Evolução resiliente
O motor 180 d, acoplado à caixa automática de dupla embraiagem 7G DCT, mostrou ser suficiente para aguentar ritmos mais acelerados e, por isso, suficiente para o cliente médio do segmento.

As vendas de monovolumes na Europa são, hoje, muito inferiores ao que foram. Os dados da consultora Jato Dynamics indicam que foi o segmento que mais caiu no continente entre 2009 e o ano passado, baixando de 1,8 milhões para 892 mil matrículas. Isso levou muitas marcas a abandonarem este segmento e trocar as opções de monovolume por oferta SUV, segmento que, em boa medida, substitui os MPV nas escolhas dos clientes. Outros construtores optam ter opções de ambos os tipos. É o caso da Mercedes, que se mantém fiel ao conceito no recente Classe B, não obstante de “imprimir” ao modelo um visual mais próximo de um “hatchabck”. As medidas comprovam isso mesmo. O novo Mercedes Classe B está mais largo, mais comprido e mais baixo do que o antecessor. Também está mais espaçoso para condutor e passageiros, não obstante ter perdido 33 litros na bagageira (tem 455 litros esta geração). Os motores propostos em Portugal são quatro, um a gasolina (B 200, que recorre ao bloco 1.3 turbo com 163 cv de origem Renault) e três diesel. No B 180 d, motorização mais comercializada em Portugal, o motor 1.5 (também com origem no parceiro francês) tem agora uma potência de 116 cv, enquanto os modelos B 200 d e B 220 d com 150 cv e 190 cv respetivamente, estreiam o novo motor 2.0 diesel OM 654. Foi precisamente a B 180 d, a variante mais acessível, a par do B 200 (o diesel tem preços a partir 35 750,00€ e o gasolina desde 37 000,00€), que conduzimos. Com o motor 180 d (acoplado à caixa automática de dupla embraiagem 7G DCT) a mostrar ser suficiente para aguentar ritmos mais acelerados e, por isso, suficiente para o cliente médio do segmento, o comportamento do modelo também o afasta, tal como a estética, do típico comportamento “adornante” típico dos monovolumes. Isso é-lhe conferido pela rigidez torcional e pelo baixo centro de gravidade.
Evolução tecnológica
O novo Classe B destaca-se, além da aparência mais dinâmica e agilidade em estrada, pela tecnologia, como o Active Distance Assist DISTRONIC (pode ajustar a velocidade para curvas ou rotundas), o Active Emergency Stop Assist ou o Active Track Change Assist. O grande realce tecnológico do modelo é, porém, o novo sistema de Inteligência Artificial denominado de Mercedes-Benz User Experience (MBUX). Trata-se de um assistente pessoal que faz lembrar a Siri, da Apple. Ao comando de voz “Hey Mercedes” ajuda o condutor em várias tarefas. Definir rotas de viagem ou enviar SMS está entre essas, mas o conforto está longe de se ficar por aí. Uma vez que tem ligação à Internet, pode indicar como estará o tempo ou “sugerir” restaurantes. Infelizmente, só conseguimos experimentar as funções que não dependem de Internet, já que a “nossa” unidade não tinha a “pen” instalada.






