de velocidade no motor a gasolina para que as rotações caiam e assim se faça soar um som semelhante ao de uma caixa de transmissão tradicional.
Isto significa que para uma condução urbana o HR-V é ótimo de se ter, mas para uma condução de autoestrada já vai exigir uma tolerância maior aos ruídos e sons do motor (que eu já não tenho). Também por questões de economia do combustível, o HR-V demonstra-se mais competente em ambientes urbanos, com uma média que ronda os 5l/100km.
O sistema e:HEV possui três modos de condução: Sport, Normal e Eco, que ajudam a tirar o maior proveito da viatura nos mais diferentes ambientes.
O preço da montra final é… 39.900€. Valerá a pena?
Depois deste ensaio não me restam dúvidas de que quer o design exterior, quer o interior do HR-V estão muito bem conseguidos. Tudo parece estar arrumado no seu devido lugar e tem um aspeto muito clean e funcional. O espaço e conforto a bordo são outros aspetos a considerar positivamente em relação a este modelo.
A tecnologia empregue no HR-V pode não ser de última geração mas cumpre com o seu propósito e torna as viagens mais conectadas e agradáveis.
O principal argumento que me levaria a excluir o HR-V da lista de opções de compra seria o ruído do motor. A juntar a isso, a capacidade de carga da bagageira também não é surpreendente.
Colocando tudo numa balança, pesam mais os argumentos positivos, o que não significa que a concorrência não deva ser considerada.








