A escolha entre um carro novo ou usado é acima de tudo uma escolha pessoal. Quais as principais vantagens de um carro novo ou de um carro usado? Vamos tentar enumerar essas vantagens e perceber quais os fatores que podem ditar essa escolha.
Novo é novo e isso dá garantias de que, em princípio, irá comprar um carro sem defeitos. Os carros novos têm garantias melhores porque normalmente essas garantias envolvem os fabricantes e não apenas os stands ou os concessionários. Atualmente, algumas marcas oferecem 7 ou mais anos de garantia na compra de um dos seus modelos. Uma outra vantagem dos carros novos é que vêm equipados com a última tecnologia. Pode ser que muita dessa tecnologia não seja valorizada por si, mas lembre-se que parte da nova tecnologia pode ser considerada essencial. Por exemplo, um carro novo é muito mais seguro para passageiros ocupantes ou para peões do que carros que já contam com 7 ou 8 anos.
Hoje em dia, os carros têm muita tecnologia, estão cheios de sensores e com sistemas de infotenimento cada vez mais sofisticados e com cada vez mais e melhores aplicações. Se valoriza dispor da última tecnologia disponível, então comprar novo é o ideal para si. Por último, o financiamento de um carro novo terá, em princípio, uma taxa inferior ao de um carro usado. Ou seja, apesar de um novo implicar maior investimento à partida, essa diferença, na prática, pode ser atenuada pelo facto de ter melhores condições financeiras na aquisição.
Os carros usados também podem ter algumas vantagens. A primeira e mais importante é o preço. Um carro novo perde muito valor durante os primeiros 2 ou 3 anos de utilização, pelo que comprar um usado com essa idade vai permitir-lhe evitar perder esse valor. Quando um carro sai do stand, no estado de novo, perde imediatamente um valor que pode ultrapassar os 20% do valor de aquisição. Assim, ainda que essa perda possa ser amortizada ao longo do tempo que vai manter o carro, a aquisição de uma viatura de serviço num concessionário ou aquisição de um carro no programa de usados da marca pode ser um bom compromisso. Por um lado, está a comprar um carro que dispõe da última tecnologia e, por outro, está a comprar um carro com um desconto substancial.
Adicionalmente, as garantias dos carros usados têm evoluído bastante. Por exemplo, um carro recondicionado que seja vendido por um profissional, já em Janeiro de 2022, tem uma garantia de 3 anos.
Como dissemos anteriormente, trata-se de uma escolha pessoal entre valorizar a última novidade ou estar disposto a fazer esse investimento ou fazer concessões ao nível da tecnologia e comprar um carro com um ganho financeiro.
Na hora de comprar um carro muitas empresas equacionam o renting enquanto a maior parte dos compradores particulares escolhem comprar o carro. Mas as coisas estão a mudar e muitos particulares começam a olhar para o carro como uma solução de mobilidade e encaram o seu custo de utilização com mais naturalidade.
Há relativamente pouco tempo, na maior parte dos países do sul da Europa, os compradores particulares olhavam para o seu carro com orgulho e faziam compras apaixonadas, equipando os seus carros à sua medida. Era como se o carro fosse uma extensão da sua personalidade, fazendo uma compra cuidada, desde a escolha do modelo, cor ou jantes até às opções interiores de estofos e equipamentos. Era natural então que optassem por comprar o seu carro e cuidar dele.
Atualmente, pensamos que isso ainda ocorre com algumas marcas, que são capazes de evocar valores e despertar paixões. Por exemplo, é natural que um apaixonado por carros queira comprar o seu Porsche e não opte por alugá-lo. Mas, na maior parte das compras não é isto que acontece, as pessoas precisam de um carro simplesmente como solução de mobilidade.
Nestes casos, o renting pode ser uma solução alternativa. Um renting pode ter algumas vantagens que devem ser consideradas. Por um lado, permite não ter que lidar com a gestão da manutenção, seguros, pneus, etc. Dessa forma, com um renting, tem a garantia de nunca ficar sem carro, mesmo nos dias em que o carro tem que parar por causa de uma manutenção programada.
