Fórmula 1: Dietrich Mateschitz estaria orgulhoso desta vitória
No fim-de-semana da morte do empreendedor Austríaco Dietrich Mateschitz, fundador da Red Bull, a sua equipa de fórmula 1 sagra-se campeã do mundo de construtores. Recordamos a ligação da Red Bull à Fórmula 1.

Dietrich faleceu este sábado, aos 78 anos, depois de uma luta prolongada contra o cancro. Considerado um génio do marketing, Dietrich Mateschitz conseguiu construir um império à volta da bebida energética Red Bull, empresa que co-fundou no final dos anos 80.
Depois de terem adaptado uma bebida energética tailandesa ao gosto ocidental, Mateschitz e o seu sócio, Chaleo Yoovidhya, criaram a marca Red Bull e posicionaram-na no segmento mais premium do mercado de bebidas e refrigerantes.
Depois, entra em jogo a genialidade de Mateschitz, que delineou que grande parte da sua estratégia de promoção passaria pela publicidade criativa e pela ligação ao desporto, nomeadamente a ligação ao desporto motorizado e à Fórmula 1.
A sua ligação à F1 começou em 1995 com o patrocínio da equipa Sauber. Essa parceria conheceu altos e baixos e durou até 2004, altura em que a Red Bull sentiu que estava pronta para dar o passo tendo adquirido a Jaguar Racing Team.
Começava aí o sonho de Dietrich de ter uma equipa de fórmula 1.
No ano de estreia, a RBR conseguia amealhar 34 pontos, com David Coulthard a reclamar para si 24 desses pontos.
Nos 2 anos seguintes, a RBR mudava 2 vezes de motores, até firmar uma parceria longa e bem sucedida com a Renault. Efectivamente, a Renault forneceu motores à Red Bull entre 2007 e 2018, com a Red Bull a conseguir 4 títulos de constructores entre 2010 e 2013.
2010-2013
A RBR conseguiu em 2010 o seu primeiro título de construtores, com 9 vitórias em GP, 5 para Vettel, campeão do mundo nesse ano, e 4 vitórias para Webber.
Em 2011, 2012 e 2013, tendo mantido ambos os pilotos e os motores Renault , a equipa conseguiu revalidar o título. O mesmo aconteceu com o seu principal piloto, que revalidou os seus títulos e bateu inclusivamente vários recordes, o de maior número de vitórias em GP, com 11 vitórias, e maior número de pole-positions, ou o de piloto mais novo a sagrar-se tricampeão do mundo de F1.
Seguiram-se depois os anos de domínio da Mercedes, e a Red Bull só voltaria a ganhar em 2021, com Max Verstappen a sagra-se campeão do mundo pela primeira vez, naquele que é considerado por muitos um dos campeonatos mais disputados e interessantes de sempre.
Este fim-de-semana voltou a acontecer… A Red Bull Racing revalidou o título, num época que dominou sem dificuldades. Dietrich estaria certamente orgulhoso.




