Dakar 2023. Está a chegar a maior aventura todo-o-terreno do Mundo
Loucura para muitos, paixão para outros tantos. O Rally Dakar é o expoente máximo das competições fora de estrada em todo o mundo e atrai concorrentes, dos mais profissionais aos mais amadores, dos quatro cantos do planeta. A edição de 2023 mantem-se exclusivamente na Arábia Saudita e contará com 14 duras etapas e muita areia à mistura.

Com a festa quase a começar, deixamos aqui alguns destaques da edição deste ano passando, claro, pelos portugueses.
Plantel conhecido nos automóveis
Poucas novidades e ainda menos caras novas face ao alinhamento do ano passado, no que aos carros diz respeito. Caras conhecidas e maquinaria (quase) inalterada, com algumas excepções. Nasser Al-Attiyah, volta com a sua Toyota Hilux Overdrive, mantendo-se como um dos favoritos à vitória na geral, entrando para o Rally em defesa do triunfo do ano anterior. O piloto do Médio Oriente conta ainda com a companhia de Giniel De Villiers, Benediktas Vanagas e Henk Lategan na equipa Toyota Gazoo Racing
Logo atrás na grelha, os BRX Hunter, desenvolvidos e preparados pela Prodrive, prometem dar luta ao Qatari com Sebastian Loeb e companhia a mostrarem um ritmo muito respeitável em 2022.

Umas das “caras” novas deste ano é o renovado Audi RS Q E-TRON. A nova arma de Ingolstadt bebeu das aprendizagens da prova do ano passado, a primeira na história da Audi . Os engenheiros da marca dos anéis focaram-se em aprimorar os atributos aerodinâmicos do carro, assim como melhorar a sua dinâmica reduzindo, por exemplo, o seu centro de gravidade. O resultado foi uma carroçaria totalmente nova e bastante mais diminuta, com os esforços a focarem-se também numa maior ergonomia do conjunto facilitando operações como a troca de pneus durante os troços.
Motos com novidades na navegação
Se no ano passado assistimos a uma verdadeira revolução na navegação nos automóveis, com a introdução de roadbooks digitais, desta feita é a vez das motos. À semelhança dos carros, desaparecem os tradicionais rolos de papel em detrimento dos novos tablets. Como sucedeu já no ano passado, os mapas são disponibilizados apenas momentos antes do início do troço, apimentando um pouco mais a navegação nos troços sauditas.
Ao nível competitivo, Sam Sunderland defende o título do ano passado, aos comandos da sua GasGas. Pela segunda vez o britânico arranca para o Rally Dakar com o número 1, com a aposta feita em revalidar o triunfo. Atrás de si terá Ricky Brabec e Toby Price ambos vencedores em edições anteriores, com os olhos postos no triunfo.
Destaque ainda para Mason Klein, vencedor entre os rookies no ano passado, que não deixará de apontar a sua KTM ao lugar mais alto do pódio. Também Barreda Bort e Pablo Quintanilla são, como sempre, candidatos à vitória nas duas rodas.
Kamaz de fora
Dezassete vitórias nas últimas vinte edições e deixar a concorrência “a ver navios” desde 2017. É este o palmarés dos colossos russos. O Kamaz Master é uma verdadeira lenda do Dakar e um dos modelos mais dominadores de todo desporto automóvel mundial. No entanto, e de acordo com a restante realidade desportiva, a equipa russa recusou-se a competir este ano tendo-se negado a assinar a declaração de condenação da invasão russa da Ucrânia, requisito fundamental da FIA para entrar no Rally Dakar.
Esta verdadeira ausência de peso (em todos os sentidos) abre as portas para as restantes equipas, nomeadamente os Iveco do Team de Rooy. Com Janus Van Kasteren na linha da frente da formação holandesa, secundado por Corne Versteijnen, os camiões que este ano deixem o tradicional azul Petronas, têm uma oportunidade de ouro para brilhar nas dunas.
Os restantes suspeitos do costume como Ales Loprais ao volante, claro, do seu Praga e Martin Macik no seu Iveco da equipa MM Technology são também potenciais candidatos à vitória.
Destaque ainda para o camião com o número 500, conduzido por Kees Koleen, da equipa Project 2030. O camião protótipo servirá como um tubo de ensaio de 16 toneladas, alinhando este ano à partida com um camião 100% com uma potência de 1000 kWh. O projecto, que se estenderá durante esta década, irá trazer tecnologias como o hidrogénio ou os motores de combustão com recurso a combustíveis limpos durante os próximos anos. A expectativa é encontrar novas soluções, mais sustentáveis, para posterior aplicação nos camiões comerciais.
Portugal com 17 representantes
Motos, carros e camiões. Os portugueses estão um pouco por todo o lado na grelha do Rally Dakar de 2023. Começando nas duas rodas, as cores nacionais serão defendidas por Rui Gonçalves na equipa oficial Sherco e Joaquim Rodrigues nas máquinas da indiana Hero. Rodrigues continua assim o legado do seu cunhado, Paulo Gonçalves, que nos deixou na edição de 2022. Nos privados temos ainda o Major António Maio, militar da GNR na sua terceira participação e, claro, o calejado Mário Patrão na sua nona participação.
Nos automóveis destaque para Paulo Fiúza e José Marques, navegando Vaidotas Zala e Gintas Petrus respetivamente. Filipe Palmeiro, habitual nesta categoria, passou para os SSV, ficando responsável pela navegação de João Ferreira aos comandos do Yamaha.
Ainda nos SSV, estará Ricardo Porém, nome grande do TT nacional, assim como Hélder Rodrigues navegado por Gonçalo Reis. No escalão T4 da mesma categoria, alinharão as duplas Bruno Oliveira/Pedro Bianchi Prata, Paulo Oliveira/Miguel Alberty, Ricardo Suarez/David Megre e Cristiano Batista/Fausto Mota. Nos pesos pesado apenas os camiões de apoio terão presença portuguesa, com José Martins ao volante do Iveco de assistência rápida e Armando Loureiro, na mesma função, na equipa MAN.