Para além disso, num período de incerteza tecnológica, como o atual, em que a decisão passa por escolher um motor de combustão, um elétrico ou um carro a hidrogénio, sem termos grande informação da tecnologia que vai vingar no futuro, o carro fica em nome da empresa de renting pelo que é a empresa a assumir o risco de uma desvalorização futura, no caso da tecnologia ser descontinuada.
Para além disso, o renting pode ter alguma vantagem principalmente se pretender trocar várias vezes de carro, de 3 em 3 anos por exemplo. À medida que o tempo de vida útil do carro aumenta, o renting vai ficando comparativamente mais caro. Ou seja, se pretende um carro para 6 ou 7 anos vai compensar comprar o carro em vez de fazer um renting.
Em resumo, o renting ficará sempre mais caro do que a compra e a única situação em que os valores se podem equiparar é nos prazos curtos de 3 anos, mas por outro lado anula o risco da compra e pode ser uma solução mais conveniente. Se pretende saber quanto lhe fica a renda mensal de um renting para uma determinada viatura, pode visitar a página do modelo e fazer essa simulação ou visitar a página com o nosso simulador de renting da LeasePlan aqui.
Na altura da compra, a maior parte das pessoas considera a aquisição de um carro elétrico ou de um híbrido, seja devido a vantagens fiscais em vigor, seja pelo cálculo de uma poupança ou pelo perfil ambiental. Se as preocupações forem essencialmente ambientais, mesmo que não haja uma poupança significativa, poderá escolher um elétrico (EV).
Porém, a decisão pode depender do número de quilómetros que faz diariamente e do uso que vai dar ao carro.
Uma das primeiras coisas que terá que assegurar é o carregamento, seja em casa ou no trabalho. É essencial que, em pelo menos num destes locais, tenha uma estação de carregamento disponível. Isto é essencial, mesmo que a sua opção seja por um carro híbrido. Uma das principais preocupações que são relatadas pelos condutores de carro elétricos e híbridos é precisamente a ansiedade da autonomia e, no caso dos híbridos, a ansiedade dos consumos registados pelo computador de bordo. Assim, deverá assegurar que as suas viagens começam com a autonomia eléctrica no máximo. Avalie também a rede de abastecimento nos locais que visita regularmente. Por exemplo, o local onde normalmente faz as compras tem postos de carregamento disponíveis? Pode ser outro local, onde tem que parar o carro por uma ou duas horas e onde pode aproveitar para carregar a bateria. Se estas condições não forem asseguradas, deve-se escolher um carro de combustão interna.
Por outro lado, o seu percurso diário tem que estar dentro do regime da autonomia ou, no caso dos híbridos, perto desse limite da autonomia elétrica. Se fizer mais de 100 quilómetros no percurso diário, um carro híbrido vai trazer-lhe ansiedade de consumos e poderá ser melhor um EV. Se o percurso diário estiver para além da autonomia de um elétrico, então a opção deverá ser por um carro de combustão interna ou um PHEV.
Avalie quantas vezes num ano, tem que fazer uma viagem não planeada, uma viagem que o obrigue a carregar o carro numa estação de carregamento sem ser em casa ou no trabalho. Esse carregamento pode ficar bastante caro e não trazer poupança. Se o número de viagens nessas condições ocorrerem poucas vezes por ano, isso não será um problema, mas se frequentemente lhe acontecer ter que decidir iniciar uma viagem que não planeou, então a escolha de um carro elétrico pode ser um erro.
Em conclusão, deve avaliar as vantagens de aquisição de um carro com energias alternativas e fazer essa avaliação no contexto do seu uso diário e nas condições das infraestruturas que vai encontrar.
Esta é uma pergunta que nos surge com cada vez maior frequência. É verdade que os carros a gasóleo vão acabar? É verdade que vai haver proibições de circulação para os carros a gasóleo?
Existe a possibilidade de os carros a gasóleo acabarem. Cada vez mais vemos as marcas deixarem de produzir veículos a combustão, especialmente os que usam gasóleo, e a anunciarem planos para o ano em que venderão apenas veículos elétricos. Isso é claramente uma tendência na indústria automóvel. Porém, os carros de combustão interna não vão pura e simplesmente desaparecer dentro de 5 anos, ou mesmo dentro de 10 anos. Há algumas marcas que anunciam ainda o investimento em novas tecnologias de combustão e em novas tecnologias diesel. Assim, podemos esperar que os motores a gasóleo sejam cada vez mais evoluídos tecnologicamente e cada vez menos poluentes também.
