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Hyundai Tucson 1.6 TGDi 48V: Virar de página

É uma pedrada no charco, aquilo que a Hyundai fez com o Tucson. O SUV, que sempre se destacou por ser um produto homogéneo (essencialmente racional e convencional), transfigurou-se nesta última geração, para tornar-se um produto capaz de atrair as atenções. O bom número de reações que fomos colhendo ao volante do exemplar testado diz-nos que o objetivo foi cumprido.

Luís Neves
Luís Neves
Hyundai Tucson 1.6 TGDi 48V: Virar de página

Quem não se lembra do Tucson, um SUV de aspeto formal e prático, focado na família, sem rasgos de orginalidade e até de qualquer pretensão Premium. Até agora. A Hyundai despertou o seu lado mais ousado (que, de resto, promete não ficar por aqui...) e criou um SUV que não deixa ninguém indiferente. Só o nome se manteve.

Seja por fora ou por dentro, o novo Tucson transpira vanguardismo e originalidade, seja pelos vincos na carroçaria, um certo estilo “SUV coupé” ou a grelha paramétrica que esconde a iluminação diurna e os indicadores de mudança de direção. Quando as luzes estão apagadas, a frente fica coberta por padrões geométricos escuros, sem distinção entre as luzes diurnas, quase como se não existissem óticas superiores. Quando se liga, acendem-se vários filamentos nos extremos da grelha e a grelha assume uma forma semelhante a uma joia. O efeito é distinto e resulta bem à noite.

Atenção ao detalhe

Onde também se nota um (enorme) salto é no interior, tanto no rigor de construção, no desenho e apresentação, como também nos materiais macios ao toque, que se estendem por praticamente todo o habitáculo.

A riqueza de pormenores (veja-se o desenho de todo o tablier...) e de equipamentos (caso das luzes LED, bancos em pele e aquecidos e o sistema de som Krell, por exemplo) salta à vista, colocando o Tucson mais próximo dos modelos Premium que propriamente dos SUV de marcas generalistas. O cuidado no detalhe é evidente nos dois ecrãs de 10.25 polegadas, um para a instrumentação, colocado em estilo ‘flutuante’ e outro, tátil, para o sistema de infoentretenimento, na consola central.

Adeus aos botões

Os comandos físicos foram limitados ao essencial (uma tendência da indústria automóvel), incluindo os controlos do ar condicionado e ventilação – tudo é controlado por toque. O painel de instrumentos digital, de 10,25 polegadas, varia de desenho e tonalidade consoante o modo de condução escolhido, além de poder ser personalizado a gosto pelo condutor.

O bom ambiente a bordo é sublinhado pelos bancos confortáveis e a boa posição de condução, com destaque ainda para o espaço disponível, em especial nos bancos traseiros, com boa amplitude para as pernas e em altura. Os espaços de arrumação são em grande número, o que incrementa a funcionalidade para os ocupantes. A bagageira oferece 541 litros de capacidade (significativamente mais que os 488 litros da anterior geração), que podem chegar aos 1.061 litros com os bancos traseiros rebatidos.

Galp
Galp
Na categoria mais disputada do momento, o SUV com mais sucesso da Hyundai confirma a ambição na aproximação às referências premium, em matéria de qualidade, refinamento e até no feeling na condução.
Hyundai Tucson 1.6 TGDi 48V: Virar de página

Motor competente

A grande suavidade da condução é devida à mecânica 1.6 TGDi a gasolina de 150cv (existe ainda uma versão de 180cv), com tecnologia de hibridização ligeira de 48 volts, para baixar consumos e emissões, recuperando a energia das desacelerações e travagens.

O motor é de suavidade extrema, seja ao ralenti, seja em aceleração, contribuindo para uma constante sensação de ótima insonorização e ausência de vibrações. A esta atitude aveludada associa-se a suavidade do comando da caixa manual de 6 velocidades. Também a direção apresenta uma afinação suave e refinada, sem prejudicar a rapidez de manuseamento e de precisão.

O consumo fica no limiar dos 7 litros/100 km em média, mas que pode facilmente baixar para os 6,5 litros aos 100 km numa condução mais descontraída, usando-se relações de caixa mais altas e baixas rotações.

Pisar refinado

Se esta nova geração SUV parece bem mais audaz, também o é na estrada. Desde logo pela plataforma mais evoluída e pelo compromisso entre eficácia em curva e conforto num patamar mais elevado. O resultado é uma notável capacidade de adaptação a quaisquer condições do piso, confortável sobre asfaltos irregulares e sem prejudicar a estabilidade quando a velocidade aumenta.

O Tucson 1.6 TGDi 48V Vanguard tem um preço de 37.150 euros, que desce para os 34.150 euros com campanha de financiamento. É um preço elevado, compensado pelo equipamento de série, tecnologia disponível e um estilo que promete fazer a diferença entre a multidão.

Em conclusão

O novo Tucson é um excelente produto, alterando radicalmente a filosofia do modelo, para agora ser um modelo mais apaixonante e de sensações, sem perder a vocação familiar. O desenho é atrativo e as dimensões estão bem ajustadas às necessidades familiares. Na versão testada há alguns trunfos que importa destacar, desde o baixo ruído e suavidade da mecânica, passando pelos consumos equilibrados, até à própria qualidade da condução, inclusive da dinâmica.

