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Elétricos com mais de 1.000 km de autonomia

Quase todas as marcas apresentam alternativas elétricas presentes nas suas gamas. Agora, estamos perante o arranque da corrida às melhores autonomias e já existem alguns a alcançar os 1.000km. Veja quais.

Catarina Resende
Catarina Resende
Elétricos com mais de 1.000 km de autonomia

Se eu pudesse pedir um desejo ao famoso génio da lâmpada, certamente pediria 1 euro por cada vez que ouço alguém reclamar da autonomia dos elétricos. Bem, ou talvez 5 euros por cada vez que alguém utiliza as autonomias como argumento para não comprar um elétrico. Creio que a esta altura já teria a conta recheada e alguns elétricos na garagem.

A verdade é que todas estas falas e discursos anti-elétricos fazem as marcas se esforçarem ainda mais e calarem todas essas vozes. Além dos objetivos e das regras impostas para o alcance das zero emissões. Esta competição saudável gera uma corrida para chegar ás maiores autonomias possíveis. Algumas já alcançaram os desejados 1.000km de autonomia.

Mercedes Vision EQXX

O Mercedes Vision EQXX é o pináculo da eficiência da mobilidade elétrica da marca alemã. Os 1.000km de autonomia devem-se à bateria com uma nova solução de 900V, desenvolvida em conjunto pela High Performance Powertrains e pela Mercedes-Benz Grand Prix, sendo 50% mais pequena e 30% mais leve, mas não só...

O tejadilho além de fino engloba um painel solar com 117 células capaz de arrecadar energia suficiente para mais de 25 km por dia. Além disso, a marca aponta para consumos inferiores a 10 kWh/100 km.

Embora esteja prestes a estar pronto para produção, a Mercedes ainda não revelou muito acerca do sistema de transmissão utilizado. Porém, tudo indica que o EQXX seja movido apenas por um motor elétrico capaz de garantir uma potência máxima de 204 cv, enviada exclusivamente para as rodas traseiras.

Facto curioso: No interior do EQXX, é utilizado um plástico sustentável feito a partir do lixo que é despejado em aterros. Isso significa que é feito a partir de lixo como fraldas de bebés utilizadas.

Aito M5

Antes que digam que eu não percebo nada de carros e que este não é um elétrico... Lá por o Aito M5 ter um extensor a gasolina não significa que seja híbrido, ok? Mas isso fica para outro artigo. Este elétrico da co-autoria da gigante tecnológica Huawei promete uma autonomia até os 1.100km.

A potência do motor do Aito M5 varia entre versões, sendo que a standard apresenta um motor de 200 kW e a versão topo de gama tem um motor frontal de 165 kW e um traseiro de 200 kW. Esta potência permite que o topo de gama vá dos 0 aos 100km/h em apenas 4.4 segundos.

Todas as versões combinam um extensor de 1.5 litros que, apesar de funcionar como um motor, apenas gera energia quando a bateria está descarregada, aumentando a autonomia.

Facto curioso: Poderá abrir o carro através de smartwatches da marca e o SUV conta ainda com reconhecimento facial 3D e login automátio com o Huawei iD.

GAC Aion LX Plus

O mais recente SUV elétrico da marca chinesa GAC chama-se Aion LX Plus e garante, com uma só carga, uma autonomia de 1.008km. A contribuir para esta autonomia está a bateria de 144.4 kWh com uma densidade energética de 205 Wh/kg que a torna 20% mais compacta e 14% mais leve.

O Aion LX Plus é composto por dois motores elétricos cuja potência corresponde a 734 cv que passa para as quatro rodas através da caixa automática de duas relações.

Surpreendente é o tempo de carregamento. São precisos menos de dez minutos para carregar dos 0 aos 80% num posto de abastecimento rápido. Rápida é também a aceleração que aponta para os 3.9 segundos dos 0 aos 100 km/h.

Galp
Galp
Valerá a pena esperar por um destes elétricos?
Elétricos com mais de 1.000 km de autonomia

Nio ET7

De silhueta elegante e desempenho aerodinâmico, o Nio ET7 otimiza todos os detalhes para alcançar os melhores resultados, como é o caso do coeficiente de arrasto ultrabaixo de 0.208. Com a bateria de 150 kWh, este elétrico tem uma autonomia de mais de 1.000km.

