Certos antes do tempo. Insólitos do mundo automóvel
Mais ou menos estranhos. Mais ou menos práticos. Decididamente únicos para o seu tempo e uma verdadeira disrupção da norma. O mercado automóvel está cheio de pequenas jóias que chocaram tantos, como encantaram outros na mesma proporção. O malfadado Fiat Multipla ou o futurista (até no nome) Renault Avantime, são exemplos de verdadeiras epifanias dos construtores que, apesar dos seus pontos positivos, não vingaram no mercado. Os modelos que vos trazemos agora aqui, apesar do seu pouco sucesso “pessoal” seriam uma premonição do que, anos mais tarde, seria mundano no mundo das quatro rodas.

Audi Avus
Mais de 30 anos depois da sua apresentação, o Audi Avus continua a ser um automóvel (ou conceito) que não deixa ninguém indiferente. Inspirados nos bólides de competição da defunta Auto Union, o Avus pretendia mostrar a tecnologia de construção em alumínio que mais tarde seria um ponto fulcral nos modelos da marca dos quatro anéis. O motor idealizado e desenvolvido para este modelo seria, no entanto, o seu maior legado. O bloco de 12 cilindros em W, que curiosamente acabou por nunca equipar o Avus por não ter sido terminado a tempo, serviria de base para o colossal W16 montado nos icónicos Bugatti Veyron e Chiron anos mais tarde. Na sua verão original, o conceito W12 equiparia ainda o Bentley Continental, assim como outros modelos da marca britânica. Apesar de nunca ter sido desenvolvido com intuito de produção, chegaram a haver interessados (com bolsos bem fundos) a oferecer algo como 12 milhões de dólares à Audi, para produzir o modelo em números limitados.
Lamborghini LM002
Afetuosamente conhecido como “Rambo Lambo” o LM002 é provavelmente o automóvel menos sensato alguma vez produzidos. Alguém precisa de um? Não! Ninguém! Mas que ninguém se importava de ter, lá isso não... Curiosamente a origem deste avantajado Lamborghini foi única e exclusivamente prática. Olhando mais para trás, em 1977 a marca italiana concorria para fornecer ao exército norte-americano uma viatura ligeira, de grande mobilidade para substituir o icónico Jeep. O Cheetah, como foi nomeado o concorrente transalpino, utilizava um motor V8 da Chrysler, montado na traseira e uma carroçaria em fibra de vidro para reduzir o peso. Apesar do esforço, o Cheetah apresentou vários problemas de manobrabilidade e performance, e assim o contrato acabou por ser entregue à AM General no que viria a ser conhecido como o Humvee. Aproveitando a plataforma, a Lamborghini enfiou o V12 do Countach na frente do chassis, forrou o interior com a mais luxuosa pele italiana e assim nasceu o LM002. Mesmo com os 444 cv retirados do bloco de 12 cilindros, o Rambo Lambo nunca foi propriamente conhecido pela sua performance, fruto das suas mais de 3 toneladas de peso. O seu impacto visual, por outro lado, nunca deixou de impressionar. Apesar de não se poder considerar um sucesso comercial aquando do seu lançamento, o LM002 é hoje um dos mais procurados Lamborghinis por colecionadores e aficionados, nesta época de febre dos SUV. Mais um exemplo que os fabricantes nem sempre acertam com o carro certo, na hora certa.
Ford Comuta
Citroen Ami, Renault Twizzy, Smart Fortwo… Inovadores certo? Pois bem, o Ford Comuta já previa o futuro mais de 30 anos antes do primeiro Smart ser apresentado ao mundo. Desenvolvido como um mero estudo pela divisão britânica da marca de Henry Ford, o pequeno Comuta consistia num conceito que nos é perfeitamente comum nos dias de hoje. Uma pequena plataforma, capaz de transportar dois adultos com o mínimo conforto, fácil de estacionar nas congestionadas metrópoles e, pasme-se, 100% elétrico. Para além disto, o pequeno Ford seria ainda capaz de acomodar uma criança no banco traseiro. Alimentado por uma bateria de ácido de 12V e 85 amperes, o Comuta era capaz de percorrer 60 quilómetros a uma velocidade de 40 km/h e alcançar uma “estonteante” velocidade máxima de 60 km/h. Para comparação o Ami, a coqueluche da marca francesa lançada quase 60 anos depois do Ford Comuta, tem um alcance na ordem dos 75 km e uma velocidade máxima de 45 km/h.