Hyundai Tucson 1.6 TGDi 48V: Virar de página

É uma pedrada no charco, aquilo que a Hyundai fez com o Tucson. O SUV, que sempre se destacou por ser um produto homogéneo (essencialmente racional e convencional), transfigurou-se nesta última geração, para tornar-se um produto capaz de atrair as atenções. O bom número de reações que fomos colhendo ao volante do exemplar testado diz-nos que o objetivo foi cumprido.

Luís Neves
Luís Neves
Hyundai Tucson 1.6 TGDi 48V: Virar de página

Quem não se lembra do Tucson, um SUV de aspeto formal e prático, focado na família, sem rasgos de orginalidade e até de qualquer pretensão Premium. Até agora. A Hyundai despertou o seu lado mais ousado (que, de resto, promete não ficar por aqui...) e criou um SUV que não deixa ninguém indiferente. Só o nome se manteve.

Seja por fora ou por dentro, o novo Tucson transpira vanguardismo e originalidade, seja pelos vincos na carroçaria, um certo estilo “SUV coupé” ou a grelha paramétrica que esconde a iluminação diurna e os indicadores de mudança de direção. Quando as luzes estão apagadas, a frente fica coberta por padrões geométricos escuros, sem distinção entre as luzes diurnas, quase como se não existissem óticas superiores. Quando se liga, acendem-se vários filamentos nos extremos da grelha e a grelha assume uma forma semelhante a uma joia. O efeito é distinto e resulta bem à noite.

Atenção ao detalhe

Onde também se nota um (enorme) salto é no interior, tanto no rigor de construção, no desenho e apresentação, como também nos materiais macios ao toque, que se estendem por praticamente todo o habitáculo.

A riqueza de pormenores (veja-se o desenho de todo o tablier...) e de equipamentos (caso das luzes LED, bancos em pele e aquecidos e o sistema de som Krell, por exemplo) salta à vista, colocando o Tucson mais próximo dos modelos Premium que propriamente dos SUV de marcas generalistas. O cuidado no detalhe é evidente nos dois ecrãs de 10.25 polegadas, um para a instrumentação, colocado em estilo ‘flutuante’ e outro, tátil, para o sistema de infoentretenimento, na consola central.

Adeus aos botões

Os comandos físicos foram limitados ao essencial (uma tendência da indústria automóvel), incluindo os controlos do ar condicionado e ventilação – tudo é controlado por toque. O painel de instrumentos digital, de 10,25 polegadas, varia de desenho e tonalidade consoante o modo de condução escolhido, além de poder ser personalizado a gosto pelo condutor.

O bom ambiente a bordo é sublinhado pelos bancos confortáveis e a boa posição de condução, com destaque ainda para o espaço disponível, em especial nos bancos traseiros, com boa amplitude para as pernas e em altura. Os espaços de arrumação são em grande número, o que incrementa a funcionalidade para os ocupantes. A bagageira oferece 541 litros de capacidade (significativamente mais que os 488 litros da anterior geração), que podem chegar aos 1.061 litros com os bancos traseiros rebatidos.

Galp
Galp
Na categoria mais disputada do momento, o SUV com mais sucesso da Hyundai confirma a ambição na aproximação às referências premium, em matéria de qualidade, refinamento e até no feeling na condução.
Hyundai Tucson 1.6 TGDi 48V: Virar de página

Motor competente

A grande suavidade da condução é devida à mecânica 1.6 TGDi a gasolina de 150cv (existe ainda uma versão de 180cv), com tecnologia de hibridização ligeira de 48 volts, para baixar consumos e emissões, recuperando a energia das desacelerações e travagens.

O motor é de suavidade extrema, seja ao ralenti, seja em aceleração, contribuindo para uma constante sensação de ótima insonorização e ausência de vibrações. A esta atitude aveludada associa-se a suavidade do comando da caixa manual de 6 velocidades. Também a direção apresenta uma afinação suave e refinada, sem prejudicar a rapidez de manuseamento e de precisão.

O consumo fica no limiar dos 7 litros/100 km em média, mas que pode facilmente baixar para os 6,5 litros aos 100 km numa condução mais descontraída, usando-se relações de caixa mais altas e baixas rotações.

Pisar refinado

Se esta nova geração SUV parece bem mais audaz, também o é na estrada. Desde logo pela plataforma mais evoluída e pelo compromisso entre eficácia em curva e conforto num patamar mais elevado. O resultado é uma notável capacidade de adaptação a quaisquer condições do piso, confortável sobre asfaltos irregulares e sem prejudicar a estabilidade quando a velocidade aumenta.

O Tucson 1.6 TGDi 48V Vanguard tem um preço de 37.150 euros, que desce para os 34.150 euros com campanha de financiamento. É um preço elevado, compensado pelo equipamento de série, tecnologia disponível e um estilo que promete fazer a diferença entre a multidão.

Em conclusão

O novo Tucson é um excelente produto, alterando radicalmente a filosofia do modelo, para agora ser um modelo mais apaixonante e de sensações, sem perder a vocação familiar. O desenho é atrativo e as dimensões estão bem ajustadas às necessidades familiares. Na versão testada há alguns trunfos que importa destacar, desde o baixo ruído e suavidade da mecânica, passando pelos consumos equilibrados, até à própria qualidade da condução, inclusive da dinâmica.