Este combustível continuará a ser usado por pessoas que fazem muitos Kms por ano ou no transporte de mercadorias. Por exemplo, se a sua vida profissional exige que faça 40 ou 50 mil Kms por ano, pode continuar a fazer sentido usar um carro a gasóleo. Lembre-se, no entanto, que cada vez um menor número de pessoas procura um carro com esse tipo de combustível, pelo que é de esperar que o valor de desvalorização se acentue nesta opção de combustível.
Para a maior parte das pessoas a escolha do carro faz-se por uma questão de gosto pessoal. As pessoas gostam de uma determinada marca e essa marca lançou um carro com um design interessante e, neste caso, esse carro entra no radar de compra. Devemos escolher um carro que gostamos, como é evidente, mas essa decisão deve depender do tipo de utilização que fazemos da viatura, uma vez que isso vai influenciar a carroçaria e o combustível.
Que tipo de percursos fazemos? Quantos quilómetros fazemos por dia? Quantos lugares se encontram ocupados nas deslocações diárias? Vamos transportar coisas na mala? Estamos a falar de um segundo carro ou será o carro principal da família? Todas as respostas a estas questões vão ajudar-nos a definir pelo menos o tipo de carroçaria e o combustível do carro que vamos comprar.
Se, por exemplo, o carro for o carro principal da família, então ele deve ser mais versátil porque terá que ser usado em condições de utilização muito diferentes. Vamos conduzi-lo durante os dias da semana, em percursos curtos, mas também o vamos usar para deslocações em férias onde o espaço já é importante. Nesse caso, um carro familiar com espaço, como um SUV ou uma carrinha podem fazer mais sentido. Se, pelo contrário, se tratar de um segundo carro, então ele já pode ter características mais específicas.
A maior parte das famílias não consegue partilhar o carro nas viagens diárias e, por isso, têm que dispor de 2 carros. Um deles pode servir também para transportar os filhos para a escola, mas normalmente o outro vai ocupado apenas com 1 passageiro. Nem sempre a escolha deste segundo carro é feita racionalmente. A partilha de carros ou o uso de transportes públicos pode ser também uma alternativa racional.
Se a maior parte dos percursos forem citadinos e o carro servir para transportar apenas 1 pessoa, então deve ser ágil, mais pequeno para estacionar e para optimizar os consumos. Pode ser um carro a gasolina se forem percursos muito curtos, ou um carro elétrico se estivermos a falar de percursos diários um pouco mais longos. Um carro pequeno comportar-se-á bem numa cidade, mas será mais desconfortável na autoestrada e à medida que os Kms diários aumentam.
Nesse caso e se o percurso for misto ou essencialmente em autoestrada, então deve escolher um carro um pouco maior, com uma distância maior entre eixos, mais confortável.
A escolha do combustível também vai depender do número de quilómetros, com percursos muito curtos a privilegiarem a gasolina, sendo os veículos elétricos mais adaptados a percursos mais longos mas planeados. A intermitência entre estes percursos, numa utilização mais versátil pode levar a escolhas de viaturas híbridas.
A garagem ou as condições da garagem são muitas vezes negligenciadas na altura de comprarmos um carro. Muitas mais vezes do que se pensa. As condições, o espaço, a possibilidade de instalarmos uma estação de carregamento, o facto de ser uma box individual ou de termos um ou dois lugares de garagem. É preciso avaliar o seu espaço antes de avançar com a compra.
Ouvimos muitos relatos de pessoas que compraram um carro para perceberem tarde demais que o carro não cabe na garagem ou não passa no portão, ou raspa na entrada. Isto acontece muitas mais vezes do que imagina.
