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Rivian. A curiosa marca, com grandes promessas

Para muitos é ainda um nome pouco conhecido, nomeadamente no continente Europeu, tradicionalmente céptico quanto a propostas americanas. A Rivian, no entanto, é uma das maiores promessas da indústria automóvel dos últimos anos, trazendo consigo interessantes e disruptivas propostas.

Eduardo Lira
Eduardo Lira
Rivian. A curiosa marca, com grandes promessas

A história até aqui

Pode parecer nova, mas aquela que hoje é conhecida como Rivian, já passou por várias etapas no seu desenvolvimento. A história começa em 2009 com o nome de Mainstream Motors, e com o seu fundador RJ Scaringe a fazer uso da sua formação em engenharia, pelo prestigiado MIT. O objetivo sempre foi a produção de automóveis elétricos, com baixo impacto no ambiente e com uma aposta forte na tecnologia.

Em 2011, surgia o primeiro protótipo da, entretanto rebatizada Rivian, na forma de um pequeno desportivo coupe, muito semelhante ao Hyundai Veloster da mesma época. O projeto, entretanto cancelado, daria lugar ao desenvolvimento de modelos de gama mais alta, característicos da marca nos dias de hoje.

Em 2017, suportada por vários investidores, a Rivian completou a compra de uma antiga unidade de produção da Mitsubishi no estado norte-americano do Illinois, onde instalaria a sua nova linha de produção. Ainda no mesmo ano, ficaríamos a conhecer o seu primeiro modelo de produção, a pick-up R1T.

A R1T

Uma afirmação arriscada, mas será provavelmente uma das pick-up mais bem concebidas do mercado, com múltiplos pormenores tanto no campo estético como no que à praticabilidade diz respeito. Aquele que é o primeiro modelo de produção da Rivian, estatuto partilhado com a versão SUV o R1S apresenta-se ao mercado com um design arrojado e com uma forte aposta na tecnologia. A R1T está disponível com 2 ou 4 motores, tração traseira ou integral respetivamente, com a versão mais potente a produzir 835 cv de potência que, quando combinada com a maior bateria disponível oferece um alcance anunciado na ordem dos 650km.

Mas é nos pormenores que a Rivian se destaca. Começando pela estética, encontramos uma enorme barra de luz na frente que abrange os dois faróis ovais verticais e lhe confere uma “cara” inconfundível nas estradas. Um pouco mais atrás nas laterais encontramos aquilo que a Rivian chama de “Gear Tunnel”, escondido atrás de dois discretos painéis. Este espaço faz uso do vão entre a cabine e caixa de carga a toda a largura da carrinha criando um novo espaço de arrumação, nunca antes disponibilizado. Este túnel pode ainda ser apetrechado com acessórios como uma cozinha de campismo completa, para um bom jantar ao relento.

Lá dentro temos uma mistura de Tesla e Ford, com grandes ecrãs a povoarem o habitáculo e uma configuração de tablier e consola central que em muito fazem lembrar os SUV da marca da oval azul. Também lá dentro encontramos vários pormenores como uma coluna de som amovível e com conexão Bluetooth, também ela pensada para o campismo, assim como lanternas amovíveis, posicionadas no fecho das portas. Os acabamentos esses apresentam-se com bastante requinte, dignos do segmento de mercado da R1T.

Xpeng G9
Xpeng G9
Aposta forte da Amazon
Rivian. A curiosa marca, com grandes promessas

Um verdadeiro apoio de peso. Em 2019 a Rivian recebeu um investimento de 700 milhões de dólares, liderado pela empresa de Jeff Bezos, a Amazon. Este investimento trouxe consigo o contracto para o desenvolvimento e fornecimento da nova carrinha de distribuição da Amazon.

O objetivo foi criar uma viatura de mercadorias, especificamente desenhada com as necessidades da Amazon em mente, e com o input dos seus motoristas de forma a melhorar o conforto, segurança e eficiência das milhares de entregas diárias.

Entre as suas três variantes, distinguidas pela sua capacidade de carga, serão cerca de 100.000 unidades que a Rivian irá produzir exclusivamente para a Amazon, uma das raras ocasiões em que uma viatura é desenvolvida totalmente para um só cliente. Por outro lado, esta exclusividade permite introduzir pormenores como é o caso dos acabamentos interiores e exteriores, no azul característico do cliente.

Para além do capital reputacional desta operação, este é também um verdadeiro balão de oxigénio para o futuro da Rivian.

O futuro

Apesar das promissoras perspetivas e uma aposta na disrupção do mercado, a Rivian tem sido um caso de estudo no que a perdas de valor de mercado diz respeito.

Os obstáculos têm sido difíceis de suplantar com reveses, como a queda da parceria com a Mercedes para a produção de veículos comerciais elétricos ou a disputa legal para a obtenção de subsídios no valor de 1.5 mil milhões de dólares. A isto acresce o forte investimento numa nova linha de produção que custará à Rivian algo como 5 mil milhões de dólares e a parada sobe a níveis assustadores. Tudo isto faz com que os investidores atuem com cautela face a tamanha incerteza.

Em suma esta jovem marca norte-americana tem tudo para ser uma verdadeira potência da indústria automóvel mundial e gozar de um enorme sucesso, no entanto, o nível de investimento até agora feito torna qualquer erro de cálculo, possivelmente fatal e um adeus ao mundo, por parte da Rivian.

