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Mazda2 Bio Concept na corrida às energias alternativas ao petróleo

O Mazda2 Bio Concept é como laboratório sobre rodas, integrado numa das mais importantes competições tecnológicas do planeta.

Catarina Resende
Catarina Resende
Mazda2 Bio Concept na corrida às energias alternativas ao petróleo

O sol começa a despertar no Fuji International Speedway, circuito onde decorre a “Super Taikyu Series Fuji 24 Hours”, segunda ronda da “ENEOS Super Taikyu Series Powered by Hankook”. Esta prova de resistência está, assim, a já mais de meio em termos de duração e o cheiro a óleo de cozinha permanece no ar, numa altura em que se começam a preparar os pequenos-almoços.

Longe da imaginação da maioria, no interior da Boxe #27, os mecânicos da equipa Mazda Spirit Racing estão, também, a utilizar esse ingrediente, óleo de cozinha usado que é combinado com gorduras de microalgas, destinado a abastecer o veículo #55 que circula em pista.

A Mazda compete na classe ST-Q, reservada, em exclusivo, a veículos especiais não-homologados, uma categoria onde os construtores podem inscrever e testar veículos experimentais. No caso da Mazda , a opção incidiu no Mazda2 Bio Concept, um veículo 100% alimentado a biodiesel produzido a partir de óleos alimentares usados e gorduras de microalgas. Este evento não é, assim, apenas uma avaliação às competências dos pilotos e da estrutura Mazda Spirit Racing Team, é um teste que pode mudar o rumo a seguir no futuro da própria Mazda .

Embora o mundo esteja a transitar rapidamente para o conceito BEV, mudança em grande parte impulsionada pelo “European Green Deal”, que estabeleceu como objectivo o alcançar da neutralidade carbónica até 2050, entre as nações da UE, subsistem muitas questões relativas à prossecução de uma estratégia automóvel puramente elétrica.

Por exemplo, a eletricidade utilizada para alimentar estes veículos é gerada a partir de fontes amigas do ambiente? Serão os materiais originais utilizados no fabrico das baterias sustentáveis e, também eles, amigos do ambiente? E quanto às nações onde a eletricidade não está ainda disponível de imediato para todos?

Estas e muitas outras questões merecem uma atenta abordagem por parte da Mazda . “Propomos uma abordagem de múltiplas soluções que permita oferecer diferentes tipos de propulsão, em função das políticas de cada país ou região”, refere Akira Marumoto, Presidente & CEO da Mazda Motor Corporation.

Assim, para além de disponibilizar o MX-30 EV no seu portfólio de modelos e de estar, continuamente, a desenvolver e a melhorar os seus propulsores e tecnologias em termos da sua compatibilidade com as infraestruturas existentes em todo o mundo, a Mazda encontra-se, também, a pesquisar potenciais fontes de energia alternativas ao petróleo.

O Mazda2 Bio é uma vertente da abordagem multi-soluções da Mazda. Em 2018, a Mazda esteve envolvida no “Your Green Fuel”, projeto de um consórcio formado em Hiroshima entre a indústria automóvel, responsáveis académicos e organismos governamentais, e que resultou numa parceria com a Euglena, uma empresa japonesa que tem como objetivo a produção em massa de biodiesel de próxima geração, operando uma fábrica comercial a partir de 2025.

Designado de “SUSTEO”, o biodiesel de próxima geração da Euglena é produzido inteiramente a partir de produtos japoneses e é oficialmente reconhecido como gasóleo pelas Normas Industriais Japonesas. Consiste numa combinação entre petróleo e gorduras com microalgas Euglena e óleo alimentar usado. Esta é a chave para a neutralidade carbónica. Tal como sugere a designação "bio" na sua denominação, este tipo de gasóleo é criado a partir da utilização de biomassa, tais como plantas e microalgas. Dado que absorvem dióxido de carbono ao longo do seu crescimento, a quantidade total do mesmo na atmosfera é neutra quando se utiliza este combustível num veículo.

É também único na medida em que, ao contrário dos biocombustíveis convencionais feitos de milho ou de outras matérias-primas, não coloca problemas como concorrência entre bens alimentares ou a desflorestação. Outra vantagem do biocombustível de próxima geração é que pode ser utilizado por automóveis já hoje em circulação nas nossas estradas, utilizando as infraestruturas existentes.

O Mazda2 Bio Concept é, assim, um “laboratório sobre rodas”, tendo a marca optado por experimentar o novo combustível neste veículo de dimensões compactas, isto depois do sucesso em competição, na temporada de 2021, com recurso a um motor diesel Skyactiv de série, utilizado por uma equipa privada. Para a temporada de 2023, porém, a Mazda está a desenvolver um novo carro de competição baseado no Mazda3, dotado de um motor mais potente.