Se vive num apartamento com garagens comuns torna-se mais fácil perceber as condições de acesso, uma vez que pode ter vizinhos com tipos diferentes de carros, e se eles passam, salvo a devida azelhice, o seu também pode passar. Agora, se vive numa casa em que mais nenhum carro entra para além do seu, então certifique-se que a entrada é suficientemente larga para permitir a entrada de um carro novo e que não tem inclinações ou variações abruptas que podem fazer com que o novo carro bata por baixo ou raspe com a frente. Se tiver dúvidas, mais vale prevenir e desloque-se com o carro até casa para comprovar que consegue fazer a manobra sem dificuldade.
Outra questão que se coloca atualmente, com a aquisição de híbridos plug-in ou VE, é se tem condições para colocar uma estação de carregamento em casa, na sua box ou no seu lugar de estacionamento. Fale antecipadamente com o condomínio e coloque a questão. Apesar dos condomínios não se poderem opor à instalação de uma estação de carregamento, perceba com antecedência se esse processo vai ser fácil ou complicado. Por exemplo, se há condições para montar um contador autónomo para individualizar a sua despesa com carregamentos. Pode ainda parecer-lhe suficiente ter um ponto de carregamento no local de trabalho, mas acredite que isso lhe vai trazer inconvenientes, pelo que o ideal é garantir que tem acesso a uma estação em casa.
Na altura de comprarmos um carro, vamos escolher o equipamento que precisamos, claro. Errado. Normalmente escolhemos equipamento que precisamos e equipamento que não nos vai servir para nada, e abdicamos erradamente de equipamento que não vamos usar, mas que era importante que o carro tivesse.
É necessário ter cuidado na seleção do equipamento, pelo que deve-se ponderar várias questões. Em primeiro lugar, o equipamento escolhido deve responder às necessidades diárias. Deve-se fazer uma lista dos equipamentos que já usamos diariamente e uma lista do equipamento que já nos fizeram falta em determinada situação. Mas o critério da necessidade não pode ser o único fator.
Por vezes compensa escolher equipamentos mesmo que não os consideremos fundamentais. Ou seja, há equipamentos que não respondem às nossas necessidades diárias, que não usamos normalmente e que podem encarecer o carro no momento da compra, mas que vão facilitar muitíssimo a venda do carro no final do ciclo, tendo pois um impacto muito positivo no valor de revenda do carro. Esse valor final, de revenda do carro, chama-se valor residual e é um valor a que os compradores não dão muita atenção no momento da decisão.
Um carro usado com o equipamento certo é mais fácil de vender e, para além disso, o equipamento certo pode aumentar consideravelmente o seu valor residual. Lembre-se que algum equipamento inovador ou raro num determinado momento, pode passar a ser de série ou comum dentro de 6 ou 7 anos. Um carro usado sem esse equipamento comum vai parecer mais desajustado ou antigo na altura da venda e, por esse motivo, mais difícil de vender, perdendo valor.
O tipo de equipamento tem também que estar adaptado ao segmento da própria viatura. Uma caixa de velocidades manual pode ajudar a valorizar um carro desportivo no futuro, mas uma caixa automática valoriza bastante um carro familiar ou um executivo. Equipamentos de segurança, alguns sensores, um sistema de infotenimento evoluído, GPS, etc., podem ajudar a valorizar o seu carro na altura em que for vendido. Outro ajustamento que precisa de fazer é adequar o motor ao segmento do carro. Por exemplo, um Classe C 350 pode ter motor a mais para o segmento, o que vai encarecer o carro na compra, mas dificilmente esse valor poderá ser recuperado. Mas o 350 será a motorização certa para o Mercedes CLS, e o 250 pode ser motor a menos para esse modelo, o que aumenta a dificuldade de revenda.
Assim, na altura de compra, informe-se com o vendedor da marca e tente ajustar o equipamento e a motorização de acordo com as suas possibilidades e com as suas necessidades, mas também por forma a maximizar o valor da revenda do carro.
Na altura de decidir que carro comprar , normalmente, não se fazem todas as contas. O cálculo do custo da manutenção, mão de obra ou peças não é o único que os compradores esquecem. O custo do seguro também é facilmente esquecido e só nos deparamos com ele na altura do levantamento do carro.