Rivian. A curiosa marca, com grandes promessas

Para muitos é ainda um nome pouco conhecido, nomeadamente no continente Europeu, tradicionalmente céptico quanto a propostas americanas. A Rivian, no entanto, é uma das maiores promessas da indústria automóvel dos últimos anos, trazendo consigo interessantes e disruptivas propostas.

Eduardo Lira
Eduardo Lira
Rivian. A curiosa marca, com grandes promessas

A história até aqui

Pode parecer nova, mas aquela que hoje é conhecida como Rivian, já passou por várias etapas no seu desenvolvimento. A história começa em 2009 com o nome de Mainstream Motors, e com o seu fundador RJ Scaringe a fazer uso da sua formação em engenharia, pelo prestigiado MIT. O objetivo sempre foi a produção de automóveis elétricos, com baixo impacto no ambiente e com uma aposta forte na tecnologia.

Em 2011, surgia o primeiro protótipo da, entretanto rebatizada Rivian, na forma de um pequeno desportivo coupe, muito semelhante ao Hyundai Veloster da mesma época. O projeto, entretanto cancelado, daria lugar ao desenvolvimento de modelos de gama mais alta, característicos da marca nos dias de hoje.

Em 2017, suportada por vários investidores, a Rivian completou a compra de uma antiga unidade de produção da Mitsubishi no estado norte-americano do Illinois, onde instalaria a sua nova linha de produção. Ainda no mesmo ano, ficaríamos a conhecer o seu primeiro modelo de produção, a pick-up R1T.

A R1T

Uma afirmação arriscada, mas será provavelmente uma das pick-up mais bem concebidas do mercado, com múltiplos pormenores tanto no campo estético como no que à praticabilidade diz respeito. Aquele que é o primeiro modelo de produção da Rivian, estatuto partilhado com a versão SUV o R1S apresenta-se ao mercado com um design arrojado e com uma forte aposta na tecnologia. A R1T está disponível com 2 ou 4 motores, tração traseira ou integral respetivamente, com a versão mais potente a produzir 835 cv de potência que, quando combinada com a maior bateria disponível oferece um alcance anunciado na ordem dos 650km.

Mas é nos pormenores que a Rivian se destaca. Começando pela estética, encontramos uma enorme barra de luz na frente que abrange os dois faróis ovais verticais e lhe confere uma “cara” inconfundível nas estradas. Um pouco mais atrás nas laterais encontramos aquilo que a Rivian chama de “Gear Tunnel”, escondido atrás de dois discretos painéis. Este espaço faz uso do vão entre a cabine e caixa de carga a toda a largura da carrinha criando um novo espaço de arrumação, nunca antes disponibilizado. Este túnel pode ainda ser apetrechado com acessórios como uma cozinha de campismo completa, para um bom jantar ao relento.

Lá dentro temos uma mistura de Tesla e Ford, com grandes ecrãs a povoarem o habitáculo e uma configuração de tablier e consola central que em muito fazem lembrar os SUV da marca da oval azul. Também lá dentro encontramos vários pormenores como uma coluna de som amovível e com conexão Bluetooth, também ela pensada para o campismo, assim como lanternas amovíveis, posicionadas no fecho das portas. Os acabamentos esses apresentam-se com bastante requinte, dignos do segmento de mercado da R1T.

Xpeng G9
Xpeng G9
Aposta forte da Amazon
Rivian. A curiosa marca, com grandes promessas

Um verdadeiro apoio de peso. Em 2019 a Rivian recebeu um investimento de 700 milhões de dólares, liderado pela empresa de Jeff Bezos, a Amazon. Este investimento trouxe consigo o contracto para o desenvolvimento e fornecimento da nova carrinha de distribuição da Amazon.

O objetivo foi criar uma viatura de mercadorias, especificamente desenhada com as necessidades da Amazon em mente, e com o input dos seus motoristas de forma a melhorar o conforto, segurança e eficiência das milhares de entregas diárias.

Entre as suas três variantes, distinguidas pela sua capacidade de carga, serão cerca de 100.000 unidades que a Rivian irá produzir exclusivamente para a Amazon, uma das raras ocasiões em que uma viatura é desenvolvida totalmente para um só cliente. Por outro lado, esta exclusividade permite introduzir pormenores como é o caso dos acabamentos interiores e exteriores, no azul característico do cliente.

Para além do capital reputacional desta operação, este é também um verdadeiro balão de oxigénio para o futuro da Rivian.

O futuro

Apesar das promissoras perspetivas e uma aposta na disrupção do mercado, a Rivian tem sido um caso de estudo no que a perdas de valor de mercado diz respeito.

Os obstáculos têm sido difíceis de suplantar com reveses, como a queda da parceria com a Mercedes para a produção de veículos comerciais elétricos ou a disputa legal para a obtenção de subsídios no valor de 1.5 mil milhões de dólares. A isto acresce o forte investimento numa nova linha de produção que custará à Rivian algo como 5 mil milhões de dólares e a parada sobe a níveis assustadores. Tudo isto faz com que os investidores atuem com cautela face a tamanha incerteza.

Em suma esta jovem marca norte-americana tem tudo para ser uma verdadeira potência da indústria automóvel mundial e gozar de um enorme sucesso, no entanto, o nível de investimento até agora feito torna qualquer erro de cálculo, possivelmente fatal e um adeus ao mundo, por parte da Rivian.