Com 653 cv, esta berlina leva apenas 3.8 segundos para acelerar dos 0 aos 100 km/h.

Esta aposta da fabricante chinesa aponta de frente para a Tesla. Porém, Elon Musk afirma que uma autonomia de 1000km é um exagero e que a Tesla não a tem nos seus modelos por opção.

“Poderíamos ter produzido o Model S com 1000 km de autonomia já há um ano, mas isso não teria melhorado o produto na minha opinião porque em 99,9% das vezes, equivaleria a carregar uma massa de bateria inútil”.

Tesla Roadster

Não... eu prometo que não estou com demência. Eu sei que acabei de escrever que a Tesla não produziria um elétrico com mais de 1.000 km. Ai, Musk... Só tu para me fazeres passar por estas vergonhas.

Ao que aprece, a Tesla pretende abrir uma excessão para o Tesla Roadster e prevê lançá-lo em 2023 com uma autonomia superior a 1.000km. Para que isso seja possível, o elétrico contará com uma bateria de 200 kWh. Ao que parece, o Roadster é tão rápido a acelerar quanto o Elon Musk a mudar de ideias e por isso é capaz de ir dos 0 aos 100 km/h em 1.9 segundos, atingindo 402 km/h.

Fresco XL

Entre um SUV e um monovolume encontramos o Fresco XL que de fresco ainda tem muito. A recente aposta da Fresco Motors surpreende pelo generoso habitáculo (8 lugares) e a sua autonomia até 1.000km. Além disso, este é o primeiro elétrico a ser produzido na Noruega.

Para uma autonomia deste nível, será necessário recorrer a uma bateria estrutural que será parte do chassis. Porém, ainda não são conhecidas especificações técnicas.

O que não é segredo é que o interior permitirá que todos os assentos sejam rebatidos, tornando o carro numa espécie de caravana pronta a servir de albergue. A reserva custará 1.000 euros e o preço do elétrico rondará os 100 mil euros. Não se entusiasmem de mais... ainda não existe data para o lançamento no mercado.

Apesar de nem todos este elétricos estarem disponíveis no mercado português, não podemos negar a importância destes avanços para que todas as marcas vejam as autonomias aumentarem.

Elétricos com mais de 1.000 km de autonomia

Quase todas as marcas apresentam alternativas elétricas presentes nas suas gamas. Agora, estamos perante o arranque da corrida às melhores autonomias e já existem alguns a alcançar os 1.000km. Veja quais.

Catarina Resende
Catarina Resende
Elétricos com mais de 1.000 km de autonomia

Se eu pudesse pedir um desejo ao famoso génio da lâmpada, certamente pediria 1 euro por cada vez que ouço alguém reclamar da autonomia dos elétricos. Bem, ou talvez 5 euros por cada vez que alguém utiliza as autonomias como argumento para não comprar um elétrico. Creio que a esta altura já teria a conta recheada e alguns elétricos na garagem.

A verdade é que todas estas falas e discursos anti-elétricos fazem as marcas se esforçarem ainda mais e calarem todas essas vozes. Além dos objetivos e das regras impostas para o alcance das zero emissões. Esta competição saudável gera uma corrida para chegar ás maiores autonomias possíveis. Algumas já alcançaram os desejados 1.000km de autonomia.

Mercedes Vision EQXX

O Mercedes Vision EQXX é o pináculo da eficiência da mobilidade elétrica da marca alemã. Os 1.000km de autonomia devem-se à bateria com uma nova solução de 900V, desenvolvida em conjunto pela High Performance Powertrains e pela Mercedes-Benz Grand Prix, sendo 50% mais pequena e 30% mais leve, mas não só...

O tejadilho além de fino engloba um painel solar com 117 células capaz de arrecadar energia suficiente para mais de 25 km por dia. Além disso, a marca aponta para consumos inferiores a 10 kWh/100 km.

Embora esteja prestes a estar pronto para produção, a Mercedes ainda não revelou muito acerca do sistema de transmissão utilizado. Porém, tudo indica que o EQXX seja movido apenas por um motor elétrico capaz de garantir uma potência máxima de 204 cv, enviada exclusivamente para as rodas traseiras.

Facto curioso: No interior do EQXX, é utilizado um plástico sustentável feito a partir do lixo que é despejado em aterros. Isso significa que é feito a partir de lixo como fraldas de bebés utilizadas.