É sabido que o preço da manutenção ou das peças varia de marca para marca. Peça simulações e faça uma análise cuidada na altura da compra. Muitas vezes cria-se o mito de que uma determinada marca tem a manutenção muito cara, mas pode não ser o caso. O que pode fazer?
Pode simular o custo de manutenção até determinada quilometragem ou pedir ao vendedor informações acerca do custo da mão de obra. As oficinas podem facilmente tirar-lhe um orçamento de manutenção programada até aos 100 mil quilómetros, por exemplo, incluindo o preço da mão de obra, do óleo e peças de substituição programadas. Pode inclusivamente pedir alternativas para um plano de manutenção, com pagamento mensal.
Adicionalmente, informe-se acerca do preço de determinadas peças que podem ser substituídas com alguma probabilidade, como espelhos, pára-brisas ou ópticas, para-choques e jantes. Em alternativa pode também procurar o preço de peças de qualidade equivalente às originais e da manutenção em oficinas independentes. Veja também o preço dos pneus que equipam a versão que está a comprar. Com toda a certeza estará a mudar de pneus no final de cada 40 mil quilómetros de estrada e umas jantes 20 podem dar uma estética diferenciada ao carro, mas seguramente o carro ficará a consumir mais e estará a aumentar o total dos custos com a manutenção do carro. Assim, se fizer bem o trabalho de casa, evitará que os preços praticados pela marca ou pelo concessionário sejam uma surpresa.
Por fim, o seguro do carro. A maior parte das pessoas optam por um seguro de danos próprios nos primeiros anos de vida do carro. Peça valores à sua companhia e também ao vendedor. Muitos dos stands são agentes de seguro e vão ter um produto para lhe apresentar como alternativa. Poderá comparar os preços e optar pela melhor solução.
Com base no estudo destes valores, pode projectar o montante total dos gastos durante os primeiros 3 ou 4 anos, calcular o valor mensal dos custos e alocar sempre essa parte do seu rendimento para gastos na viatura. Apesar de estar a alocar um valor mensal, o fluxo dos gastos não vai coincidir, ou seja, haverá alturas em que está a acumular uma poupança para gastos futuros e evitar surpresas ou embaraços
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Na altura de comprar um carro, a garantia é um fator determinante e muitas marcas fazem o devido uso comercial do prazo da garantia, usando um prazo alargado como argumento de vendas. Existem hoje marcas com 7 anos de garantia ou mais. Mas não se preocupe se a sua marca não tem uma garantia muito alargada.Saiba o que deve ter em conta e como adicionar anos à garantia, se isso fizer sentido.
Em primeiro lugar deve confirmar sempre os quilómetros limite da garantia. As garantias são normalmente definidas em anos e/ou num número limite de quilómetros, consoante o que terminar primeiro. Assim, não vale a pena estar a comprar um carro com uma garantia de 7 anos com 100 mil quilómetros de limite se, na realidade, vamos fazer 40 mil kms por ano. Na prática, a garantia nunca será de 7 anos, ela terminará assim que o carro fizer 100 mil quilómetros, ou seja, ali antes do final do terceiro ano da matrícula.
Depois de confirmar os quilómetros de uma determinada e de se certificar que a garantia que é proposta pela marca faz sentido para si e para a utilização que vai dar ao carro, saiba que pode adicionar anos de garantia à sua marca preferida.
Vamos imaginar que o seu modelo favorito tem uma garantia apenas de 3 anos e um concorrente tem uma garantia de 7 anos. Apesar de preferir o primeiro, está dispostos a sacrificar o seu gosto pessoal por causa da garantia que lhe é proposta pela marca concorrente. Sabia que pode adicionar anos de garantia a um carro novo?
Se reparar, grande parte das marcas que lhe apresentam uma garantia de 7 anos, têm essa garantia protocolada com uma companhia de seguros. Como comprador, vai poder fazer o mesmo. Existem seguros de proteção mecânica que pode comprar e que têm as mesmas condições de garantia da marca. Por exemplo, um dos nossos parceiros, a Europ Assistance, dispõe de uma extensão de garantia que assume as mesmas condições da garantia da marca, após o seu termo e essa extensão de garantia vem ainda acompanhada com assistência em viagem 24h/365 dias. Assim, como comprador vai poder contratar até 3 anos adicionais de garantia e sem limite de quilómetros, desde que contrate a garantia até 22 meses desde o pedido da matrícula.