Porsche 989
Podemos chamar-lhe o avô do Panamera. O Porsche 989 trazia-nos, nos anos 90, o conceito de berlina ao estilo coupé, com linhas desportivas a culminar numa traseira em tudo semelhante aos modelos de duas portas. Com uma forte influência do 911, como de resto toda a gama Porsche, o 989 fazia uso da plataforma do 928, já bem conhecida da marca de Estugarda, partilharia o V8 montado na dianteira e capaz de gerar 300cv de potência. Com tudo pronto no campo do desenvolvimento, o projeto viria a ser cancelado no início da década de 90 por receios da Porsche no que ao departamento comercial dizia respeito. O modelo que seria a primeira berlina da Porsche pode hoje ser vista no museu da marca em Estugarda, onde goza de uma posição de destaque. Este segmento, estreado no mercado pelo Mercedes CLS em 2004, viria a gozar de um enorme sucesso nos anos seguintes, podendo-se mesmo dizer que se estende até aos dias de hoje se bem que com menos expressão. Olhando hoje para o panorama automóvel podemos dizer que este segmento singular foi hoje substituído em larga medida pelos peculiares SUV Coupé.
Audi Avus
Mais de 30 anos depois da sua apresentação, o Audi Avus continua a ser um automóvel (ou conceito) que não deixa ninguém indiferente. Inspirados nos bólides de competição da defunta Auto Union, o Avus pretendia mostrar a tecnologia de construção em alumínio que mais tarde seria um ponto fulcral nos modelos da marca dos quatro anéis. O motor idealizado e desenvolvido para este modelo seria, no entanto, o seu maior legado. O bloco de 12 cilindros em W, que curiosamente acabou por nunca equipar o Avus por não ter sido terminado a tempo, serviria de base para o colossal W16 montado nos icónicos Bugatti Veyron e Chiron anos mais tarde. Na sua verão original, o conceito W12 equiparia ainda o Bentley Continental, assim como outros modelos da marca britânica. Apesar de nunca ter sido desenvolvido com intuito de produção, chegaram a haver interessados (com bolsos bem fundos) a oferecer algo como 12 milhões de dólares à Audi, para produzir o modelo em números limitados.
Lamborghini LM002
Afetuosamente conhecido como “Rambo Lambo” o LM002 é provavelmente o automóvel menos sensato alguma vez produzidos. Alguém precisa de um? Não! Ninguém! Mas que ninguém se importava de ter, lá isso não... Curiosamente a origem deste avantajado Lamborghini foi única e exclusivamente prática. Olhando mais para trás, em 1977 a marca italiana concorria para fornecer ao exército norte-americano uma viatura ligeira, de grande mobilidade para substituir o icónico Jeep. O Cheetah, como foi nomeado o concorrente transalpino, utilizava um motor V8 da Chrysler, montado na traseira e uma carroçaria em fibra de vidro para reduzir o peso. Apesar do esforço, o Cheetah apresentou vários problemas de manobrabilidade e performance, e assim o contrato acabou por ser entregue à AM General no que viria a ser conhecido como o Humvee. Aproveitando a plataforma, a Lamborghini enfiou o V12 do Countach na frente do chassis, forrou o interior com a mais luxuosa pele italiana e assim nasceu o LM002. Mesmo com os 444 cv retirados do bloco de 12 cilindros, o Rambo Lambo nunca foi propriamente conhecido pela sua performance, fruto das suas mais de 3 toneladas de peso. O seu impacto visual, por outro lado, nunca deixou de impressionar. Apesar de não se poder considerar um sucesso comercial aquando do seu lançamento, o LM002 é hoje um dos mais procurados Lamborghinis por colecionadores e aficionados, nesta época de febre dos SUV. Mais um exemplo que os fabricantes nem sempre acertam com o carro certo, na hora certa.