Mazda2 Bio Concept na corrida às energias alternativas ao petróleo

O Mazda2 Bio Concept é como laboratório sobre rodas, integrado numa das mais importantes competições tecnológicas do planeta.

Catarina Resende
Catarina Resende
Mazda2 Bio Concept na corrida às energias alternativas ao petróleo

O sol começa a despertar no Fuji International Speedway, circuito onde decorre a “Super Taikyu Series Fuji 24 Hours”, segunda ronda da “ENEOS Super Taikyu Series Powered by Hankook”. Esta prova de resistência está, assim, a já mais de meio em termos de duração e o cheiro a óleo de cozinha permanece no ar, numa altura em que se começam a preparar os pequenos-almoços.

Longe da imaginação da maioria, no interior da Boxe #27, os mecânicos da equipa Mazda Spirit Racing estão, também, a utilizar esse ingrediente, óleo de cozinha usado que é combinado com gorduras de microalgas, destinado a abastecer o veículo #55 que circula em pista.

A Mazda compete na classe ST-Q, reservada, em exclusivo, a veículos especiais não-homologados, uma categoria onde os construtores podem inscrever e testar veículos experimentais. No caso da Mazda , a opção incidiu no Mazda2 Bio Concept, um veículo 100% alimentado a biodiesel produzido a partir de óleos alimentares usados e gorduras de microalgas. Este evento não é, assim, apenas uma avaliação às competências dos pilotos e da estrutura Mazda Spirit Racing Team, é um teste que pode mudar o rumo a seguir no futuro da própria Mazda .

Embora o mundo esteja a transitar rapidamente para o conceito BEV, mudança em grande parte impulsionada pelo “European Green Deal”, que estabeleceu como objectivo o alcançar da neutralidade carbónica até 2050, entre as nações da UE, subsistem muitas questões relativas à prossecução de uma estratégia automóvel puramente elétrica.

Por exemplo, a eletricidade utilizada para alimentar estes veículos é gerada a partir de fontes amigas do ambiente? Serão os materiais originais utilizados no fabrico das baterias sustentáveis e, também eles, amigos do ambiente? E quanto às nações onde a eletricidade não está ainda disponível de imediato para todos?

Estas e muitas outras questões merecem uma atenta abordagem por parte da Mazda . “Propomos uma abordagem de múltiplas soluções que permita oferecer diferentes tipos de propulsão, em função das políticas de cada país ou região”, refere Akira Marumoto, Presidente & CEO da Mazda Motor Corporation.

Assim, para além de disponibilizar o MX-30 EV no seu portfólio de modelos e de estar, continuamente, a desenvolver e a melhorar os seus propulsores e tecnologias em termos da sua compatibilidade com as infraestruturas existentes em todo o mundo, a Mazda encontra-se, também, a pesquisar potenciais fontes de energia alternativas ao petróleo.

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Alimentado a biodiesel, o Mazda2 Concept é essencial como "laboratório sobre rodas".

O Mazda2 Bio é uma vertente da abordagem multi-soluções da Mazda. Em 2018, a Mazda esteve envolvida no “Your Green Fuel”, projeto de um consórcio formado em Hiroshima entre a indústria automóvel, responsáveis académicos e organismos governamentais, e que resultou numa parceria com a Euglena, uma empresa japonesa que tem como objetivo a produção em massa de biodiesel de próxima geração, operando uma fábrica comercial a partir de 2025.

Designado de “SUSTEO”, o biodiesel de próxima geração da Euglena é produzido inteiramente a partir de produtos japoneses e é oficialmente reconhecido como gasóleo pelas Normas Industriais Japonesas. Consiste numa combinação entre petróleo e gorduras com microalgas Euglena e óleo alimentar usado. Esta é a chave para a neutralidade carbónica. Tal como sugere a designação "bio" na sua denominação, este tipo de gasóleo é criado a partir da utilização de biomassa, tais como plantas e microalgas. Dado que absorvem dióxido de carbono ao longo do seu crescimento, a quantidade total do mesmo na atmosfera é neutra quando se utiliza este combustível num veículo.

É também único na medida em que, ao contrário dos biocombustíveis convencionais feitos de milho ou de outras matérias-primas, não coloca problemas como concorrência entre bens alimentares ou a desflorestação. Outra vantagem do biocombustível de próxima geração é que pode ser utilizado por automóveis já hoje em circulação nas nossas estradas, utilizando as infraestruturas existentes.

O Mazda2 Bio Concept é, assim, um “laboratório sobre rodas”, tendo a marca optado por experimentar o novo combustível neste veículo de dimensões compactas, isto depois do sucesso em competição, na temporada de 2021, com recurso a um motor diesel Skyactiv de série, utilizado por uma equipa privada. Para a temporada de 2023, porém, a Mazda está a desenvolver um novo carro de competição baseado no Mazda3, dotado de um motor mais potente.