Vale a pena simular o custo quando está a comparar uma marca que tem 3 anos de garantia com outra que tem 7 anos de garantia. Pode fazer essa simulação aqui, na página da Europ Assistance, basta selecionar a seção de ‘carros novos’, escolhendo os meses e os quilómetros que pretende contratar.
Na hora de escolher o carro que vai comprar, o preço é normalmente um fator determinante. A dica que lhe deixamos é: seja mais abrangente com as marcas que entram no seu radar de compra. Avalie os carros concorrentes do mesmo segmento.
Em cada momento, num determinado segmento, haverá marcas que têm campanhas comerciais a decorrer. Essas campanhas podem ser campanhas de desconto comercial, ofertas de equipamento ou campanhas de financiamento que lhe propõem um desconto sobre o valor da viatura e que fica consignado ao financiamento com a financeira protocolada da marca.
Cada carro tem o seu ciclo de vida de produto e esse ciclo não é coincidente dentro do mesmo segmento e isso determina muitas vezes a agressividade das campanhas, com os carros que estão mais perto do final do ciclo de vida a usufruírem dos maiores descontos. Ou seja, pode haver boas oportunidades de negócio em modelos específicos que estão no seu segmento de compra, portanto, sendo concorrentes do carro que estava a equacionar comprar e que não se tinha lembrado que existiam
.Assim, se estiver na disposição de ser mais abrangente ao nível das marcas de carros que podem entrar na sua equação, aumentam as probabilidades de fazer um melhor negócio. Para além disso, pode encontrar modelos que o vão surpreender, seja em termos de qualidade, seja em termos do nível de equipamento que propõem. Em muitas situações, pode mesmo ficar a ganhar espaço ou motor, passando para o segmento superior. Por exemplo, se estiver a considerar comprar um Volkswagen ou um Audi, pode fazer sentido ver as propostas de uma marca do mesmo grupo, a Skoda que, sendo normalmente mais barata, vai permitir-lhe comprar um carro maior, de um segmento superior, fazendo poucas concessões ao nível da qualidade do produto.
A questão do prazo de entrega dos carros novos é uma questão que tem surgido nos últimos meses e muito se relaciona com a crise dos semicondutores. O que se passa com os semicondutores?.Os semicondutores são necessários para a fabricação de chips e cada carro usa centenas de semicondutores para os mais variados fins, desde a segurança ao sistema de infotenimento. Ora a recente crise, relacionada com a oferta destes materiais, foi desencadeada por 2 motivos essencialmente. Por um lado, a pandemia afetou a produção, levando os fabricantes de automóveis a diminuírem a procura e, ao mesmo tempo, o setor dos semicondutores deslocalizou a produção para telemóveis, computadores e electrodomésticos, cuja procura subiu durante a pandemia. Adicionalmente, um dos gigantes da indústria viu a sua fábrica destruída por um incêndio, colocando dificuldades em toda a cadeia de distribuição automóvel. As marcas deixaram de conseguir responder a tempo, os stocks ficaram afectados e a crise ameaça agora prolongar-se até meados de 2024.
Em condições normais, isto é, antes da crise dos semicondutores, o tempo de entrega de um carro fabricado na europa era de 8 a 10 semanas. Tradicionalmente, os carros produzidos na Ásia demoram mais tempo a chegar e o tempo de espera pode prolongar-se por 14 a 20 semanas.
No entanto, desde o início de 2021, os prazos alteraram-se bastante, com a crise de chips e de algumas matérias primas a afetarem as marcas de forma muito diferente. Há marcas que viram os seus prazos de entrega derraparem para um ano, outras marcas nem sequer adiantam um prazo de entrega. Este é um assunto que deve ter em atenção e perguntar ao vendedor, pois cada marca tem desafios diferentes. Na medida do possível, tente fixar um prazo de entrega para o carro novo. Coloque em cima da mesa outras questões relacionadas por exemplo com a retoma. O valor da sua retoma está salvaguardado? Normalmente, as retomas são avaliadas pelos stands tendo em conta o prazo normal de entrega do carro que está a comprar. Ou seja, o stand já está a contar comprar agora o seu carro, mas recebê-lo apenas daqui por umas semanas. no contexto atual, poderá ter que entregar o carro e negociar com o stand uma solução de mobilidade pelo período de espera.