Aito M5

Antes que digam que eu não percebo nada de carros e que este não é um elétrico... Lá por o Aito M5 ter um extensor a gasolina não significa que seja híbrido, ok? Mas isso fica para outro artigo. Este elétrico da co-autoria da gigante tecnológica Huawei promete uma autonomia até os 1.100km.

A potência do motor do Aito M5 varia entre versões, sendo que a standard apresenta um motor de 200 kW e a versão topo de gama tem um motor frontal de 165 kW e um traseiro de 200 kW. Esta potência permite que o topo de gama vá dos 0 aos 100km/h em apenas 4.4 segundos.

Todas as versões combinam um extensor de 1.5 litros que, apesar de funcionar como um motor, apenas gera energia quando a bateria está descarregada, aumentando a autonomia.

Facto curioso: Poderá abrir o carro através de smartwatches da marca e o SUV conta ainda com reconhecimento facial 3D e login automátio com o Huawei iD.

GAC Aion LX Plus

O mais recente SUV elétrico da marca chinesa GAC chama-se Aion LX Plus e garante, com uma só carga, uma autonomia de 1.008km. A contribuir para esta autonomia está a bateria de 144.4 kWh com uma densidade energética de 205 Wh/kg que a torna 20% mais compacta e 14% mais leve.

O Aion LX Plus é composto por dois motores elétricos cuja potência corresponde a 734 cv que passa para as quatro rodas através da caixa automática de duas relações.

Surpreendente é o tempo de carregamento. São precisos menos de dez minutos para carregar dos 0 aos 80% num posto de abastecimento rápido. Rápida é também a aceleração que aponta para os 3.9 segundos dos 0 aos 100 km/h.

Xpeng G9
Xpeng G9
Valerá a pena esperar por um destes elétricos?
Elétricos com mais de 1.000 km de autonomia

Nio ET7

De silhueta elegante e desempenho aerodinâmico, o Nio ET7 otimiza todos os detalhes para alcançar os melhores resultados, como é o caso do coeficiente de arrasto ultrabaixo de 0.208. Com a bateria de 150 kWh, este elétrico tem uma autonomia de mais de 1.000km.

Com 653 cv, esta berlina leva apenas 3.8 segundos para acelerar dos 0 aos 100 km/h.

Esta aposta da fabricante chinesa aponta de frente para a Tesla. Porém, Elon Musk afirma que uma autonomia de 1000km é um exagero e que a Tesla não a tem nos seus modelos por opção.

“Poderíamos ter produzido o Model S com 1000 km de autonomia já há um ano, mas isso não teria melhorado o produto na minha opinião porque em 99,9% das vezes, equivaleria a carregar uma massa de bateria inútil”.

Tesla Roadster

Não... eu prometo que não estou com demência. Eu sei que acabei de escrever que a Tesla não produziria um elétrico com mais de 1.000 km. Ai, Musk... Só tu para me fazeres passar por estas vergonhas.

Ao que aprece, a Tesla pretende abrir uma excessão para o Tesla Roadster e prevê lançá-lo em 2023 com uma autonomia superior a 1.000km. Para que isso seja possível, o elétrico contará com uma bateria de 200 kWh. Ao que parece, o Roadster é tão rápido a acelerar quanto o Elon Musk a mudar de ideias e por isso é capaz de ir dos 0 aos 100 km/h em 1.9 segundos, atingindo 402 km/h.

Fresco XL

Entre um SUV e um monovolume encontramos o Fresco XL que de fresco ainda tem muito. A recente aposta da Fresco Motors surpreende pelo generoso habitáculo (8 lugares) e a sua autonomia até 1.000km. Além disso, este é o primeiro elétrico a ser produzido na Noruega.

Para uma autonomia deste nível, será necessário recorrer a uma bateria estrutural que será parte do chassis. Porém, ainda não são conhecidas especificações técnicas.

O que não é segredo é que o interior permitirá que todos os assentos sejam rebatidos, tornando o carro numa espécie de caravana pronta a servir de albergue. A reserva custará 1.000 euros e o preço do elétrico rondará os 100 mil euros. Não se entusiasmem de mais... ainda não existe data para o lançamento no mercado.

Apesar de nem todos este elétricos estarem disponíveis no mercado português, não podemos negar a importância destes avanços para que todas as marcas vejam as autonomias aumentarem.