Ford Comuta
Citroen Ami, Renault Twizzy, Smart Fortwo… Inovadores certo? Pois bem, o Ford Comuta já previa o futuro mais de 30 anos antes do primeiro Smart ser apresentado ao mundo. Desenvolvido como um mero estudo pela divisão britânica da marca de Henry Ford, o pequeno Comuta consistia num conceito que nos é perfeitamente comum nos dias de hoje. Uma pequena plataforma, capaz de transportar dois adultos com o mínimo conforto, fácil de estacionar nas congestionadas metrópoles e, pasme-se, 100% elétrico. Para além disto, o pequeno Ford seria ainda capaz de acomodar uma criança no banco traseiro. Alimentado por uma bateria de ácido de 12V e 85 amperes, o Comuta era capaz de percorrer 60 quilómetros a uma velocidade de 40 km/h e alcançar uma “estonteante” velocidade máxima de 60 km/h. Para comparação o Ami, a coqueluche da marca francesa lançada quase 60 anos depois do Ford Comuta, tem um alcance na ordem dos 75 km e uma velocidade máxima de 45 km/h.
Porsche 989
Podemos chamar-lhe o avô do Panamera. O Porsche 989 trazia-nos, nos anos 90, o conceito de berlina ao estilo coupé, com linhas desportivas a culminar numa traseira em tudo semelhante aos modelos de duas portas. Com uma forte influência do 911, como de resto toda a gama Porsche, o 989 fazia uso da plataforma do 928, já bem conhecida da marca de Estugarda, partilharia o V8 montado na dianteira e capaz de gerar 300cv de potência. Com tudo pronto no campo do desenvolvimento, o projeto viria a ser cancelado no início da década de 90 por receios da Porsche no que ao departamento comercial dizia respeito. O modelo que seria a primeira berlina da Porsche pode hoje ser vista no museu da marca em Estugarda, onde goza de uma posição de destaque. Este segmento, estreado no mercado pelo Mercedes CLS em 2004, viria a gozar de um enorme sucesso nos anos seguintes, podendo-se mesmo dizer que se estende até aos dias de hoje se bem que com menos expressão. Olhando hoje para o panorama automóvel podemos dizer que este segmento singular foi hoje substituído em larga medida pelos peculiares SUV Coupé.
Audi Avus
Mais de 30 anos depois da sua apresentação, o Audi Avus continua a ser um automóvel (ou conceito) que não deixa ninguém indiferente. Inspirados nos bólides de competição da defunta Auto Union, o Avus pretendia mostrar a tecnologia de construção em alumínio que mais tarde seria um ponto fulcral nos modelos da marca dos quatro anéis. O motor idealizado e desenvolvido para este modelo seria, no entanto, o seu maior legado. O bloco de 12 cilindros em W, que curiosamente acabou por nunca equipar o Avus por não ter sido terminado a tempo, serviria de base para o colossal W16 montado nos icónicos Bugatti Veyron e Chiron anos mais tarde. Na sua verão original, o conceito W12 equiparia ainda o Bentley Continental, assim como outros modelos da marca britânica. Apesar de nunca ter sido desenvolvido com intuito de produção, chegaram a haver interessados (com bolsos bem fundos) a oferecer algo como 12 milhões de dólares à Audi, para produzir o modelo em números limitados.
Lamborghini LM002
Afetuosamente conhecido como “Rambo Lambo” o LM002 é provavelmente o automóvel menos sensato alguma vez produzidos. Alguém precisa de um? Não! Ninguém! Mas que ninguém se importava de ter, lá isso não... Curiosamente a origem deste avantajado Lamborghini foi única e exclusivamente prática. Olhando mais para trás, em 1977 a marca italiana concorria para fornecer ao exército norte-americano uma viatura ligeira, de grande mobilidade para substituir o icónico Jeep. O Cheetah, como foi nomeado o concorrente transalpino, utilizava um motor V8 da Chrysler, montado na traseira e uma carroçaria em fibra de vidro para reduzir o peso. Apesar do esforço, o Cheetah apresentou vários problemas de manobrabilidade e performance, e assim o contrato acabou por ser entregue à AM General no que viria a ser conhecido como o Humvee. Aproveitando a plataforma, a Lamborghini enfiou o V12 do Countach na frente do chassis, forrou o interior com a mais luxuosa pele italiana e assim nasceu o LM002. Mesmo com os 444 cv retirados do bloco de 12 cilindros, o Rambo Lambo nunca foi propriamente conhecido pela sua performance, fruto das suas mais de 3 toneladas de peso. O seu impacto visual, por outro lado, nunca deixou de impressionar. Apesar de não se poder considerar um sucesso comercial aquando do seu lançamento, o LM002 é hoje um dos mais procurados Lamborghinis por colecionadores e aficionados, nesta época de febre dos SUV. Mais um exemplo que os fabricantes nem sempre acertam com o carro certo, na hora certa.