Procure em várias marcas, pois algumas marcas entregam os seus carros mais rapidamente. A alternativa é escolher um carro que esteja no parque ou uma viatura de demonstração, pois essa poderá ser a única forma de assegurar uma entrega num determinado prazo.
Na altura de comprar um carro, normalmente terá sempre uma retoma para entregar. Faça o trabalho de casa e procure saber quanto vale o seu carro no mercado nesse momento. Consulte as várias plataformas de classificados, e tente perceber por qual valor carros da mesma marca, modelo e versão estão a ser vendidos. Depois de ter uma ideia do valor do seu carro, peça uma avaliação à concessão. Neste caso, deve esperar que o concessionário faça uma proposta por um valor inferior à média dos carros que viu à venda, isso é perfeitamente normal uma vez que o concessionário vai ter que recondicionar o carro e cobrir o risco de uma garantia de 3 anos. Mas deve sempre pedir uma proposta, até porque a escassez de carros novos, fez disparar a procura de carros usados por parte dos concessionários e stands que têm dificuldades de abastecimento.
Nesse momento, pode chegar à conclusão que o ideal para si é vender o carro diretamente a um particular. Fale com os seus familiares e amigos. É surpreendente o número de pessoas que vendem o seu carro a um familiar ou a um amigo chegado, e acontece várias vezes aparecer alguém interessado em comprar um carro, já depois do carro ter sido vendido ao stand. Além disso, as pessoas próximas podem ajudar a partilhar essa venda.
Por fim, a dica que lhe deixamos é: antecipe a questão da retoma e coloque o carro nas plataformas de carros usados, no momento em que decide iniciar o processo de compra.
Depende do carro híbrido ou elétrico e do carro com que está a comparar. Depende do número de quilómetros diários e do seu percurso habitual. Use o nosso simulador.
Esta é das perguntas mais frequentes que recebemos. Atualmente, a maioria das pessoas iniciam um processo de compra na Internet. O processo está cada vez mais digitalizado. Os compradores pesquisam as várias alternativas na Internet e é provável que iniciem aí as suas primeiras conversas com os stands e vendedores. Uma vez que a pesquisa deixou de estar geograficamente localizada, levanta-se a questão da assistência e garantia, principalmente se se trata de um carro novo.
Ao comprar um carro, pode e deve ir à procura do melhor preço de aquisição. Quando existem campanhas de marca, os preços são todos semelhantes, mas pode surgir uma oportunidade num stand longe de casa. Nesse caso, não tem que se preocupar com a assistência ou com a garantia. Quer uma quer outra são da responsabilidade da própria marca do carro que vai comprar e qualquer oficina responsável e profissional vai zelar por si e pelo seu carro na altura da assistência, vai estar interessado em fidelizá-lo mesmo que não tenha adquirido o carro nesse concessionário.
Quando se trata de um carro usado, a manutenção pode obviamente ser feita em qualquer oficina independente do local onde a compra é feita, mas já a garantia pode ter que ser assegurada pela assistência do próprio stand onde está a adquirir o carro e essa assistência pode ser distante da sua cidade. Nesse caso, a dica que lhe deixamos é que negocie a oferta de um seguro de proteção mecânica. Dessa forma, esse seguro pode ser acionado em qualquer ponto do país.
Apenas uma nota relativamente à negociação do melhor preço. Um desconto adicional de 100, 200 ou 300 € no momento da compra podem não ser significativos para si, que vai comprar um carro para usar por 7 ou 8 anos. Se dividir esse desconto adicional pelo número de meses que vai usar o carro, vai ver que se trata de um valor muito baixo. Mais importante do que esse valor poderá ser adquirir o carro no stand que fará mais por si durante esse período de vida útil. Um empréstimo de um carro de substituição ou o esforço para uma entrega mais rápida na assistência poderá fazer toda a diferença.